Catálogo do projeto M.AP. (Mulheres na América Portuguesa) - Versão 0.2.2 [01/11/2020 7:30]
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Ana Isabel de Jesus

O Padre Manoel Antonio Pimenta, morador no Macaco, estando eu doente, sendo chamada para confessar-me, solicitou-me para pecar.

Ana Isabel de Jesus

(1804)
Imagem: ANTT
Carta de Ana Isabel de Jesus denunciando um padre "morador no Macaco". Por estar na casa de seus pais, não foi pessoalmente denunciá-lo, mandando um carta (recebida pela Mesa no dia 07/01/1804) com a denúncia.


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

O Padre Manoel Antonio Pimenta, morador no Macaco, estando eu doente, sendo chamada para confessar-me, solicitou-me para pecar. Como sou impedida, estou em casa de meus pais, por isso não vou mesmo em pessoa, o que me atrevo a jurar./ Ana Isabel de Jesus.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Jesus, Ana Isabel de. Carta. Sem indicação de local do documento. 1804. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/CX1577/13656. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2313869.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Ana Isabel de Jesus,
Autora [0139]


Chave de pesquisa: Solicitação
Catalogado por: MLS


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Ana Maria Cardosa

agora andam me jurando a pele por querer me matar e andam dizendo que não hei de escapar mesmo e assim quero que prendam esta gente, que não tombem mais para esta terra [...] são uma gente má (orig. maus), e assim que quero que façam o que quiserem dele que eu não posso viver mais à receosa deles.

De vossa mercê, serva e criada, Ana Maria Cardosa

(1765)
Imagem: BNRJ
Ana Maria Cardosa escreve carta de próprio punho ao alferes de Atibaia denunciando os abusos sexuais que ela e suas irmãs vinham sofrendo. Tais abusos eram praticados pelo pai e pelos irmãos, que a ameçavam de morte. Ana Maria solicita a prisão dos referidos homens e justifica a sua fuga e a de suas irmãs.


Documento acessível, fotografado, transcrito e revisado

Edição parcial do documento primário

Senhor Alferes Domingos Leme do Prado, minha irmã Maria pariu de meu pai, tirou uma filha dele, que está em casa de Catharina Cardoza, mãe de Ignacia Gomes, criando-se todo o mundo sabe. Essa é a razão por onde minha irmã Antonia saiu do poder dele, por se ver perseguida dele. Por essa razão saí da companhia dele, e meu irmão Sebastião fechou-me (inferência) de faca por querer se entender comigo, essa foi a razão porque eu saí da companhia dele e meu pai querer dormir comigo. Eles não reservam irmãs nem sobrinhas, nem nada, levam tudo a talho aberto; que meu irmão Antonio dorme com uma égua, Santo Antonio, e também pilou um de barro e quase matou a mulher por andar amancebado com a cunhada. Agora andam me jurando a pele por querer me matar e andam dizendo que não hei de escapar mesmo e assim quero que prendam esta gente, que não tombem mais para esta terra. Esse é o motivo porque tenho passado minhas misérias mui boas, com receio, dizendo hoje mata amanhã mata, são uma gente má (orig. maus) e assim que quero que façam o que quiserem dele, que eu não posso viver mais à receosa deles. Peço a Vossa Mercê de grande favor que arrume os olhos nisto. Ele é meu pai e corda de meu coração, mas como ele tem feito estrepulia, por isso lhe faço a Vossa Mercê sabedor de tudo e assim ele foi a causa de as filhas botarem-se ao mundo e com isto Deus guarde a Vossa Mercê muitos anos para amparo dos pobres. Hoje, 16 de março de 1765 anos. De Vossa Mercê, serva e criada, Ana Maria Cardosa. [na margem] Assim peço a Vossa Mercê faça toda a diligência de me tirar a minha roupa, pois bem sabe sou uma pobrezinha, que é uma saia preta, uma baeta preta e uns brincos de ouro, um chapéu e uma camisa de bretanha.

(Edição feita por: Vanessa Martins do Monte)

Documento primário catalogado

Cardosa, Ana Maria. Carta pessoal. Atibaia, 1765. BNRJ - Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Coleção Morgado de Mateus, Documentos Avulsos. Gaveta I-30, 21, 25. Não disponível em repositórios digitais.

Menção em documentos secundários

Monte, Vanessa Martins do. Correspondências Paulistas: as formas de tratamento em cartas de circulação pública (1765-1775). São Paulo: FAPESP/Humanitas; 2015.:

Ana Maria Cardosa, uma moradora de Atibaia, é levada a denunciar seu pai e seu irmão ao alferes daquela vila por abusos sexuais constantes cometidos contra ela e suas irmãs.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Ana Maria Cardosa,
Autora [0140]


Catalogado por: Vanessa Martins do Monte


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Antônia Felícia de Castro

Com observância da ordem do Ilustríssimo e Excelentíssimo senhor Conde de Palma dirigida por Vossa Excelência, sou a responder que na verdade o falecido meu marido, o ajudante Manoel Rodrigues Fam comprou o sítio e terras do Campo Grande ao falecer João Ribeiro Magalhães, por 2.000 000 réis, cuja quantia não acabou de pagar primeiramente por tratar fiado o pagamento [...]. Pelos réditos da safra deste ano, tenho satisfeito algumas dívidas, e apesar da penhora referida sobre o restante do pagamento do mesmo sítio, pensando que não será tão grande o alcance, [...] por caridade aos herdeiros credores tenho contribuído com algum pagamento ao herdeiro Inácio Ribeiro, e como também o quis fazer a herdeira Gertrudes de Jesus, a qual não quis receber sem que fosse a quantia toda por inteira, o que não me foi possível, tanto pelos réditos de Engenho não chegarem para as dívidas, como pela penhora feita referida. Contudo, não duvido adiantar presentemente à mesma herdeira com o pagamento de 120 906 réis, querendo ela receber esta conta, e passar recibo. E para a safra seguinte, me esperanço contribuir com maior porção ou todas

Diz Gertrudes de Jesus moradora nesta cidade filha e herdeira de João Ribeiro de Magalhães, que falecendo da vida presente com o seu [...] testamento o qual se achava morando no Campo Largo digo no Campo grande termo da vila de Parnaíba nomeando entre os mais herdeiros a suplicante e deixando um sítio onde morava, este Manoel Rodrigues o comprou por 2:000 $ [...] cuja quantia existe em mão e poder da viúva Antônia Felícia terça parte do produto do mencionado sítio sem querer satisfazer a suplicante são os motivos de procurar o amparo de Vossa Excelência [...] Pede a Vossa Excelência seja servido dignar-se mandar vir a suplicada a respeitável presença de Vossa Excelência para que declare o motivo da retenção deste pagamento

(1816)
Imagem: APESP
O falecido pai da suplicante Gertrudes de Jesus fez dela uma das herdeiras do testamento, com sítio e terras a serem partilhados. O sítio foi vendido a Manoel Rodrigues, que morreu antes de pagar o valor total da compra, e, assim, a suplicante entrou com pedido para que a viúva de Manoel, Antônia Felícia, lhe pagasse. Antônia Felícia respondeu em carta anexa, assinada em seu nome e endereçada ao Capitão Vicente Ferreira da Silva, Juiz de Orfãos da vila de Parnaíba, que o sítio foi penhorado devido a outras dívidas, mas que ela estava pagando pequenas parcelas aos outros herdeiros quando podia. Ela então alega que Gertrudes foi quem recusou as parcelas e "não quis receber sem que fosse a quantia toda por inteira". A suplicada alega não conseguir acumular a quantia devido à penhora, mas que ela tinha esperanças de que a safra seguinte de seu engenho de açúcar proveria esse valor.



Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1816. APESP - 1.1.612/93-3-18. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Parnaíba
Naturalidade:

Dados internos

Antônia Felícia de Castro,
Autora [0141]


Rede documental: Gertrudes de Jesus
Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


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Catarina Garcia de Cabreira

Há de me fazer mercê de me mandar novas de vossa saúde e vida pedindo-lhe que assim ma faça de vos trazer diante de estes olhos que já não veem de chorar contínuo ausência de vossa vista.



(1592)
Imagem: ANTT/PS
Autora de carta enviada de Vila Viçosa para Salvador, 1592


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

Senhor. / As primeiras novas que tive vossas foram as que me escreve o filho de Francisco Rodrigues, de Sergipe, que foras muito doente na nau e depois vos vira em Sergipe muito bem-disposto, as quais novas me fui festejar diante do Espírito Santo. Há de me fazer mercê de me mandar novas de vossa saúde e vida pedindo-lhe que assim ma faça de vos trazer diante de estes olhos que já não veem de chorar contínuo ausência de vossa vista. Senhor, tudo o que mo deixaste encomendado está feito, e o maior gosto que terei será sempre mandardes-me, porque bem sabeis vós que o mais será avisardes-me de tudo o que for vosso gosto. Senhor, disseram-me que Valério que era embarcado para essas partes. Pesou-me muito e lembrar o muito que vos tem custado sua amizade. Brites Rodrigues e minha mana vos mandam muitos recados. Novas minhas são estar como aquelas que nasceram sem dita, pois estou ausente de vossa vista, passando vida em romarias e orações e jejuns, pedindo misericórdia ao Senhor que pode a haja convosco e comigo. Senhor, a minha estada cá é por causa de irmã me ir visitar e então me pedir que viesse com ela para saber as novas de mais perto. Então tornar-me-ei para onde vós, senhor, deixastes. Até agora todos o fazem muito bem comigo. Feita hoje, quarta-feira, dia de Nossa Senhora de Encarnação.

(Edição feita por: Projeto P.S.)

Documento primário catalogado

Cabreira, Catarina Garcia de. Carta pessoal. Vila Viçosa, 1592. ANTT/PS - TSO-IL, 1476 / Projeto P.S., PSCR1143. Disponível em: http://ps.clul.ul.pt/pt/index.php?action=file&cid=xmlfiles/Revistas/ModernizadasTeitok/neotag_PT/PSCR1143.xml.

Menção em documentos secundários

Ficha catalográfica no Projeto Post Scriptum:

A autora manda ao marido saudades, e pede-lhe que lhe dê notícias. / Contexto: No processo de António do Vale de Vasconcelos (também referido como "Lebracho"), acusado de bigamia, encontra-se um conjunto de oito cartas. António do Vale de Vasconcelos, estando casado com Catarina Garcia de Cabreira, partiu para o Brasil, em 1591, e voltou a casar na capitania de São Vicente com Helena Leitoa. Seis das cartas que constam do processo foram entregues à Mesa do Santo Ofício por Estêvão de Brito Freire e duas por Francisco Leitão. Em 1592, Estêvão de Brito Freire declarou ter conhecido António do Vale de Vasconcelos na nau que partira do Reino, em abril de 1591, e que o réu começara por afirmar ser solteiro, depois viúvo e, por fim, admitira que, quando partira do Reino a mulher estava muito doente e que, por isso, presumia que ela morreria em breve. Posteriormente, António do Vale de Vasconcelos, partira de São Salvador da Baía para a capitania de São Vicente, de onde enviara uma carta a Estêvão de Brito Freire (PSCR1139), na qual afirmava que soubera da morte da primeira mulher e se voltara a casar. Além desta carta, o mesmo denunciante entregou um maço com cinco cartas (PSCR1140 a PSCR1144) vindas do Reino para São Salvador da Baía, remetidas por familiares a António do Vale de Vasconcelos. Em 1595, em Pernambuco, Francisco Leitão entregou duas cartas ao Santo Ofício: uma (PSCR1145) que recebera de seu pai, Jerónimo Leitão, pai de Helena Leitoa; outra (PSCR1146) que Jerónimo Leitão enviara ao seu cunhado, Filipe de Aguiar Lobo. A presente carta, que não está assinada, não foi escrita por Catarina Garcia de Cabreira, mas por Catarina do Vale, o que se pode assumir pela semelhança da letra da carta que esta escreve a António do Vale de Vasconcelos (PSCR1142)".

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Vila Viçosa
Naturalidade:

Dados internos

Catarina Garcia de Cabreira,
Autora [0142]


Catalogado por: MCPS


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Domingas da Rosa de Morais

Senhor Pascoal Rodrigues. Recebi a de VM. Estimei muito saber VM passava com saúde, o que eu estimo muito, em como prezam as de toda a sorte sempre ao serviço de VM.

De VM sual criada de VM, {Domingas da Rosa}

(1689)
Imagem: ANTT/PS
Domingas da Rosa de Morais é acusada de contrair um segundo matrimônio; em seu processo, foi incluída carta de sua autoria, enviada do Recife para o Rio Grande em 1689.


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

Senhor Pascoal Rodrigues. / Recebi a de VM. Estimei muito saber VM passava com saúde, o que eu estimo muito, em como prezam as de toda a sorte sempre ao serviço de VM. / No tocante ao peixe que VM fez mercê do mos mandar, eu estou entregue porque, se não fora, muito mal passara. Deus lho pague. Eu também ando mal enroupada, o sabe o Senhor, e sempre escrevo a VM perto de os que para lá vão e não falto sempre a escrever a VM. Quando VM me queira mandar no pascoar seja por João Salvador ou Fernando Matos, que logo me hão de dar parte. Deus guarde a VM como deseja. / Hoje, dia de São Sebastião, vinte do corrente. De VM sual criada de VM, {Domingas da Rosa}

(Edição feita por: Projeto P.S.)

Documento primário catalogado

Morais, Domingas da Rosa de. Carta pessoal. Recife, 1689. ANTT/PS - TSO, IL, 1462 / Projeto P.S., PSCR0270. Disponível em: http://ps.clul.ul.pt/pt/index.php?action=file&cid=xmlfiles/Revistas/ModernizadasTeitok/anotadas_PT/PSCR0270.xml.

Menção em documentos secundários

Ficha catalográfica no Projeto Post Scriptum:

A autora dá a notícia de que está entregue das cartas e de que tem estado mal de saúde. / Contexto: Este processo diz respeito a Maria da Rosa de Morais, de 30 anos, conhecida também como Domingas Camela. Estando casada com Paulo de Freitas, homem pardo, oleiro, casou com Pascoal Rodrigues, pelo que foi acusada de bigamia, sendo presa a 20 de outubro de 1691. Fora-lhe dada sentença em auto-da-fé privado, de 23/02/1692: abjuração de leve, cárcere a arbítrio, ser açoitada publicamente, degredo por cinco anos para o Brasil, não voltar à cidade de Olinda, penitências espirituais, pagamento de custas. / Quando foi presa, Domingas da Rosa de Morais fazia vida marital com o segundo marido havia dois anos e estava casada há oito com o primeiro marido, de quem teve uma filha, Cosma de Freitas, e de quem tinha fugido há muitos anos, por causa dos maus tratos que lhe dera (curando-se das feridas que lhe foram feitas pelo mesmo em Pernambuco). No seu depoimento, a ré confessou que só se casou a segunda vez porque o cónego João Barreto lhe havia dito que procuraria saber do paradeiro do seu primeiro marido e que, após dois meses de procura, lhe confirmara que ele estava morto".

Dados biográficos conhecidos

Idade: 30 anos
Estado civil: Casada
Morada: Olinda
Naturalidade: Paraíba

Dados internos

Domingas da Rosa de Morais,
Autora [0143]



Catalogado por: MCPS


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Francisca Antonieta

Por esta vou denunciar a Vossa Reverendíssima o seguinte: assistindo eu em algum tempo na Freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Iguaçu, por várias vezes o Reverendo Vigário dela, Miguel de Azevedo, me mandou dizer por Catarina das Neves, que eu lhe quisesse bem, pois que achava muita graça em certa parte do meu corpo quando me via, dizendo mais que eu era uma tola em não lhe querer bem. E isto por ver a repugnância que eu lhe tinha, fugindo sempre de me encontrar com ele, e ainda de lhe aparecer.

De Vossa Reverendíssima a menor criada/ Francisca Antonieta, mulher solteira.

(1802)
Imagem: ANTT
Carta de Francisca Antonieta denunciando um vigário por crime de solicitação. O denunciado lhe disse, através de um recado, que ela "lhe quisesse bem, pois que achava muita graça em certa parte" do seu corpo. Após evitá-lo por algum tempo, Francisca viu-se obrigada a confessar-se com o dito vigário, pois ele era o único confessor da freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu. Após uma tentativa de aceno por parte do vigário (ignorada pela denunciante), ela fez a confissão, que ocorreu sem novas tentativas de solicitação. Essa foi a última vez que Francisca o viu, pois mudou-se de cidade, e estava denunciando-o a pedido de seu atual confessor, para quem Francisca ditou a carta.


Documento acessível e digitalizado.
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Antonieta, Francisca. Carta. Rio de Janeiro, Brasil., 1802. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/CX1577/13655. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2313868.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Rio de Janeiro, Brasil.
Naturalidade:

Dados internos

Francisca Antonieta,
Autora [0144]


Chave de pesquisa: Solicitação
Catalogado por: MLS


[0145]-[voltar para o topo]

Francisca Maria Xavier de Castro

As doze doblas que mandei, digo, que pedi a Vossa Mercê que recebesse do casal de escravos que vendi ao Tenente Coronel Paulino, Vossa Mercê me fará a honra e o favor de remeter para esta cidade para entregar ao meu irmão Coronel Joaquim Manoel da Silva e Castro, por algum portador seguro, que necessito delas para certa arrumação

De Vossa Mercê, muito venerada e obrigada, Dona Francisca Maria Xavier de Castro

(1791)
Imagem: APESP
Em 8 de maio de 1791, Francisca Maria Xavier de Castro escreve uma carta endereçada a Francisco José de Souza, na qual notifica seu destinatário de ter mandado doze doblas referentes à venda de um casal de escravizados pertencentes a ela. Na carta, Francisca expressa a vontade de que a quantia seja entregue ao seu irmão, o Coronel Joaquim Manoel da Silva e Castro, na cidade de São Paulo, "por meio de um portador seguro", pois ela deseja realizar "certa arrumação".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Senhor Licenciado Francisco José de Souza, As doze doblas que mandei, digo, que pedi a Vossa Mercê que recebesse do casal de escravos que vendi ao Tenente Coronel Paulino, Vossa Mercê me fará a honra e o favor de remeter para esta cidade para entregar ao meu irmão Coronel Joaquim Manoel da Silva e Castro, por algum portador seguro, que necessito delas para certa arrumação. Estimarei que tenha Vossa Mercê saúde, e dê-me repetidas ocasiões do seu serviço, e que Deus o guarde por muitos anos. São Paulo, 8 de maio de 1791. De Vossa Mercê, muito venerada e obrigada, Dona Francisca Maria Xavier de Castro.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Xavier de Castro, Francisca Maria. Carta de requerimento de provisões. São Paulo, Brasil, 1791. APESP - 1.1.0697/23. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Francisca Maria Xavier de Castro,
Autora [0145]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0146]-[voltar para o topo]

Inês Fernandes

Peço-lhe por amor de Nosso Senhor, e pela alma de sua mãe, que se lembre de uma órfã tão desamparada e de seu filho que passa muitos bocados de fome [...]

De sua mulher, {Inês Fernandes}

(1592)
Imagem: ANTT/PS
Autora de carta enviada da Madeira para a Bahia, 1592


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

Senhor. / Como muito de desejo há de saber novas suas, não me enfado de escrever por todas as vias. Estando este navio para partir, fiz estas regras, aventura como outras muitas que tenho feitas, sem nunca saber novas suas. Não sei em que ponha tanto descuido quanto Vossa Mercê tem. Torno a cuidar que o tem já por descuido. Peço-lhe por amor de Nosso Senhor, e pela alma de sua mãe, que se lembre de uma órfã tão desamparada e de seu filho que passa muitos bocados de fome, porque muito bem sabe Vossa Mercê que não tenho parente nem parenta que me seja bom com nada, porque seu primo Gaspar Delgado me negou o assinado que ele me cá deixou. Se o tivera, arrecadara-o porque deve por ele. Já agora não há ninguém em que se as pessoas confiem. Seu primo Domingos Sardinha é mestre e senhorio do engenho do xilo e assim têm todos muito remédio, assim não tivera Vossa Mercê em ir fora do seu natural. Se Vossa Mercê não termina de vir este ano, mande-me licença e provisão com que pague a António Barradas. Minhas tias Isabel Sardinha me emprestou dez mil réis para lhe dar, agora lhe devo a demasia. Se me Vossa Mercê mandar a licença para ir, já me embarcara. Não faltara um parente que fora comigo. E assim o hei de fazer se Vossa Mercê este ano se não vem, porque já não posso sofrer tantos trabalhos, porque não posso ganhar mais que para a casa de aluguer e, a quanto é, minha tia já não tem quem lhe pague. Novas de seus irmãos, amigos nossos, ambos estão com Pero Sardinha. Sua irmã, a casada, está muito bem com dois meninos. A outra, solteira, está em casa de seu tio Gaspar Delgado. Se tivera poder já a trouxera para casa. Não tenho mais que dizer senão que eu e seu filho ficamos rogando a Deus por vida e saúde de Vossa Mercê. Feita hoje, a dez dias de junho de noventa e dois / De sua mulher, {Inês Fernandes}

(Edição feita por: Projeto P.S.)

Documento primário catalogado

Fernandes, Inês. Carta pessoal. Madeira, 1592. ANTT/PS - TSO-IL, 2555 / Projeto P.S., PS2517. Disponível em: http://ps.clul.ul.pt/pt/index.php?action=file&cid=xmlfiles/Revistas/ModernizadasTeitok/anotadas_PT/PS2517.xml.

Menção em documentos secundários

Ficha catalográfica no Projeto Post Scriptum:

A autora dá notícias ao primo, pai do seu filho, sobre a sua condição e a dos familiares. Alegando que ela e o filho passam fome, pede-lhe que ele lhe envie licença e provisão para que ela possa embarcar para junto dele. / Contexto: Este processo diz respeito a João Gonçalves, de 29 anos, cristão-velho, filho de Mendo Gonçalves (lavrador) e de Inês Álvares, acusado de bigamia. O réu era natural da Madeira, mas tinha emigrado para o Brasil onde era mestre de açúcar no engenho de Fernão Cabral, na Baía de Todos-os-Santos. / Na Madeira, João Gonçalves havia deixado uma prima, Inês Fernandes (autora da carta), a quem tinha tirado da casa dos tios com promessa de casamento. Os dois fizeram vida marital e tiveram um filho. Segundo o testemunho do réu, ele quisera casar com Inês Fernandes após o nascimento do filho, para o que mandou buscar a Roma a dispensação necessária, por serem parentes. Mas o bispo e o vigário da Madeira não consentiram e mandaram que ele saísse da ilha. Por esta razão, João Gonçalves emigrou para a Baía e aí fez vida de solteiro. Depois de ano e meio sem notícias, quer de Roma quer da Madeira, casou legitimamente com outra mulher. Inês Fernandes, encontrando-se a dada altura, com o filho, a passar fome e necessidades e sem notícias do primo, escreveu-lhe esta carta, que deu origem ao processo. Uma testemunha, Francisco Romeiro, declarou que, no barco que vinha de Pernambuco, lhe foi dado um molho de cartas da Madeira pelo seu primo Manuel Barcelos, e que nesse maço se encontrava a carta aqui transcrita. Procurando pelo dito João Gonçalves para lhe entregar a carta, perguntou por ele a Lucas da Fonseca, solteiro, de 35 anos, tendo-lhe este respondido que o réu já estava casado com outra mulher, a viúva Maria de Oliveira. O casamento tinha acontecido havia um ano, na fazenda de Fernão Cabral, perto do rio Jaguaripe, atualmente algures no município de Nazaré, Bahia, após o pai da noiva ter empreendido esforços para conseguir a licença de casamento. A carta, ainda lacrada, foi entregue ao visitador, que a leu, abrindo o processo instaurado ao réu. Provavelmente, este visitador é o autor da nota escrita no fólio 9v: "Lucas d'Afonseca que está para afora com uma filha do [balme] e sabe que ele é aqui casado". / O réu foi absolvido das suas culpas e só teve de pagar as custas do processo".

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Madeira
Naturalidade:

Dados internos

Inês Fernandes,
Autora [0146]


Catalogado por: MCPS


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Isabel Gomes da Veiga

Meu Marido Do meu corassão e meu Snor nunqua Cuidei que foçe tão podoroza a fortuna; pa darme não sô hũa vida morta no descursso de dezoito annos de sua auzençia e companhia; como tão cruel Golpe que nesta ocazião por mim passa com a notiçia que tive dos banhos que vm mandou a esta terra pa se cazar nessa terra donde se acha; que sertamente me fiqua trespaçada Alma

De vossa Molher saudoza leaL e amante Izabel Gomes

(1730)
Imagem: ANTT/PS
Isabel Gomes da Veiga é esposa de Manuel Soares de Vasconcelos, que some por 22 anos e Isabel fica sem saber de seu paradeiro. Ela escreve duas cartas para ele, uma em 1730 e a outra em 1733, que foram usadas como provas em processo judicial


Documento acessível, digitalizado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Meu Marido Do meu corassão e meu Snor nunqua Cuidei que foçe tão podoroza a fortuna; pa darme não sô hũa vida morta no descursso de dezoito annos de sua auzençia e companhia; como tão cruel Golpe que nesta ocazião por mim passa com a notiçia que tive dos banhos que vm mandou a esta terra pa se cazar nessa terra donde se acha; que sertamente me fiqua trespaçada Alma; suposto que podera descontar esta Lancada com o gosto das suas notiçias inda na forma Referida; emfim neste ponto se Deus não fora servido manterme os espritos; com a esperança em q sempre me sustentei de o Ver restituido a verdadeira Companhia de ssua mulher

(Edição feita por: Projeto P.S.)

Documento primário catalogado

Veiga, Isabel Gomes da. Carta pessoal. Rio de Janeiro, 1730. ANTT/PS - PSCR0750. Disponível em: http://ps.clul.ul.pt/pt/index.php?action=file&cid=xmlfiles/Revistas/ModernizadasTeitok/neotag_PT/PSCR0750.xml.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Nossa Senhora do Desterro
Naturalidade: São Gonçalo

Dados internos

Isabel Gomes da Veiga,
Autora [0147]



Chave de pesquisa: Traição
Catalogado por: BMS


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Maria Clara da Anunciação

Sr. Antônio José, vossa mercê não me quer bem... eu quero a sua pessoa bem... peço a vossa mercê por quem é, não faça cousa que se diga cousa de menino

De vm sua Serva muito de Antonio Joze Maria Clara De nusia[ção]

(1730)
Imagem: ACM-SP/PS
Maria Clara enviou três cartas a seu namorado, Antonio José, em 1730. Nelas, solicita diversas providências, declara seu bem-querer e pergunta pelo dele. Antônio seria processado, em 1752, por quebra de promessa de casamento.


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

rS Antonio Joze muito eu noer vm crer eirador sendo que [...] samos so se hei não vise diria que hera mentira mais como eu istava Na ginela vi o que pasou por iso dou a rezam o dito papel que vm pede ja tenho feito; he coando sosedeu hisso o manoel entergou a sua molher para me entergar he ficou com raiva he disse que não queria andar com mais Nada rS Antonio Joze vm não me qur Bem meu corasam eu quero a sua pessoa Bem mais se vm Bem soBera o que esta no meu corasam vm Bem soBera pesso a vm por qem he não fassa couza que se diga couza de menino o Manoel me dise que vm he disse que trossese o papolinho que dava 8 pataca não me dexou acoar asim que acoBei de fazer fou logo pera la encontro com meu rrimão que he diaBinho vm fassa com manoel que tome o papel da man da sua Molher vm semper hi dei semper que he permeteio i era com ele tra logo o papel a vm. como ele tomou pano [...] fornco da loge ele esta devendo vm he dise que le dava hiso por isso fes a divida com a fiuza de vm não tenho que recommendar a vm sem falta fassa tudo com ele que he que eu dezeio [...] fassa muito com hele pesso pesso muito corasam que dezeio Bem / De vm sua Serva muito de Antonio Joze Maria Clara De nusia espero pas com manel tudo

(Edição feita por: Projeto P.S.)

Documento primário catalogado

Anunciação, Maria Clara da. Carta pessoal. São Paulo, 1730. ACM-SP/PS - Arquivo da Cúria Metropolitana PGA-100/ Projeto P.S., PSCR1741. Disponível em: http://ps.clul.ul.pt/pt/index.php?action=file&cid=xmlfiles/Revistas/ModernizadasTeitok/anotadas_PT/PSCR1741.xml.

Menção em documentos secundários

Ficha catalográfica no Projeto Post Scriptum:

A autora queixa-se do desinteresse do destinatário, dá provas do seu afeto e encaminha várias orientações quanto à circulação de escritos trocados entre ambos, revelando certa preocupação face à mediação desta correspondência. Comenta ainda alguns factos ocorridos entretanto. Esta correspondência reporta-se a um processo de rompimento de promessas de casamento ocorrido em 1752, em que foram justificante António José da Mota - destinatário - e justificada Maria Clara da Anunciação - a autora das cartas anexas a este caso judicial. O caso deu pois entrada na Câmara Episcopal de São Paulo a pedido de António José da Mota. Havia cerca de 6 meses que ele se tratara de amores com Maria Clara da Anunciação, sobrinha (por afinidade) de Manuel de Oliveira Cardoso, sargento-mor que, por seu turno, era irmão de João de Oliveira Cardoso, escrivão do Auditório Eclesiástico de São Paulo. Este último, reconhecendo a interferência de interesses, requereu que não exercesse funções naquela causa. Pela descrição constante nestes autos relativamente ao namoro mantido, António e Maria Clara tiveram várias falas e conversas tanto em casa de seus pais, como na sua roça, a cerca de 1 légua, "de cuja comunicação cresceu entre ambos o amor, de sorte que prometeram e apactaram várias vezes entre si, e outras vezes diante de gente, o casarem-se na forma do Sagrado Concílio Tridentino. Com esta certeza lhe facilitou a suplicante mais amiúde as conversas, fazendo de noite não só pelo quintal, como algumas vezes falar-lhe pela janela a tempo de silêncio. De forma que a suplicada não tratava ao suplicante mais que de seu consorte, em cuja firmeza da sua mão recebeu três varas de fita cor de rosa que trazia a suplicada nas pulseiras de diamantes ou aljofres, e assim mais uma coifa de cabeça de [trossa?l], cor de pérola, e fio de ouro, e assim mais um coração de ouro por prendas, e outras coisas mais, e algumas destas perante a mãe da suplicada, que não ignorava o contrato. E porque agora, por vários incidentes, não quer a suplicada, obrigada de medo de seus pais e parentes, dar satisfação às ditas promessas, tendo ademais o suplicante os escritos juntos feitos e firmados pela suplicada" (fl. 2r). Os escritos foram apresentados por António juntamente com uma petição onde requer que ela seja intimada, a fim de revelar se fizera ou não promessas de casamento e se recebera dele prendas. A relevância da incorporação das cartas autógrafas - entregues de forma voluntária - prende-se precisamente com a necessidade de mostrar evidências do que efetivamente ocorrera entre ambos. Algumas testemunhas confirmaram igualmente a comunicação entre ambos, inclusive a redação de correspondência dirigida a António".

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Clara da Anunciação,
Autora [0148]




Catalogado por: MCPS


[0149]-[voltar para o topo]

Maria Teresa de Nazaré

Em Sao Paullo Se acha hũ filho meu, eztudando filozofia dentro do Convento de Sao Francisco por nome Antonio Vellozo de Miranda, o qual teve por patrono; para entrar, e aSistir dentro do dito Convento, o Senhor Governador da dita Cidade de Sao Paullo o qual Senhor foi mesmo em pessoa pedir para que lhe decem habitassao dentro, para milhor poder continuar os seus eztudos.

De Vossa Reverendíssima, muito veneradora e criada, Dona Maria Teresa de Nazaré

(1769)
Imagem: BNRJ
Autora de carta destinada ao frei Manoel de Santana em que agradece e solicita a continuação dos benefícios que seu filho, Antônio Veloso de Miranda, vinha recebendo para estudar Filosofia no Convento de São Francisco, em São Paulo.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

De vossa Reverendissima Muito Veneradora e Criada Dona Maria Thereza de Nazare / Em Sao Paullo Se acha hũ filho meu, eztudando filo= / zofia dentro do Convento de Sao Francisco por nome Antonio Ve / llozo de Miranda, o qual teve por patrono; para entrar, e aSistir / dentro do dito Convento, o Senhor Governador da dita Cidade de Sao Paullo / o qual Senhor foi mesmo em pessoa pedir para que lhe decem / habitassao dentro, para milhor poder continuar os seus eztu= / dos; E como tenho por noticia que o Senhor Doutor Vigario Geral Louren= / sso Ioze hé parente do dito Senhor Quizera eu dever lhe a minha de que / elle lhe ezcreveu huã carta dando lhe os agradecimentos do benefi= / cio que fes ao dito meu filho, e juntamente pedir lhe queira tér a bon= / dade de continuar lhe com a mesma Caridade e ezmola para o que / remeto a Vossa Reverendissima essa carta e lhe pesso queira ter a bondade della= / entreguar, a qual hé parte que o dito Senhor Doutor Vigario geral ezcreva ao= / Senhor Governador para o mesmo fim com todo empenho e ezpe- / ro de Vossa Reverendissima o bom exito dezte negocio por cuja rezam ficarei / a Vossa Reverendissima eternamente obrigada / Mais que tudo hei de dezejar que / Vossa Reverendissima passe com boa Saude e livre de tudo o que lhe pode/ dar aflissam para que me mande os Seus preceitos a Cuja pessoa / o Ceo guarde muitos anos Infi[cs]onado 13 de Agosto 1769.

(Edição feita por: Vanessa Martins do Monte)

Documento primário catalogado

Nazaré, Maria Teresa de. Carta pessoal. Inficsonado, 1769. BNRJ - Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Coleção Morgado de Mateus, Documentos Avulsos. Gaveta I-30, 21. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Inficsonado
Naturalidade:

Dados internos

Maria Teresa de Nazaré,
Autora [0149]


Catalogado por: VMM


[0150]-[voltar para o topo]

Vicência Jorge

Senhor. Não me espanto não haverdes dó de mim, pois fostes tão cru que o não houvestes da vossa carne. Mas eu vos hei por requerido para diante de Jesus de Nazaré para estarmos à conta, eu vós.

Desta que não devera ser, {Vicência Jorge}

(1591)
Imagem: ANTT/PS
Autora de carta enviada de Oeiras para a Bahia, 1591, e de carta enviada de Oeiras para a Bahia, 1594


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

Senhor. / Não me espanto não haverdes dó de mim, pois fostes tão cru que o não houvestes da vossa carne. Mas eu vos hei por requerido para diante de Jesus de Nazaré para estarmos à conta, eu vós. Pois sabeis muito bem que eu pudera estar casada se não fora por amor de vós e os trabalhos que por vós passei. Mas não se me dá a nada, que não deixo de levar agora melhor vida do que então levei. Mas este é o pago que destes. Nada tome. Deus é bom juiz. Não vos enfado mais, posto que muito tinha que dizer, porquanto o deixo para quando estivermos a juízo ante o justo juiz, que todo vê e que não haverá que negar. / De Oeiras, hoje, sexta-feira de Endoenças, 24 de março de 591 anos. Desta que não devera ser, {Vicência Jorge}

(Edição feita por: Projeto P.S.)

Documento primário catalogado

Jorge, Vicência. Carta pessoal. Oeiras, 1591. ANTT/PS - TSO-IL, 10755 / Projeto P.S., CARDS2253. Disponível em: http://ps.clul.ul.pt/pt/index.php?action=file&cid=xmlfiles/Revistas/EdictorMerged/CARDS2253.xml.

Menção em documentos secundários

Ficha catalográfica no Projeto Post Scriptum:

A autora escreve ao pai do seu filho para lamentar a forma como ele a tratou. / Contexto: Originalmente, tratava-se do processo por denúncia de bigamia de Jerónimo Monteiro, cristão-velho de 25 anos, natural de Oeiras, morador na Paraíba. Pelos dados do processo, Jerónimo Monteiro e Vicência Jorge «estiveram de amores», dos quais resultou um filho, nunca se consumando o casamento por oposição da família dela. Jerónimo Monteiro iniciou uma nova vida embarcando para Angola e, posteriormente, para o Brasil. Contraiu então matrimónio com Maria Salvadora em Filipeia na Paraíba. Chegou às mãos desta última, trazida por um negro, uma carta de Vicência Jorge. Era dirigida a Jerónimo Monteiro, que nem a chegou a ver. Maria Salvadora mandou um marinheiro copiar o texto e modificá-lo com o acrescento (transcrição modernizada) «molher ao meu marido mui certo Jerónimo Monteiro», rasgando, posteriormente, a carta original. Com este dado incriminatório, Maria Salvadora denunciou o marido perante o visitador do Santo Oficio, Heitor Furtado de Mendonça, que moveu processo por bigamia contra Jerónimo Monteiro, mandando-o prender. Enquanto denunciante do marido, Maria Salvadora acabou por falar demais e confessou a sua intervenção, pelo que Jerónimo Monteiro foi libertado, enquanto a mulher ia presa e era condenada por falso testemunho, falsificação e quebra do segredo do Santo Ofício.A carta aqui transcrita (CARDS2253) tem data anterior à carta falsa (CARDS2252) e não se explica no processo qual foi a sua importância para a averiguação dos factos, se bem que se depreenda que tenha servido para ilibar o réu.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Oeiras
Naturalidade:

Dados internos

Vicência Jorge,
Autora [0150]



Catalogado por: MCPS


[0074]-[voltar para o topo]

Agostinha Rodrigues

Maria Jorge e sua irmã Agostinha Rodrigues, donas viúvas dos primeiros povoadores desta vila formosa de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí.

1657
(documento sem imagem)
Cartas de Datas das irmãs Maria Jorge e Agostinha Rodrigues, solicitando "vinte e quatro braças de chãos" para a construção de suas casas e "vinte braças de chãos" para o quintal. Cada uma recebeu 20 braças para as casas e 40 para o quintal.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Tresllado dehuã Cartta de datta de/ chaõs peraCazas Equinttal de/ Maria Jorge E Agostinha Rodriguez/ donnas uiuuas./ Os offissiais daCamera Iuis Eureadores Emais/ offissiais desta uilla fermoza de nossa/ senhora doDesterro de Jundiahj daCapitania/ de Saõ Vissentte de que he donattario perpetu/ per sua magestade omarques deCascais Etcetera se/ fazemos asaber aos que esta nossa prezente/ Car ttade dattad echaõs per aCazas Equinttal ui=/ rem EoConhesimento dellaComderejtto per ttemçer Como/ anos nos em uiaraõ adizer por sua pettissaõ/ na meafolha atras EsCritta; Maria Jorge/ Esua Irmã Agostinha Rodrigues donas/ uiuuas dos primeiros pouoadores desta villa fer/ moza de nossa senhora dodesterro de Iundiahj/ que ellas per ttendem fazer suas Cazas per a se/ Recolherem Eas naõ podem fazer sem ordem/ de VossaMersses peloque pedem aVossaMersses lhe mandem dar/ uintte quattro braças de chaõs correndo dos chaõs/ de PedroCabral demello EReseberaMersse aqual petissaõ/ uista per nos Eseu pedir ser Iusto puzemos per/ nosso despacho, Damos as supplicantes as uintte/ quatro braças de chaõs de testadaE uintte/ de quinttal pella Rua direjtta que uaj daCaza/ + | 31_/ dePedroCabral de mello E da mesma banda/ o esCriuaõ daCamera lhep açara Cartta naforma/ ordinaria Desterro emCamera uintte sette de/ domes de Janejro de mil eseis senttos Esincoentta/ Esette Annos; Anttonio Luis de pinha = Joaõ/ Rebeiro = Joze duartte = PedroCabral de/ mello como mais Largamente seue doditto nosso/ desp acho atras asy que per esta damos as/ supplicantas os chaõs namesma parage que peden/ per suas Confronttassoẽs como consta per sua/ pettissaõ E nos Repor ttamos aoforal E/ Regimentos dasCameras que a inda naõ temos/ os quais chaõs nesta uilla damos as supplicantas/ per a ellas Eseus herdeiros asendenttes Ede/ sendenttes forros Liures E izenttos de ttodo/ trebutto epemssaõ somentes odizimo aDeos nosso/ senhor Ede hoj e Emdiantte façaõ delles se u/ querer E uonttade eper a Logo em uerttude desta/ as auemos por empossadas as dittas supplicantas/ dos dittos chaõs que lhe a uemos dado E naõ/ sera nesseçario o uttra posse alguã somentes/ seraõ obrigadas aseaRuarem pella Iustiça/ Coando fizerem Cazas E esta nossa Cartta/ de datta se Registara noLiuro dos Registos/ destaCamera per aque se saiba fizemos/ esta merce as supplicantas dada nesta uilla/ fer moza de nossa senhora dodesterro de Jundiahj/ sob. nossos sinais somentes em os uintte sete/ dias domes de Janejro de mil eseis senttos E/ sinco entta esette Annos Eu mathias machado/ Castanho esCriuaõ daCamera oesCreuy por/ mandado dos dittos offissiais da Camera/ AntonioLuis de pinha = Joaõ Rebeiro Joze Duarte/ pedroCabral de mello / ./ Bezerra

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Agostinha Rodrigues,
Autora indireta [0074]



Rede documental: A Carta de Data foi movida em conjunto com Maria Jorge.
Catalogado por: MLS


[0075]-[voltar para o topo]

Agostinha Rodrigues

Estevão Alueres Bezerra e Joaõ Álvares Bezerra e Maria dos Anjos e Agostinha Rodrigues, moradores nesta vila formosa do Desterro, todos filhos de Antônio Álvares Bezerra

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data das irmãs Maria dos Anjos e Agostinha Rodrigues, juntamente com seus dois outros irmãos, solicitando "um pedaço de terra" nos limites da vila para cada um, de modo que pudessem construir suas casas e, assim, aumentar o povoado.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Tresllado dehuã Car tta dedatta de/ chaõs peraCazas Equinttal de/ esteuaõ Alueres bezerra EJoaõ/ Alveres Bezerra E Maria dos An =/ jos Ea Agostinha Rodrigues –––/ Os offissiais daCamera Juis Eureadores Emais offissiais/ des ta uilla fer moza de nossa senhora doDesterro de Jundiahj Capittaniadesam Vissente deq uehe do nattario/ perpettuper sua magestade o Marques deCascais Etcetera/ fazemos asaber aos que esta nossa prezentte/ Cartta de datta de chaõs peraCazas Equinttal uirem/ como anos nos em uiraõ adizer per suapettissaõ na/ meafolha atras esCritta Esteuaõ Alueres Bezerra/ E Joaõ Alueres Bezerra E Maria ds Anjos Eagos/ tinha Rodrigues moradores nesta uilla fer moza doDesterro/ todos filhos de Anttonio Alueres Bezerra tam/ bem morador Epouoador daditta uilla queoditto/ s eup aj tem aCudido com tudo aquillo queselhe tem/ pedido asim pera aSustentassaõ do padre comopera/ obem Eaumentto destap ouoassaõ que hoje he uilla/ E hora elles supplicantes querem fazer suasCazaz/ noLemitte della Enaõ tem chaõs per a aspoder fazer/ pello quepedem aVossasMersses auendo Respeitto aoque alegaõ/ lhes facaõ mersse dar attodos os Jrmaõs hum pedasso/ de terra queoditto seupaj tem Rossado Epranttado/ noLimitte desta ditta uilla sobre oRibeiro dagoada/ Como atodos he nottorio pera elles supplicantes fazerem/ suasCazas pera bem Eaumentto destaditta/ uilla EResseberaõ Mersse aqual pettissaõ uista/ per nos Eseu pedir ser Justo puzemos por nosso/ despacho, damos aosupplicantes os chaõs que per suaz/ Bezerra/ +/ Confronttassoẽs pedem o esCriuaõ daCameralhe/ passe Cartta na forma ordinaria dsterr o EnCamera/ no ue de março de mil eseis senttos Esinquoentta/ Esette Annos Anttonio Luis depinha = Joaõ Ribeiro/ joze duartte = saluador doLiueira Como mais/ clara mente seue doditto nosso desp acho atras asj que/ per esta damos aos supplicantes os chaõs que em sua pe/ ttissaõ pedem per suas Confronttassoẽs Como Consta/ per suapettissaõ E nos Repor ttamos aoforal ERe/ gimentos dasCameras que a inda naõ temos osquais/ chaõs nesta uilla damos aos supplicantes pera elles Eseus/ herdeiros asendenttes edesendenttes forros Liurez/ E izenttos de todo trebutto epenssaõ somentes odizimo/ A Deos nossosenhor Ede hoje emdiantte facaõ delles/ seuquerer Euonttade eperalogo em uer tude desta/ os auemos per empossados aos dittos supplicantes doz/ dittos chaõs q uelhe auemos dado Enaõ sera ne/ seçario outtr aposse alguã somentes seraõ obrigadoz/ aseaRuarem pella Justissa quando fizerem/ Cazas E esta nossa Cartta de dattase Registara/ noLiuro dos Registos destaCamera peraquese saiba/ fizemos esta mersse aos supplicantes dada nesta Uilla/ fer mozade nossa senhora do desterro de Jundiahj/ sob. nossos sinais somentes Em os noue dias do/ mes de março de mil eseis senttos Esinquo entta/ Esette Annos Eu Mathias machadoCastanho es/ Criuaõ daCamera oesCreuj por mandado dos dittoz/ offissiais daCamera Antonio Luis depinha = joaõ Ribeiro/ joze duartte PedroCabral de mello /.

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Agostinha Rodrigues,
Autora indireta [0075]


Rede documental: A Carta de Data foi movida em conjunto com Maria dos Anjos.
Catalogado por: MLS


[0076]-[voltar para o topo]

Ana Maria Pais

Joaõ Pais, o moço Salvador Dias das Neves, Simão Jorge Francisco, Jorge José Preto, Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais, Antônio Dias, Maria Fernandes, filhas e netos dos primeiros descobridores deste bairro que hoje é vila de Nossa Senhora do Desterro.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais e Maria Fernandes, filhas dos "primeiros descobridores" do que posteriormente seria a vila de Jundiaí, solicitando terras para suas casas.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta dechaõs p era Cazas E/ quintal de Joaõ Paes mosso E saluador/ dias das neues E Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria Paes = Maria paes Mariana/ paes Antonio dias Maria fer nandez/ –––––––––––––––––––––––––––– Bezerra/ Os offissiais daCamera Juis E ureadores Emais offissiais/ desta uilla fermoza de nossa senhora dodesterro de/ Jundiahj Cappitania desam Vissente dequehe donattarioper/ petuper sua magestade o Marques deCascais Etcetera fazemos/ asber atodos os que esta nossa prezente Cartta de/ datt ad e chaõs peraCazas Equintal uirem Como/ digo Eo conhesimento della Condirejtto pertençer como/ anos nos em uiaraõ adizer per sua pettissaõ na mea/ folha atras esCritta Joaõ paes omosso Saluador/ dias das neues Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria paes = Maria paes = Mariana paes Antonio/ dias = Maria fernandes filhas Enettos dos primeiros des/ cobridores deste bairro quehoje he uilla denossa/ senhora dodesterro Eper quanto suas pessoas querem fazer/ s uasCazas Esem ordem deVossasMersses as naõ podemfazer/ pelloque pedem aVossasMersses lhe dem os chaõs quep artem/ Como Manoel Antonio pella Rua asima que uaj daz/ Cazas de pedroCabr al de mello peraCaza de/ estacio ferreira sem braças de testada Edequintal/ athe o olho dagoa queserue defontte aesta uilla/ quefiqua pera o ponentte EResseberaõ mersse, aqual/ petissaõ uista por nos Eseu pedir ser Justo puzemos/ per nosso des pacho Damos aos supplicantes seis braçaz/ de chaõs de testada aCadahú E de quintal qua/ renttabraças Em amesma parage quepedem o esCriuaõ/ daCamera lhep asse Cartta na forma ordinaria desterro/ EmCamera noue de março de mil eseis senttos Esinquo=/ entta esette Annos Antonio Luis de pinha = Joaõ Ribeiro/ Joze duartte; Saluador doLiueira Como mais clara mente/ seue doditto nosso despacho atras asj que per esta/ damos aos supplicantes os chaõs que em sua pettissaõ pede/ per suas Confrontt assoẽs E nos Reportamos aoforal/ ERegimenttos dasCameras que ainda naõ temos osquais/ chaõs nes ta uilla damos aos supplicantes per a elles E/ ellas eseus herdeiros asendenttes Edesendenttes forros/ Liures eizenttos de todo trebutto epenssaõ somenttes/ odizimo aDeos nossosenhor Ede hoje em dianttefaçaõ/ dos dittos chaõs seu querer E uonttade eper a Logo os a/ uemos per empossados aos dittos supplicantes dos dittos chaõs/ q uelhe auemos dado E naõ seraõ obrigados digo E naõ sera/ nesseçario outraposse alguã somenttes seraõ obrigados/ aseaRuarem pella Justissa q uando fizerem Cazas/ E esta nossa Cartta dedatta se Registara noLiuro/ dos Registos destaCamera peraque se saiba fizemos/ esta mersse aos supplicantes esupplicantas dada nesta uillafer/ moza de nossa senhora dodesterro dejundiahj sob. Nossos/ sinais somenttes Em os noue dias do mes de março de mil/ Eseis senttos esinquoentta esette Annos Eu Mathias/ machadoCastanho esCriuaõ daCamera o esCreuj per/ mandadodos dittos offissiais daCamera AntonioLuis de/ Pinha; Joaõ Ribeiro = jozeDuartte =PedroCabral de mello ––

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Ana Maria Pais,
Autora indireta [0076]


Rede documental: Documento movido em conjunto com Maria Pais, Mariana Pais e Maria Fernandes.
Catalogado por: MLS


[0077]-[voltar para o topo]

Anastacia da Conceição

Anastacia da Conceição, preta forra

1734
Imagem: APM
Anastacia da Conceição, através de um requerimento, pediu pela libertação de sua escravizada, presa com a justificativa de que se encontrava vendendo com tabuleiros; alega que a escravizada não incorreu contra o bando do governador, pois seria boçal e sem inteligência. Conseguiu a soltura da mesma.


Documento acessível, digitalizado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Anastacia da Conceição, preta forra, que Vossa Excelência foi servido mandar que a suplicante justificasse perante o Doutor Ouvidor Geral e Corregedor desta comarca em como uma sua escrava que foi presa no morro desta vila, a requerimento do rendeiro do vereador Alexandre Pinto de Miranda, com o falso pretexto de que andava vendendo com tabuleiro, era a dita escrava boçal e sem inteligência de poder andar vendendo e, com efeito, justificou a suplicante o deduzido e está nos termos de Vossa Excelência se dignar de a mandar soltar.

(Edição feita por: Isabelle de Moura Vitorino, revisada por Vanessa Martins do Monte)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania (SGO). Requerimento. Vila Rica, Minas Gerais, Brasil., 1734. APM - SG-CX.26-DOC.34. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/brtacervo/brtacervo.php?cid=1830.

Termos de caracterização social usados no documento

'Preta forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Vila Rica, Minas Gerais, Brasil.
Naturalidade:

Dados internos

Anastacia da Conceição,
Autora indireta [0077]


Rede documental: O requerimento cita a dita escrava [0073].
Chave de pesquisa: Tabuleiro.
Catalogado por: Isabelle de Moura Vitorino


[0078]-[voltar para o topo]

Angela Maria de Jesus

Diz Angela Maria de Jesus, que ela suplicante mora adiante da Igreja de Santa Ifigênia, em casa própria e tendo em sua companhia uma sobrinha de nome Maria Francisca que criou desde idade de oito anos

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento, Angela Maria de Jesus conta que sua sobrinha, Maria Francisca, foi levada de sua casa por Luiza e Ana Vaz e casada com Manoel Vaz na ausência da suplicante e sem a autorização da mesma. Angela afirma que, não satisfeitas, as suplicadas estão insultando a suplicante com palavras indecentes e requere, portanto, que elas sejam obrigadas a alugar uma casada em outra freguesia para "assim viver a suplicante livre do precipício em que está". Ao averiguar o afirmado por Angela, Eleutério da Silva Prado confirma que Luiza e Ana Vaz induziram a sobrinha da suplicante a casar-se. Não encontra, porém, testemunhas que tenham ouvido os insultos proferidos à suplicante: "só dizem que ouviram a mesma queixar-se que aquelas as insultaram e que as ditas suplicadas com efeito não são de boa conduta e a suplicante que sim".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.613/93-3-74. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Angela Maria de Jesus,
Autora indireta [0078]


Rede documental: Ana Vaz; Luiza; Maria Francisca [II]
Catalogado por: Mayara Feliciano Palma; Elisa Hardt Leitão Motta


[0079]-[voltar para o topo]

Ana Borges

Diz Ana Borges da freguesia de Juquerí, termo desta cidade que ela, suplicante, se acha presa na cadeia desta cidade, com duas filhas, e foram presas por ordem de Vossa Excelência há oito dias, mais ou menos, padecendo a suplicante e suas duas filhas as maiores misérias

1819
Imagem: APESP
Ana Borges teria sido presa em até seis anos por danos, mas Antonio Bueno da Silva se apresentou como fiador, ficando obrigado todos e quaisquer danos que ela havia feito. O documento, portanto, é sobre a soltura de Ana.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0613/93-3-73. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Ana Borges,
Autora indireta [0079]


Catalogado por: Mayara Feliciano Palma; Mariana Rodrigues de Vita; Elisa Hardt Leitão Motta


[0080]-[voltar para o topo]

Ana Caetana de Jesus

Diz Ana Caetana de Jezus, moça solteira moradora no distrito de Parnaíba, que ela suplicante é senhora e possuidora do sítio que herdou do seu pai, Luis Mendes Vieira, como consta dos documentos, juntos, e porque Antonio Joze de Miranda, do mesmo distrito, por a suplicante ser mulher a tem o suplicado a violentado, entrado nas suas terras, querendo-lhe tomá-las à valentona debaixo do respeito do Capitão Mor daquela vila, genro do suplicado, de sorte que a suplicante com a justiça daquela vila não tem partido algum e por esta causa se vê obrigada a molestar a Vossa Excelência, rogando-lhe que por sua bondade seja servido mandar que o suplicado se abstenha de fazer roça nas terras da suplicante, e que apresente os títulos por donde as quer tomar da suplicante

1816
Imagem: APESP
O documento é um requerimento por meio do qual Ana Caetana suplica a ajuda de uma autoridade pois suas terras, herdadas de seu pai, estão sendo invadidas por um homem que quer tomá-las com a justificativa da suplicante ser mulher.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor, Diz Ana Caetana de Jezus, moça solteira moradora no distrito de Parnaíba, que ela suplicante é senhora e possuidora do sítio que herdou do seu pai, Luis Mendes Vieira, como consta dos documentos, juntos, e porque Antonio Joze de Miranda, do mesmo distrito, por a suplicante ser mulher a tem o suplicado a violentado, entrado nas suas terras, querendo-lhe tomá-las à valentona debaixo do respeito do Capitão Mor daquela vila, genro do suplicado, de sorte que a suplicante com a justiça daquela vila não tem partido algum e por esta causa se vê obrigada a molestar a Vossa Excelência, rogando-lhe que por sua bondade seja servido mandar que o suplicado se abstenha de fazer roça nas terras da suplicante, e que apresente os títulos por donde as quer tomar da suplicante, portanto. Pede a Vossa Excelência quando seja servido mandar informar a este respeito que seja o sargento Mor da vila, ou Reverendo Vigário, e sem embargo de tudo Vossa Excelência mandará o que for servido. Espera receber mercê.

(Edição feita por: )

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Distrito de Parnaíba, 1816. APESP - 1.1.0612/93-3-15. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Distrito de Parnaíba
Naturalidade:

Dados internos

Ana Caetana de Jesus,
Autora indireta [0080]


Catalogado por: Giovana Citrangulo; Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0081]-[voltar para o topo]

Ana Francisca

Diz Dona Ana Francisca, viúva, que ela suplicante é senhora de um escravo por nome Manoel que se acha preso na cadeia desta cidade pela ronda, desde a noite de Dia de Reis: o qual escravo é mestre sapateiro, e de cujo jornal é de que vive a suplicante, e por que ela não tem outros meios de que possa subsistir se não que este pequeno jornal [...]; pede a Vossa Excelência e Senhorias que atendendo a suma pobreza da suplicante se dignem mandar soltar o dito escravo

1819
Imagem: APESP
A suplicante pede que seu escravo, preso na cadeia da cidade, seja solto, pois ela é viúva e depende apenas do trabalho dele como sapateiro para subsistir.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0613/93-3-80. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona; senhora de um escravo'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Ana Francisca,
Autora indireta [0081]


Catalogado por: Patrícia Brasil Silva


[0082]-[voltar para o topo]

Ana Maria da Candelaria

Dizem Dona Ana da Candelária, viúva do falecido Antônio Soares, e seus herdeiros que possuindo no Distrito da Freguesia da Casa Branca, termo de Mogi Mirim, e por sesmaria uma fazenda de criar, cujas terras houveram para compra em retalhos, antes de obter aquele título acontece, [...] ir introduzir-se clandestinamente em parte dela, e no melhor [...] da dita fazenda o Padre Francisco de Godoy Coelho, com quem estão os suplicantes demandando o seu direito. E querendo os mesmos segurar os seus animais [...] cavalares, e promover, a sua procriação, isenta dos maiores extravios [...] e principiaram a tirar um rego d'água, não só para a serventia diaria da casa, mas também para bebedor dos bezerros que não podem ser conservados de outro modo, em razão de lhes ser penoso e muito arriscado o entrarem nos charcos; passou o Padre suplicado a requerer a Vossas Excelências sobre aquele objeto, e de resulta os embaraçou o respectivo capitão-mor dizendo não fizessem mais benfeitorias naquele lugar. E por que daquele embaraço resulta aos suplicantes gravíssimos prejuizos na sua criação, e fazenda, de que são legítimos proprietários, e muito ao avesso aquele referido suplicado que é intruso, recorrem pedem a Vossas Excelências que tomando em Consideração o que fica exposto, e bem assim que a água de que se trata é indispensável para o que pretendem, sejam servidos mandar se lhes não embarasse o resto do pequeno serviço, que lhes falta, para a levarem ao lugar, que destinam, e lhes é indispensável.

1822
Imagem: APESP
Os suplicantes, Ana Maria da Candelária e demais herdeiros do seu falecido marido, requerem a permissão para continuar a construção do rego d'água, uma vala que serve de bebedouro para bezerros, que o Padre Francisco de Godoy Coelho impediu a construção. A suplicante diz que o padre é intruso em suas terras, e ele teria, anteriormente, alegado o mesmo a respeito dela, segundo consta em anexo ao requerimento. Em um terceiro anexo ao mesmo requerimento, um declarante argumenta e alega que é a verdadeira proprietária é a suplicante Ana Maria da Candelária.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1822. APESP - 1.1.624/95-3-23. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Casa Branca, Mogi Mirim
Naturalidade:

Dados internos

Ana Maria da Candelaria,
Autora indireta [0082]


Catalogado por: Patrícia Brasil Silva


[0083]-[voltar para o topo]

Ana de Godoy Lima

Diz Ana de Godoy Lima, da vila de Atibaia, que [...] vendeu a Francisco de Moura uma escrava chamada Manoela pela quantia de 40.000 réis e encarregou a Antonio Alvez de Amaral a recebesse e dela fizesse umas tantas disposições [...]; que jamais os entrega à suplicante; apesar desta lhos pedir por muitas vezes; e por isso querendo havê-los assim, recorre

1819
Imagem: APESP
A suplicante Ana de Godoy Lima havia vendido uma escravizada, Manoella, e pedido que Antonio Alvez de Amaral recebesse o valor da venda por ela, e com parte desse dinheiro pagasse outras dívidas. No entanto, ela alega que depois de receber o dinheiro e pagar tais dívidas, ele nunca devolveu a ela o restante do valor, assim ela pede que seja ressarcida. O suplicado então responde que ela é uma "mulher ignorante e orgulhosa, inquietadora da paz" e que ele já lhe devolveu o restante do dinheiro. Ele conclui dizendo que terá prazer em comprovar "a malícia desta ignorante e doida mulher" se for chamado a comparecer perante a justiça.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.0613/93-3-69. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Atibaia
Naturalidade:

Dados internos

Ana de Godoy Lima,
Autora indireta [0083]


Rede documental: Manoella
Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0084]-[voltar para o topo]

Antonia de Almeida

Diz Dona Antonia de Almeida da vila de Sorocaba, mulher do Capitão Antonio de Almeida Leite Penteado, que em companhia dele tem a suplicante vivido, sofrendo pelo [] de quinze anos [] fidelidade, que o seu suplicado marido sempre praticou a seu respeito, pretendendo a suplicante neste contínuo sacrifício, que fazia conservar a união que deve haver entre os cônjuges e na esperança de que os anos o fizessem conhecer seus erros e mudar de costumes. Não são, Excelentíssimo Senhor, meras suspeitas, nem leviandades [femininas] em que consiste esses sofrimentos da suplicante, são fatos públicos da vida do suplicado, são crimes, que se lhe tem declarado pelas Justiças consequência de raptos de filhas alheias que ele tem feito, são as perseguições das partes ofendidas com as ordens do Predecessor de Vossa Excelência, que tudo tem redundado em prejuízo do seu casado

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento de 1819, Antonia de Almeida conta que seu marido de quinze anos, o Capitão Antonio de Almeida Leite Penteado, sempre praticou infidelidades e até crimes (como raptos de filhas alheias) e que por isso ela tem sofrido perseguições das partes ofendidas e prejuízos. Antonia diz que por recusar que seu marido recolha em companhia da suplicante a causa de tantas desavenças e torne-a uma serva da sua [rival], este agora pretende divorciar-se da suplicante e passou a ultraja-la com cartas torpíssimas e escrever pelas janelas palavras impúdicas. A suplicante requere que seu marido seja intimado a devolver uma escrava, seus filhos e todos os bens tirados por violência, até que sejam partilhados na conformidade da lei.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor, Diz Dona Antonia de Almeida da vila de Sorocaba, mulher do Capitão Antonio de Almeida Leite Penteado, que em companhia dele tem a suplicante vivido, sofrendo pelo [] de quinze anos [] fidelidade, que o seu suplicado marido sempre praticou a seu respeito, pretendendo a suplicante neste contínuo sacrifício, que fazia conservar a união que deve haver entre os cônjuges e na esperança de que os anos o fizessem conhecer seus erros e mudar de costumes. Não são, Excelentíssimo senhor, meras suspeitas, nem leviandades [femininas] em que consiste esses sofrimentos da suplicante, são fatos públicos da vida do suplicado, são crimes, que se lhe tem declarado pelas Justiças consequência de raptos de filhas alheias que ele tem feito, são as perseguições das partes ofendidas com as ordens do Predecessor de Vossa Excelência, que tudo tem redundado em prejuízo do seu casado. Entretanto, não sendo bastantes a taciturnidade da suplicante, que nunca articulou estas razões por não querer ser [a prior] na ruptura que principia a haver entre eles, o suplicado querendo recolher em companhia da suplicante a causa de tantas desavenças [por.] a suplicante ser uma como serva da sua [rival], ao que não querendo a suplicante anuir para se não fazer cúmplice daquela maldade, que juntamente devia macular sua honra, e tendo por isso caído na indignação do suplicado tem ele pretendido divórcio com a suplicante habitando em casas de [pts.] e tendo dado um pequeno princípio a esta divisão passa a ultrajar a suplicante com cartas torpíssimas e [escrevendo-lhe] pelas janelas palavras impudicas, e sobretudo tirando-lhe violentamente os bens que a suplicante tem em si, e presentemente uma escrava e seus filhos, que com o seu trabalho ajuda a suplicante a resistir aqueles lances da indigência em que vive pelas razões ponderadas, sem para isto usar dos meios legais, pretendendo deixar a suplicante em últimas misérias, termos em que a suplicante recorre à imparcial mão de Vossa Excelência. [P.] seja servido autorizar por seu respeitável despacho a qualquer [] do comando da [dita] vila , que a Vossa Excelência parecer para que intimando o mesmo despacho obrigue-o a imediatamente recolher a escrava, filhos e todos os bens tirados por violência, até que sejam partilhados na conformidade da Lei, outrossim [auxiliar] a suplicante em todas as ocasiões que o suplicado se propuser a ultrajada tudo sob pena de ser preso, e remetido a Vossa Excelência para conhecer do seus [exercícios]. Espera receber mercê. Remetido ao [Dezor.] Ouvidor da Comarca, à cuja prudência recomendo as diligências que achar mais convenientes, ou para restituir a paz a este casal, ou para proteger a parte injustamente oprimida. São Paulo, 21 de Outubro de 1819.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.0613/93-3-67. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Sorocaba, São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Antonia de Almeida,
Autora indireta [0084]


Catalogado por: Mayara Feliciano Palma; Ananda Catharine dos Santos Mota do Carmo; Elisa Hardt Leitão Motta


[0085]-[voltar para o topo]

Antônia Maria de Araújo

Diz Antônia Maria de Araújo viúva de Jozé Mariano de Oliveira da vila de Jundiaí, que Francisco Manoel de Carvalho em 5 de fevereiro de 1811 comprou do marido da suplicante dez bestas [...] pela quantia de cento noventa e sete mil e quinhentos réis para pagar em um ano, e no 1º de dezembro do dito ano comprou um casal de escravos pela quantia de quatrocentos mil réis para pagar em dois anos [...] a suplicante vale-se do paternal amparo de Vossa Excelência para que depois de informado de que com verdade tem exposto a Vossa Excelência se digne mandar que o suplicado pague a suplicante em escravos

1819
Imagem: APESP
O marido da suplicante Antônia Maria de Araújo vendeu dez animais e um homem e uma mulher escravizados para Francisco Manoel de Carvalho, que pagou a dívida apenas parcialmente. O marido da suplicante queria receber em aguardente e rapadura para colocar na venda, mas Francisco se mudou ocultamente para outra freguesia e vendeu seu engenho para Manoel Joaquim, que assumiu as dívidas, mas também não as pagou. Assim, a suplicante pede o pagamento em escravos, e que tenham seu valor avaliado por dois homens de sã consciência escolhidos pelo Capitão-Mor.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.619/94-2-13. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Jundiaí
Naturalidade:

Dados internos

Antônia Maria de Araújo,
Autora indireta [0085]


Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0086]-[voltar para o topo]

Antônia de Paiva

Antônia de Paiva e Maria Cabral, moradoras nesta vila formosa de Nossa Senhora do Desterro, que elas suplicantes são filhas de povoadores e moradoras desta vila.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Antônia de Paiva e Maria Cabral solicitando quarenta braças de terra para a construção de casas nos limites da vila, de modo a ampliá-la.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta de Antonia dePaiua E MariaCabral –/ Os offissiais daCamera Juis E ureadores Emais offissiais desta/ Uilla fermoza de nossa senhora doDesterro de jundiahj/ Cappitania dsam Vissentte dequehe donattario perpettu/ per suamagestade o Marques deCascais Etcetera fazemosasaber/ aos que esta nossa prezentte Cartta de datta de chaõs/ peraCazas Equintal uirem Eoconhesimento della Condirejto/ pertençer Como anos nos Em uiaraõ adizer per suape/ tissaõ namea folha atras esCritta Antonia dePaiua/ E MariaCabral Moradoras nesta uilla fermoza denossa/ senhora dodesterro queellas supplicantas sam filhas depouoadores/ E mor a doras desta uilla Equerem fazer suasCazas noLe=/ mitte della Enaõ tem chaõs pera isso pelloque pedem aVossasMersses/ lhefaçaõ mersse dar pera ellas anbas supplicantas quarentta/ braças de chaõs EmCoadra noLemittedaditta uilla/ quesera perdetras das dittas de Maria Jorge E Agostinha/ Rodr igues E Joaõ Ribeiro p ella Rua direjtta queuaj per/ baixo dapraça daBanda dePedroCabral Correndo/ p e ra abanda da datta de Joaõ Leme doprado pera noz/ dittos chaõs fazerẽ suas Cazas perabem E au mentto/ dest aditta uilla EResseberaõ mersse aqual pettissaõ uista/ per nos Eseupedir ser Justo puzemos per nosso despacho/ Damos as supplicantas seis braças de chaõs de testada aCada/ huã Equarentta de quintal o esCriuaõ daCamera lhepasse/ Cartta naforma ordinaria Desterro EmCamera noue de marsso/ de mil Eseis senttos Esinquo entta esette Annos Antonio/ Bezerra/ +/ Luis depinha = Joaõ Ribeiro = Joze duartte Pedro/ digo Saluador doLiueira como mais Largamente seue/ doditto nosso desp acho atras asj queper esta damoz/ as supplicantas os chaõs Em nosso despacho deCLaradoz/ Em ames ma parage quepedem per suas Confrontacoẽs/ E nos Reportamos aofor al E Regimenttos dasCameras/ que a inda naõ temos os quais chaõs nesta uilla damos/ as supplicantas pera ellas Eseus herdeiros as endenttes Ede/ send enttes forros Liures Eizenttos de todotrebutto E/ Penssaõ somentes odizimo aDeos nossosenhor E de hoje Em/ diantte façaõ delles seu querer Euonttade Epera Logo/ Em uertude desta as auemos per empossadas asdittas/ supplicantas dos dittos chaõs quelhe auemos dado E naõ sera/ nesse çario o uttraposse alguã somentes ser aõ obrigadas/ Asea Ruar pella Justissa quando fizerem Cazas E/ Esta nossa Cartta de datta se Registara noLiuro doz/ Registos destaCamera pera quese saiba fizemos esta/ merce as supplicantas dada nesta uilla fermoza de nossa/ senhora dodesterro sob./ nossos sinais somentes emos noue/ dias do mes de março de mil eseis sentos Esinquo/ Entaesette Annos Eu Mathias MachadoCastanho/ esCriuaõ daCamera oesCreuj per mandado dos dittos/ offissiais daCamera Antonio Luis depinha = Joaõ Ribeiro =/ Jozeduartte = PedroCabral de mello /

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Antônia de Paiva,
Autora indireta [0086]


Rede documental: Documento movido em conjunto com Maria Cabral.
Catalogado por: MLS


[0087]-[voltar para o topo]

Bárbara Maria

Diz Bárbara Maria, mulher forra e liberta, como se vê pela escritura junta, que a suplicante é maior de 20 anos, mais ou menos, e goza de todas as regalias de emancipada, não tem pai, nem pessoa a quem compita a administração de sua pessoa

1817
Imagem: APESP
Neste requerimento, Bárbara Maria, mulher forra, liberta e emancipada, conta que seu irmão requereu que a suplicante fosse presa e entregue à sua mãe, moradora na vila de São João de Atibaia. No entanto, Modesto, seu irmão, é escravizado e portanto não poderia ter realizado tal requerimento. Além disso, nem o irmão nem a mãe (também escravizada) "tem mando algum sobre a pessoa da mesma suplicante" e, para que seja mantida a sua liberdade, Bárbara recorre à autoridade destinatária do requerimento. Junto do documento há a escritura de liberdade de Bárbara, redigida em 28 de junho de 1802.


Documento acessível, fotografado, parcialmente transcrito e revisado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1817. APESP - 1.1.0613/93-3-44. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Forra; liberta; emancipada'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 20 anos
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Bárbara Maria,
Autora indireta [0087]



Catalogado por: Mayara Feliciano Palma; Giovanna Poloni; Elisa Hardt Leitão Motta


[0088]-[voltar para o topo]

Caterina Dias de Sene

Diz Caterina Dias de Sene, moradora no Bairro de São Bernardo, termo desta cidade, que ela suplicante se vê há muitos anos prejudicada em suas lavouras de gado

Imagem: APESP
Em um requerimento não-datado, Caterina conta que suas lavouras estão sendo prejudicadas pelo gado de Salvador Branco, e de suas cunhadas, e de Miguel Rodriguez da Silva. Caterina requere que os gados sejam retirados de suas terras para evitar o dano que "continuadamente experimenta, pois em terras lavradias se não pode conservar gado sem pastor de dia, e curral de noite" e, apesar da suplicante ter avisado "muitas e repetidas vezes" os suplicados sobre os prejuízos que está sofrendo, "os mesmos não fazem causo algum".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor,Diz Cathrina Dias de Sene, moradora no bairro de São Bernardo, termo desta cidade, que ela suplicante se vê há muitos anos prejudicada em suas lavouras de gado de Salvador Branco - e de suas cunhadas - e de Miguel Rodriguez da Silva, porque, sendo todas aquelas terras lavradias - e não realengas - os ditos suplicados costumam trazer os seus gados sem pastor, e sem o [**] de noite, como são obrigados, os quais por daninhos destroem todas as plantas da suplicante, tendo-lhe esta avisado muitas e repetidas vezes sem que os suplicados façam causo algum. E, como em terras lavradias se não pode conservar gado sem pastor de dia e curral de noite, para evitar os prejuízos, e os antecessores de Vossa Excelência foi servido mandar publicar em algumas vilas desta capitania [**] que alcançaram os lavradores da Bahia que foi concedida ao depois para os do Rio de Janeiro e mais partes do Brasil onde houvessem lavouras de mandioca para sustento dos povos, de cuja plantação [**] do Suplicante para que qualquer pudesse matar o gado que achassem fazendo dano em suas plantas sem que os respectivos danos tivessem ação de repetir o valor por trazerem os ditos gados em terras lavradias. Por isso, [**] pede a Vossa Excelência, se digne mandar que os suplicados retirem os ditos gados daquela paragem no [**] de três dias para evitar o dano que continuadamente experimenta a suplicante, com a [dominação] de que o não fazendo poder a dita suplicante mandar matar o que acharem fazendo-lhe dano em suas lavouras, na forma do referido bando visto Militar entre a suplicante a mesma razão. E, para que os suplicados assim o pratiquem, lhes seja intimado o respeitável despacho que Vossa Excelência for servido proferir por qualquer oficial de Justiça, Militar, Auxiliar ou Ordenança. Espera receber mercê.>

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, Sem data. APESP - 1.1.609/93-1-32. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Caterina Dias de Sene,
Autora indireta [0088]


Catalogado por: Andrea Cristina Natanael da Silva; Elisa Hardt Leitão Motta


[0089]-[voltar para o topo]

Custódia Maria de Anunciação

Diz Custódia Maria de Anunciação que ela suplicante se quer transportar, para a costa do Rio de Janeiro, e porque o não pode fazer sem a precisa licença por isso

1819
Imagem: APESP
Neste documento, Custódia Maria de Anunciação requere uma legitimação para que a polícia nas Fortalezas a deixem passar, pois deseja ir à costa do Rio de Janeiro.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor,Diz Custódia Maria de Anunciação, que ela suplicante se quer transportar para a costa do Rio de Janeiro. E, porque o não pode fazer sem a precisa licença, por isso pede a Vossa Excelência se digne mandar que, legitimada, pela Polícia nas Fortalezas a deixem passar. Espera receber mercê.Junte Legitimação. São Paulo, 30 de junho de 1819.>

(Edição feita por: Mariana Marques da Silva)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.0614/93-4-25. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Custódia Maria de Anunciação,
Autora indireta [0089]


Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Elisa Hardt Leitão Motta


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Custódia Maria Rodrigues

Diz Custódia Maria Rodrigues, que (...) se vê a suplicante obrigada a querer voltar para Sorocaba e companhia de sua mãe

1801
Imagem: APESP
Custódia Maria Rodrigues conta que foi levada por uma tia da vila de Sorocaba para a vila de Lages, na qual se casou. Por ter sido deixada por seu marido, estar sozinha com seus três filhos e “passando as maiores necessidades”, Custodia decidiu voltar para a vila de Sorocaba, para ficar junto de sua mãe. Para tal, a suplicante necessita de uma licença e por isso requer uma Carta de Legitimação que a possibilite sair de Lages e voltar à Sorocaba. No recto e verso do terceiro fólio, um Juiz Ordinário redige a legitimação para Custodia, descrevendo detalhadamente suas características físicas e as de seus filhos, para que sejam identificados e liberados. Custodia, por exemplo, é descrita como uma mulher de “estatura ordinária”, “corpo grosso”, “cabelos grossos e corredios”, “testa afunilada para cima”, “olhos redondos” e com “dois dentes podres, a saber um de cada lado” da “boca pequena”.


Documento acessível, fotografado, parcialmente transcrito e revisado
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Custódia Maria Rodrigues, que, sendo moradora na vila de Sorocaba, hoje se acha na vila de Lages, para onde foi induzida e conduzida por uma sua tia. E porque se casou com Francisco Soares e depois, seguindo para o Continente do Sul, deixando a suplicante e três filhos há uns poucos de anos, sem mais dela fazer caso e menos socorrer com alguma assistência, passando as maiores necessidades; em cujos termos se vê a suplicante obrigada a querer voltar para Sorocaba e companhia de sua mãe. E como não pode conseguir sem Licença de Vossa Excelência, por isso pede a Vossa Excelência seja servido mandar que nas Guardas se deixe passar a suplicante com suas crianças, sem impedimento algum, como também alguns animais do seu transporte, no que receberá mercê. Senhor Juiz Ordinário, Diz Custódia Maria Rodrigues, casada e moradora desta vila, que ela para poder requerer ao Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor General desta capitania despacha para transportar-se à casa de seus pais na vila de Sorocaba por viver nesta vila desamparada e deixada de seu marido e não ter com que sustentar seus tenros filhos, precisa que Vossa Mercê lhe mande passar sua Carta de Legitimação e [**] não só para a suplicante como para os ditos seus filhos. Pede a Vossa Mercê seja servido assim o mandar. Espera receber mercê. Como pede. Vila de Lages. 6 de dezembro de 1801. Borges. João Antônio Borges, cidadão pela lei, Juiz Ordinário nesta vila de Lages, e [seu] termo por bem da Ordem de Sua Alteza Real que Deus Guarde [**]. Faço saber que desta vila parte a sua dependência Custódia Maria Rodrigues para a vila de Sorocaba, comarca da cidade de São Paulo. Estatura ordinária, corpo grosso, cor de china, cabelos grossos e corredios, testa afunilada para cima, e na mesma testa no lado esquerdo com um sinal [**] de natureza, olhos redondos, tem dois dentes podres, a saber um de cada lado, boca pequena, tem de idade 28 anos mais ou menos e leva consigo três filhos. Um de nome Américo, que tem de idade 6 anos, trigueiro, olhos redondos e pretos, testa larga, cabelos pretos e corredios, boca pequena, cor trigueira, boa dentadura, a saber os cabelos curtos. Outro dito de nome Atanagildo que tem de idade 9 anos mais ou menos, cor clara, cabelos corredios e acastanhados, olhos redondos, meio esbranquiçados, testa comprida para cima, e tem um [**] na [**] no cabelo. Outro dito filho de nome [cristão] que tem de idade três anos mais ou menos, cor fusca, grosso corpo, olhos pardos, testa grande, cabelos acastanhados e corredios, dentes [**]. E para que se lhe não [**] embaraço algum remandei passar a presente que vai por [**] somente assinado. Vila de Lages, 11 de novembro de 1801 e eu, Joaquim José da Silva, escrivão que o escrevi. João Antônio Borges.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Lages, 1801. APESP - 1.1.609/93-1-37. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade: 28 anos
Estado civil: Casada
Morada: Lages
Naturalidade: Sorocaba

Dados internos

Custódia Maria Rodrigues,
Autora indireta [0090]



Catalogado por: Andrea Cristina Natanael da Silva; Elisa Hardt Leitão Motta


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Escolástica Francisca

Dizem Escolástica Francisca, Maria Francisca, Leonor de Jesus, todas viúvas da vila de Itú

1787
Imagem: APESP
Escolástica Francisca, Maria Francisca e Leonor de Jesus, três viúvas residentes na vila de Itú, contam neste requerimento de provisões de 1787, todos os gastos tidos com os soldados da praça e pedem ajuda com as despesas resultantes da conquista de um quilombo. As suplicantes também reclamam de um erro no pagamento dos cabos e da recusa do capitão-mor da vila de Sorocaba em ajudá-las. Em cópia, há uma relação de despesas com a informação da quantidade de munições levadas pelos sargento das ordenanças e um extrato de materiais saqueados do quilombo conquistado.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1787. APESP - 1.1.601/92-1-25. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Escolástica Francisca,
Autora indireta [0091]


Rede documental: Maria Francisca; Leonor de Jesus
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


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Escolástica Maria Leonor de Souza França

Na sempre respeitável presença de Vossa Excelência se prostra Dona Escolastica Maria Leonor de Souza França

Imagem: APESP
Neste requerimento, a viuva Escolástica conta que um homem escravizado da qual é senhora fugiu para as lavras do termo de São João de El Rey na Capitania de Minas Gerais, e que agora vive na casa de Francisco da Silva. Escolástica pede que o destinatário da missiva a ajude de uma maneira ou outra: seja mandando o homem escravizado de volta para seu legítimo senhor com os jornais vencidos de nove anos, seja lhe reembolsando o valor estimado do mesmo em duzentos mil réis.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Sem indicação de local do documento. Sem data. APESP - 1.1.697/15. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Escolástica Maria Leonor de Souza França,
Autora indireta [0092]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


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Feliciana Coelha

Diz Feliciana Coelha, crioula forra, do distrito de Meia Ponte, que, nascendo ela escrava do sargento-mor Jacinto Coelho da Silva, casado com Ana Ribeiro de Toledo, estes a libertaram em 1750

1805
Imagem: APESP
Feliciana Coelha conta que, após alcançar sua liberdade, foi transportada, junto de outros escravos e de seus 5 filhos, já nascidos de ventre livre, por Bento José Pires d'Avila que, por sua vez, "todos paulatinamente vendeu e por fim vendeu a suplicante".


Documento acessível, fotografado e parcialmente transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor,Diz Feliciana Coelha, crioula forra do distrito de Meia Ponte, que nascendo ela escrava do sargento-mor Jacinto Coelho da Silva, casado com Ana Ribeira de Toledo, estes a libertaram em 1750. E, falecido o dito Jacinto Coelho, casou a dita Ana Ribeira, sua viúva, com Bento José Pires d'Ávila, o qual, vendo no casal a suplicante liberta e com 5 filhos, já nascidos de ventres livres, fingiu ir fazer um sítio ou [**] morada fora dali. E, deixando em casa a dita sua mulher com promessa de voltar a buscá-la quando estivesse bem arranchado, se transportou para o Rio das Velhas com alguns escravos do casal, e com a suplicante incocente e seus 5 filhos, que todos paulatinamente vendeu e, por fim, vendeu a suplicante. A qual, por meio da proteção que lá achou, se valeu de Sua Excelência, que bem informado mandou tirar a suplicante da violenta escravidão e aos seus filhos, de que houve notícia, e só lhe ficaram em escravidão longe um de nome Cipriano, que a suplicante houve a si por termos judiciais, em que mostrou a sua liberdade que obtivera de tenra idade, de 7 ou 8 anos, [**] mais ou menos. Como inda mostra por 4 respectivos documentos em números 1, 2, 3 e 4º, e na cidade de São Paulo outro filho de nome Felizardo, pardo, que ainda hoje está em poder da viúva de Furtuoso Furquim de Campos, ou da mãe do Padre José Furtuoso, ou de outros quaisquer terceiros a quem o hajam vendido ou transpassado, já por estes motivos. E antes esteve em São João d'Atibaia e porque a suplicante se ajoelhou aos pés de Vossa Excelência, a quem pediu amparo e favor no sítio do Papoanzal, onde Vossa Excelência passou e a suplicante habita, e Vossa Excelência se dignou dirigir à suplicante que lhe mostrasse documentos próprios e respectivos para que com eles intercedesse e impetrasse ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor Governador e [comandante] general da cidade de São Paulo, a fim de fazer tirar e remir da violneta escravidão em que se acha o dito Felizardo filho da suplicante. Novamente, prostrada aos pés de Vossa Excelência, implora e roga seu incomparável favor e esmola para este efeito, porque a suplicamente firmemente crê que só o amparo de Vossa Excelência pode fazer que o dito filho lhe venha da capitania de São Paulo para sua casa, e companhia, como espera nesta grande esmola de Vossa Excelência, de quem.No arraial do córrego de Jaraguá para onde parto, deferirei ao requerimento da suplicante. Vila Boa, 25 de março de 1805.(...)

(Edição feita por: Nicólli Garcia; Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1805. APESP - 1.1.608/93-1-9. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Crioula forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jaraguá
Naturalidade:

Dados internos

Feliciana Coelha,
Autora indireta [0093]


Catalogado por: Nicólli Garcia; Elisa Hardt Leitão Motta


[0094]-[voltar para o topo]

Filipa de Lima

Diz Filipa de Lima moradora em a vila de Jundiaí que fazendo ela suplicante casar sua filha de nome Rita Maria com Francisco Cardozo sucede que este homem não tem [**] certo, maltratando a filha da suplicante

1822
Imagem: APESP
Em um requerimento de 1822, Filipa de Lima afirma que sua filha, Rita Maria, sofre maus tratos de seu marido Francisco Cardozo, e requere que ações sejam tomadas contra o mesmo.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimos Senhores do Governo, Diz Filipa de Lima, moradora em a vila de Jundiaí, que fazendo esta suplicante casar sua filha de nome Rita Maria com Francisco Cardozo sucede que este homem não tem [**] certo, maltratando a filha da suplicante. Nestes termos se recorre à reta justiça de Vossas Excelências para que se digne mandarem por seu justo e sábio [**] [**] a que o Juiz ordenar [**] tomando conhecimento da verdade que a suplicante alega[*] lhe faça justiça, que assim espera. E portanto, pede a Vossas Excelências se digne deferir o requerimento da suplicante com a reta justiça que costumam, de que espera receber mercê.Como procurador, Antônio de Siqueira.O Senhor Juiz Ordinário defira a suplicante na forma que requer. Palácio do Governo de São Paulo, 14 de Agosto de 1822. Pinto Müller Quartin.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Siqueira, Antônio de. Requerimento. São Paulo, Brasil, 1822. APESP - 1.1.623/95-3-14. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Filipa de Lima,
Autora indireta [0094]


Rede documental: Rita Maria
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0095]-[voltar para o topo]

Floriana Maria Jacinta

Diz Floriana Maria Jacinta, desta cidade, que, estando morando na companhia da suplicante José Álvares da Silva de Santos por aluguel em um quarto, saindo de visita de noite a cumprimentar a uma sua obrigada, em cuja se demorou, e quando se recolheu, achou falta de seu capote de baetão em bom uso que estava na sala

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento de 1819, Floriana Maria Jacinta conta que seu capote de baetão foi tomado por José Álvares da Silva, alegando que a suplicante lhe devia certa quantia de dinheiro. Floriana requere que o capote seja devolvido ou que o suplicado lhe dê outro novo.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Floriana Maria Jacinta, desta cidade, que, estando morando na companhia da suplicante José Álvares da Silva de Santos por aluguel em um quarto, saindo de visita de noite a cumprimentar a uma sua obrigada, em cuja se demorou, e quando se recolheu, achou falta de seu capote de baetão em bom uso que estava na sala. E, procurando pelo mesmo, lhe certificou sua caseira que o suplicado levara, dizendo que a suplicante lhe devia certa quantia de dinheiro. Inda quando, Excelentíssimo Senhor, caso negado devesse não devia absolutamente. E por este modo cobrar-se por sua mãos, pois tinha ação contra a suplicante pelos meios que lhe fosse mais justos. Portanto, pede a Vossa Excelência seja servido dignar-se, em contemplação ao exposto, mandar vir ao suplicado para entregar o dito capote da suplicante, estando na freguesia quando o tirou, e do contrário dar-lhe outro novo com seus aviamentos. Espera receber mercê.Remetido ao Senhor Coronel Ajudante de Ordens de Semana para averiguar e providenciar com rectidão. São Paulo, 28 de agosto de 1819.

(Edição feita por: Priscila Starline Estrela Tuy Batista; Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0614/93-4-7. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Floriana Maria Jacinta,
Autora indireta [0095]


Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Priscila Starline Estrela Tuy Batista; Elisa Hardt Leitão Motta


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Francisca das Chagas

Francisca das Chagas parda liberta, moradora desta vila procura impetrar de Vossa Excelência baixa a seu filho Gonçalo da Silva; que se acha com praça nas Tropas de Linha, alegando em seu requerimento ser filho único, e amparo dela; e que com o seu ofício de alfaiate a veste, e sustenta.

1810
Imagem: APESP
O processo é uma solicitação de Francisca das Chagas pela baixa de seu filho do exército sob a alegação de que ela é viúva e ele é filho único, afaiate e arrimo da família. No meio do processo surgem documentos de um denunciante e família, que dizem que ela mente, é casada, foi apenas abandonada e tem outros filhos.


Documento acessível, fotografado e parcialmente transcrito
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1810. APESP - 1.1.0611/93-2-74. Não disponível em repositórios digitais.

Menção em documentos secundários

DIAS 1983:44-45:

Autoridades judiciais parecem dar como norma o papel feminino de provedoras ou de arrimo de famílias e muitas vezes recusam requerimentos pautados em papeis normativos, de órfãs desvalidas e de viúvas desamparadas: Em 1810, Francisca das Chagas reclamava do recrutamento de seu filho alfaiate, que, segundo ela, era o único arrimo de sua pobreza. O juiz indeferiu-lhe o pedido, alegando saber que: ...vive a Suplicante de suas agências e não dos serviços de seu filho Gonçalo Silva, pois na verdade é a Suplicante trabalhadora e ativa e com uma escrava que tem de nome Joana, faz continuamente quitandas em que ganha para viver com fartura competente a seu estado.

Termos de caracterização social usados no documento

'Parda liberta'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Itú
Naturalidade:

Dados internos

Francisca das Chagas,
Autora indireta [0096]



Catalogado por: Carla Mello; Elisa Hardt Leitão Motta


[0097]-[voltar para o topo]

Gertrudes Luiza

Diz Gertrudes Luiza (…) que, neste mês passado de setembro, foi à casa da suplicante o Alferes Francisco de Paula Barboza, prender ao marido da suplicante

1819
Imagem: APESP
Gertrudes Luiza pede que seu marido seja solto para amparar a suplicante e os filhos pequenos.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.614/93-4-6. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Tremembé
Naturalidade:

Dados internos

Gertrudes Luiza,
Autora indireta [0097]


Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Priscila Starline Estrela Tuy Batista; Elisa Hardt Leitão Motta


[0098]-[voltar para o topo]

Gertrudes Maria da Conceição

Diz Gertrudes Maria da Conceição da vila de Bragança onde viveu com seu negócio que tendo em seu poder certa quantidade de sacos de sal, [...]

1819
Imagem: APESP
Gertrudes Maria da Conceição pede o pagamento acordado com o suplicado Manuel Gomes. O devedor pertence a Tropa de José da Cunha e Gertrudes espera que o Juiz contate a tropa para que paguem o que lhe é devido.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0614/93-4-5. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Bragança
Naturalidade:

Dados internos

Gertrudes Maria da Conceição,
Autoria indireta [0098]


Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Ananda Catharine Mota


[0099]-[voltar para o topo]

Gertrudes Maria da Silva

Diz Gertrudes Maria da Silva viúva do falecido João Monteiro desta cidade, que ela criou e educou a uma menina de nome Margarida não só no Santo temor de Deus como por ser sua filha espiritual com aquela honra e gravidade, acontece que um moço de nome Agostinhho Lourenço filho natural do falecido Capitão Agostinho Lourenço da Silva a inquietasse amizadamente e por isso auxiliada por ele se ausentou em horas noturnas da companhia da suplicante ficando deste modo difamada a honra da [criação]

1819
Imagem: APESP
A suplicante pede amparo à justiça, pois sua filha Margarida sofreu o crime de honra. Um homem filho de Capitão chamado Agostinho Lourenço da Silva ficou na presença da filha de Gertrudes Maria sem a companhia da mesma, durante a noite, difamando sua honra.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.0614/93-4-1. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Gertrudes Maria da Silva,
Autoria indireta [0099]


Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Mariana Rodrigues de Vita


[0100]-[voltar para o topo]

Gertrudes Maria de Godoy

Diz Gertrudes Maria de Godoy (…) que recebendo-se ela suplicante em matrimônio há trinta e tantos anos com o alferes José Ortis de Camargo, sempre viveu com todo o recato e honra, sem que desse o menor desgosto ao dito alferes, seu marido. Porém, este, de cinco anos a esta parte, embriagado no amor de suas concubinas, se tem separado da companhia da mesma suplicante

1820
Imagem: APESP
Neste requerimento, Gertrudes Maria de Godoy conta que o marido com quem está casado há mais de trinta anos, "embriagado no amor de suas concubinas, se tem separado da companhia da mesma suplicante" há cinco anos. Além da traição, Gertrudes conta ter que lidar com o abandono financeiro: o suplicado "não supre sua avultada família com coisa alguma" e ainda proíbe a suplicada e seus filhos de usufruir dos bens do casal, os quais tem "intento de vender". Por fim, a suplicante afirma ter de ir trabalhar na roça por suas próprias mãos e requere que seu marido seja obrigado a assinar um termo de não "dispor do resto dos bens de seu casal", pois ela não consente que sejam "devorados pela sua aguçada e criminosa impudicícia".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1820. APESP - 1.1.619/94-2-23. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Gertrudes Maria de Godoy,
Autora indireta [0100]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0101]-[voltar para o topo]

Gertrudes Maria de Jesus

Diz Gertrudes Maria de Jesus, da Vila de Jundiaí, que estando ela residindo na Vila de Santos, falou-lhe Francisco Costa Álvares daquela Vila de Jundiaí para que foi para sua casa servi-lo [...]

1819
Imagem: APESP
Gertrudes Maria de Jesus queixa-se sobre serviços domésticos prestados e não remunerados.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0614/93-4-3. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Santos, Brasil
Naturalidade: Jundiaí

Dados internos

Gertrudes Maria de Jesus,
Autora indireta [0101]


Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Priscila Starline Estrela Tuy Batista


[0102]-[voltar para o topo]

Gertrudes Maria de Morais

Diz Gertrudes Maria de Morais (...) que no dia 19 deste corrente mês foi morto o marido da suplicante Manoel Joaquim Alvares da Cunha pelos seus próprios escravos, Joaquim e Miguel

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento, Gertrudes Maria de Morais conta que seu marido foi morto pelos seus próprios escravizados, Joaquim e Miguel, e que estes fugiram para o distrito da freguesia de Nazaré. Além de temer sofrer alguma violência por parte dos escravizados que fugiram, Gertrudes diz que os comandantes dos distritos, não desejando envolver-se em limites de outros, recusam fazer as diligências necessárias, ou então, "se fazem alguma diligência a requerimento de partes as fazem com frouxidão, com prejuízo das mesmas partes e do bom governo e rejume da Justiça".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.0614/93-4-2. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Gertrudes Maria de Morais,
Autora indireta [0102]



Catalogado por: Aline Yone Nunes Marques da Silva; Elisa Hardt Leitão Motta


[0103]-[voltar para o topo]

Gertrudes de Jesus

Diz Gertrudes de Jesus moradora nesta cidade filha e herdeira de João Ribeiro de Magalhães, que falecendo da vida presente com o seu [...] testamento o qual se achava morando no Campo Largo digo no Campo grande termo da vila de Parnaíba nomeando entre os mais herdeiros a suplicante e deixando um sítio onde morava, este Manoel Rodrigues o comprou por 2:000 $ [...] cuja quantia existe em mão e poder da viúva Antônia Felícia terça parte do produto do mencionado sítio sem querer satisfazer a suplicante são os motivos de procurar o amparo de Vossa Excelência

1816
Imagem: APESP
O falecido pai da suplicante, Gertrudes de Jesus, fez dela uma das herdeiras do testamento, com sítio e terras a serem partilhados. O sítio foi vendido a Manoel Rodrigues, que morreu antes de pagar o valor total da compra, e, assim, a suplicante entrou com pedido para que a viúva de Manoel, Antônia Felícia, lhe pagasse. Antônia Felícia respondeu em carta anexa que o sítio foi penhorado devido a outras dívidas, mas que ela estava pagando pequenas parcelas aos outros herdeiros quando podia. Ela então alega que Gertrudes foi quem recusou as parcelas e "não quis receber sem que fosse a quantia toda por inteira". A suplicada alega não conseguir acumular a quantia devido à penhora, mas que ela tinha esperanças de que a safra seguinte de seu engenho de açúcar proveria esse valor.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1816. APESP - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Herdeira'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Parnaíba
Naturalidade:

Dados internos

Gertrudes de Jesus,
Autora indireta [0103]


Rede documental: Antônia Felícia de Castro
Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0104]-[voltar para o topo]

Isabel Barbosa de Almeida

Diz Isabel Barbosa de Almeida, moradora da povoação de Piracicaba, que sendo ela uma das principais desta Capitania e fundadora da mesma e nela existe há mais de trinta anos onde teve três filhas que se acham casadas depois de as ter criadas com todo o mimo, e sucedendo que por infelicidade e miséria humana foi uma delas culpada com o Sargento Mor Carlos [Bartolomeu] de Arruda foi por ordem de Vossa Excelência expulsa desta freguesia e tornando outra vez com o venerando despacho de Vossa Excelência para colher o fruto das suas plantações, [...]

1803
Imagem: APESP
A suplicante se consterna de ver sua filha expulsa de Piracicaba após ser culpado de um escândalo, e requere que a autoridade destinatária deixe sua filha continuar morando ali. Isabel afirma que se obriga a fazer-lhe casa com os parentes que se oferecem e a responder por tudo que possa acontecer a fim de que não cresça o descrédito de sua filha


Fotografado, Sofia Zani, em 05/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Piracicaba, 1803. APESP - 1.1.0609/93-1-28. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Fundadora; principal'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Piracicaba
Naturalidade:

Dados internos

Isabel Barbosa de Almeida,
Autora indireta [0104]


Catalogado por: Andrea Cristina Natanael da Silva; Elisa Hardt Leitão Motta


[0105]-[voltar para o topo]

Izabel Bicuda

Manoel Madeira e sua mãe, Izabel Bicuda, moradores nesta vila formosa de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Izabel Bicuda e seu filho, parte dos primeiros povoadores da vila, solicitando trinta braças de terras para a construção de uma casa e trinta braças para o quintal.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Tresllado dehuã Cartta detta dechaõs/ per aCazas Equinttal de Manoel/ ma deira Esua maj Izabel becuda/ Os offissiais daCamera Iuis E ur eadores E mais o/ ffissiais desta uilla fer moza de nossa senhora/ dode sterro de Jundiahj daCapittaniadesaõ Vissentte/ deq ue he donattario per pettu per sua magestade/ oMarques deCascais Etcetera fazemos asaber/ aos que esta nossa prezentte Carttade/ datta de chaõs peraCazas Equinttal uirem/ EoConhesimento della Com derejtto perttemçer Bezerra/ Como anos nos emuiaraõ a dizer por suapettisaõ/ na meafolha atras esCritta Manoel madeira/ E sua maj E Izabel becuda moradores nesta nesta/ uilla fer moza de nossa senhora dodesterrode Jun/ diahj Epor serem os primeiros pouoadores naditta uilla/ que elles quer em fazer suas mor adas deCazas aqual/ naõ podemfazer sem Lisença deVossasMersses peloque pedem/ aVossasMersses lhedem trintta braças de chaõs E trintta braças/ deq uinttal partindo Com Domingos Cordejro EResebera Mersse aqual/ pettissaõ uista por nos Eseupedir ser Iusto puzemos/ per nossodespacho . Damos aos suplicantes trinttabraças/ de chaõs de testada naRua derejtta que uaj por detrás/ dasCazas de Domingos Cordeiro E Joze doLiureira dortta E/ dequinttal uintte braças o esCriuaõ daCameralhe/ passe Cartta naforma ordinaria desterro enCamera/ uinttestte de Janejro de mil eseis senttos Esincoentta/ Esette An nos Anttonio Luizdepinha = Joaõ Ribeiro/ jozed uartte PedroCabral de mello Como mais/ Clara mente seue doditto nosso despacho atras asy/ queper esta damos aos suplicantes os chaõs em nosso des/ pacho deCLarados E nos Reporttamos aoforal eRegimenttos das/ Cameras que ainda naõ temos aqual terrade chaõs nesta/ uilla damos aos suplicantes pera elles Eseus herdejros asenden/ ttes Edesendenttes forros Liures E izenttos dettodotrebutto/ Epenssaõ somentes odizmo aDeos nossosenhor E dehoje/ emdiantte façaõ delles seuquerer E uonttade eper alogo/ em uerttude desta os auemos por empossados aos dittos/ supplicantes dos dittos chaõs que lhe auemos dado enaõ ser a/ nesse cario outtra posse alguã somentes seraõ obrigados/ ase aRuarem pella Iustica Coando fizerem Cazas E/ esta nossa Cartta de dattase Registara noLiurodos/ Regis tos destaCamera peraquese saibafizemos/ Esta Merce aos supplicantes dada nesta uillafermoza/ de nossa senhora dodesterro sob. nossos sinais/ somentes em os uintte sette dias domes deJaneiro de/ mil eseis senttos Esincoentta esette Annos Eu Mathias/ machadoCastanho esCriuaõ daCamera oesCreuj per man/ dado dos dittos offissiais daCamera Anttonio Luis de/ pinha Joaõ Ribeiro Jozeph duartte PedoCabral demello /.

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Izabel Bicuda,
Autora indireta [0105]


Catalogado por: MLS


[0106]-[voltar para o topo]

Leonor de Camargo

Diz Leonor de Camargo, da Vila de São Carlos, que fazendo casar uma sua filha chamada Maria com Manuel Bruno da mesma vila, e querendo o mesmo tirar e levar sua mulher para diverso lugar, convencionou a suplicante com ele, suplicado, porque este exigiu, dar-lhes umas terras[...]

1820
Imagem: APESP
Leonor de Camargo cede algumas de suas terras a sua filha Maria e a Manuel Bruno, pois estes alegam o desejo de mudarem-se. Entretanto ela descobre que seu genro vai realizar um mau negócio ao vender as terras cedidas. No requerimento Leonor alega já ter sido agredida pelos parentes e com insucesso recorre ao ouvidor para reaver seu patrimônio.


Fotografado, Elisa Hardt, em 04/07/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Carlos, 1820. APESP - 1.1.0617/94-1-8. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Carlos
Naturalidade:

Dados internos

Leonor de Camargo,
Autora indireta [0106]


Rede documental: Maria
Catalogado por: Andrea Cristina Natanael da Silva; Ananda Catharine Mota


[0107]-[voltar para o topo]

Leonor de Jesus

Dizem Escolástica Francisca, Maria Francisca, Leonor de Jesus, todas viúvas da vila de Itú

1787
Imagem: APESP
Escolástica Francisca, Maria Francisca e Leonor de Jesus, três viúvas residentes na vila de Itú, contam neste requerimento de provisões de 1787, todos os gastos tidos com os soldados da praça e pedem ajuda com as despesas resultantes da conquista de um quilombo. As suplicantes também reclamam de um erro no pagamento dos cabos e da recusa do capitão-mor da vila de Sorocaba em ajudá-las. Em cópia, há uma relação de despesas com a informação da quantidade de munições levadas pelos sargento das ordenanças e um extrato de materiais saqueados do quilombo conquistado.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1787. APESP - 1.1.601/92-1-25. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Leonor de Jesus,
Autora indireta [0107]


Rede documental: Escolástica Francisca; Maria Francisca [I]
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0108]-[voltar para o topo]

Madalena de Oliveira

Diz Madalena de Oliveira mulher viúva moradora em seu sítio, no lugar de [Votorantim], da freguesia da Cotia, que anexas às suas terras, tem sua fazenda de criar; o Alferes Vicente Pedrozo, onde pelas suas próprias porteiras [] e tem por costume largar suas criações para engordar; e sendo que por várias vezes me tem saído a fazer-me dano e prejuizo nas plantas da suplicante.

1815
Imagem: APESP
Madalena de Oliveira conta que as criações do Alferes Vicente Pedrozo estão danificando as lavouras da suplicante e se recusa a retira-las ou a paga-la pelo dano causado. A suplicante requere, aqui, que providências sejam tomadas para que ela não morra de misérias e fomes, pos depende financeiramente da produção de suas lavouras.


Fotografado, Elisa Hardt, em 05/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor, Diz Madalena de Oliveira mulher viúva moradora em seu sítio, no lugar de Baturantim, da freguesia da Cotia, que anexas às suas terras, tem sua fazenda de criar; o Alferes Vicente Pedrozo, onde pelas suas próprias porteiras [] e tem por costume largar suas criações para engordar; e sendo que por várias vezes me tem saído a fazer-me dano e prejuizo nas plantas da suplicante. Esta tem ido ter com o suplicado para pôr cobro, este tem por resposta que as bota nas suas terras, isto tem por costume de todos os anos assim fazer; sendo que por esta sua conduta, tem sido a causa da suplicante além de ser uma miserável e sumamente pobre viúva, e não ter outro amparo senão de [Deus] e viver das suas lavouras tem passado miseravelmente muitas necessidades e misérias, portanto por o suplicado ter bens da fortuna e ela ser uma miserável e não ter com que possa usar por meio da Justiça se vale do amparo de Vossa Excelência para o que. Pede a Vossa Excelência que a falta do dano que lhe tem feito as ditas criações do suplicante não morra de misérias e fomes, sim mandar sendo certo o que a suplicante alega pagar o dano. Espera receber mercê. Informe o Capitão do Distrito sobre o alegado pela suplicante dando entretanto as providências que forem necessárias para se evitarem os prejuízos da que a mesma suplicante se queixa advertindo o suplicado e fazendo [] sem contudo usar de violências ou de outros quaisquer procedimentos contrários à lei. Cotia, em 12 de Janeiro de 1815. [] [...]

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Cotia, 1815. APESP - 1.1.0610/93-2-20. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Cotia
Naturalidade:

Dados internos

Madalena de Oliveira,
Autora indireta [0108]


Catalogado por: Matheus Simões; Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0109]-[voltar para o topo]

Marcelina

Diz Marcelina escrava que foi do falecido Brigadeiro Joze Joaquim Xavier de Toledo, que tendo Dona Jozefa Joaquina herdeira daquele falecido, e senhora da suplicante conferido-lhe liberdade pela quantia de 115$200 réis, preço porque foi avaliada no Inventário, a que se procedeu, acontece agora haver rasgado a dita Carta de Liberdade, que lhe havia passado, e por isso repugna a suplicada receber aquela quantia, querendo exigir no presente a de 204$800 réis, que excede quase o dobro da avaliação,

1819
Imagem: APESP
Trata-se de uma escrava que alega ter comprado a liberdade de sua senhora, agora falecida, que rasgou a carta de liberdade e exige uma quantia muito maior. A suplicante requere, portanto, que a suplicada seja mandada a receber a quantia pela qual Marcelina foi avaliada em inventário, e que confira liberdade à suplicante, como de antes o havia feito. Jozefa Joaquina respende ao requerimento, afirmando serem falsas as acusações de Marcelina.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Marcelina escrava que foi do falecido Brigadeiro Joze Joaquim Xavier de Toledo, que tendo Dona Jozefa Joaquina herdeira daquele falecido, e senhora da suplicante conferido-lhe liberdade pela quantia de 115$200 réis, preço porque foi avaliada no Inventário, a que se procedeu, acontece agora haver rasgado a dita Carta de Liberdade, que lhe havia passado, e por isso repugna a suplicada receber aquela quantia, querendo exigir no presente a de 204$800 réis, que excede quase o dobro da avaliação, sendo certo em Direito, que nenhum possuidor da coisa pode pedir por ela mais do que é devido, e neste caso não é a suplicante obrigada a maior quantia do que a de sua avaliação, segundo a disposição das Leis do Reino, que [] protege o Direito da Liberdade. Estes fatos assim ponderados, e encaminhados à disputa judicial, lançam a miserável suplicante a extraordinários dispêndios, quais não pode sustentar pela sua pobreza, é portanto que recorre a Vossa Excelência para que intervindo a benignidade e recta administração do seu Governo, se digne mandar que a suplicada receba a quantia de avaliação e por ela confira liberdade à suplicante, como de antes o havia feito, de cuja Graça alcançada receberá mercê. O Senhor Brigadeiro Ajudante de Ordens de Semana haja e me apresente a resposta da suplicada. São Paulo, 13 de Novembro de 1819. Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, É inteiramente falso dizer a escrava suplicante que tendo-lhe eu conferido liberdade rasguei a carta respectiva, porque nunca a mandei passar por pessoa alguma, por não saber ler nem escrever, e não haver motivo ou [circunstância] alguma para tal; procedendo a falsidade do presente requerimento em haver por quem a quisesse comprar, e para isso me mandasse instar, e por dar eu o preço porque a poderia vender com a pequena filha que tem de peito em razão de ser lícito a cada qual pedir pelo que é seu o que lhe convém, e não ser obrigado a vender contra a sua vontade coisa alguma, pelo preço que oferece quem quer comprar; daqui nasce por capricho do oculto comprador a inventiva de ter eu passado Carta de Liberdade a esta escrava, e tê-la largado, a fim de a libertar com este pretexto pelo preço da avaliação que ela teve no Inventário passado a fugir do meu poder há cinco dias a mesma escrava, e recolher-se à casa do comprador onde se acha, e no entretanto simuladamente suplicar à Vossa Excelência com falsidade tais, em vista das quais Vossa Excelência mandará o que for servido. São Paulo, 14 de Novembro de 1819. A rogo de Dona Jozefa Joaquina Xavier de Toledo, Jozé Antonio de Barros Lima.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Lima, José Antonio de Barros. Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-38. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Escrava que foi'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Marcelina,
Autora indireta [0109]


Rede documental: Marcelina
Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0110]-[voltar para o topo]

Maria Antonia da Conceição

Diz Maria Antonia da Conceição, da vila de Bragança desta Capitania, que na mesma é casada com Bernardo da Costa, o qual vive concubinado com Liberata de tal, e pela mesma razão não faz caso algum da suplicante; [...]

1819
Imagem: APESP
Maria Antonia da Conceição conta que seu marido vive concubinado com Liberata, e que por isso tem abandonado a suplicante. Ela requere, aqui, que a autoridade destinatária do documento faça o Capitão Mor obrigar o seu marido a voltar a viver com a suplicante sob a pena de que não fazendo ser castigado.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Maria Antonia da Conceição, da vila de Bragança desta Capitania, que na mesma é casada com Bernardo da Costa, o qual vive concubinado com Liberata de tal, e pela mesma razão não faz caso algum da suplicante; e por isso sofre muitas necessidades; e não há remédio algum a que aquele suplicado se deixe da dita sua Amasia; e porque se Vossa Excelência pode dar fim ao mal da suplicante; por cuja razão. Pede a Vossa Excelência se digne haver por bem mandar que o Capitão Mor daquela dita vila faça apartar ao suplicado da [] e contumácia em que existe, afim de ir viver com a suplicante; pena de que não o fazendo ser castigado o mesmo suplicado ao arbítrio de Vossa Excelência. Espera receber mercê. Remetido ao Sargento Mor Comandante de Bragança para haver as informações precisas, e cumprir em termos da recomendada retidão as minhas recomendações em benefício da boa ordem do seu Distrito. São Paulo, 14 de Setembro de 1819. [...]

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-27. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Bragança
Naturalidade:

Dados internos

Maria Antonia da Conceição,
Autora indireta [0110]


Rede documental: Liberata
Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0111]-[voltar para o topo]

Maria Antônia de Moraes

Diz Maria Antônia de Moraes da Freguesia de Piracicaba, casada com Manoel Joaquim da Cruz, Soldado Milicianno da cavalaria da Vila de Itu, e há três anos destacado na fronteira do Sul, que ela suplicante tem notícia que Vossa Excelência se interessa em fazer recolher os milicianos casados que se acham na dita fronteira e porque a suplicante é das mais desamparadas porque não tem pai nem mãe, pobre e com dois filhos de menor idade que tanto eles como a suplicante sofrem muito com a ausência e falta do pai daqueles, e marido da suplicante, e porque esta é a mesma verdade [...] Pede a Vossa Excelência cujo caráter por isso mesmo que é grande não precisa de proteção para ouvir os gemidos dos pequenos, e compadecer-se de humanidade oprimida, seja servido à vista da Verdade do exposto interpor o seu respeito e proteção para o regresso do marido da suplicante.

1820
Imagem: APESP
Neste requerimento, a suplicante Maria Antônia de Moraes pede o regresso do marido, soldado que está fora de casa há três anos na fronteira do Sul. A suplicante argumenta que está em desamparo junto a seus filhos, que são crianças e sofrem com a ausência do pai, e pede que o responsável ouça o gemidos dos pequenos e se compadeça da humanidade oprimida.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Piracicaba, 1820. APESP - 1.1.619/94-2-51. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Piracicaba
Naturalidade:

Dados internos

Maria Antônia de Moraes,
Autora indireta [0111]


Catalogado por: Patrícia Brasil


[0112]-[voltar para o topo]

Maria Cabral

Antônia de Paiva e Maria Cabral, moradoras nesta vila formosa de Nossa Senhora do Desterro, que elas suplicantes são filhas de povoadores e moradoras desta vila.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Antônia de Paiva e Maria Cabral solicitando quarenta braças de terra para a construção de casas nos limites da vila, de modo a ampliá-la.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta de Antonia dePaiua E MariaCabral –/ Os offissiais daCamera Juis E ureadores Emais offissiais desta/ Uilla fermoza de nossa senhora doDesterro de jundiahj/ Cappitania dsam Vissentte dequehe donattario perpettu/ per suamagestade o Marques deCascais Etcetera fazemosasaber/ aos que esta nossa prezentte Cartta de datta de chaõs/ peraCazas Equintal uirem Eoconhesimento della Condirejto/ pertençer Como anos nos Em uiaraõ adizer per suape/ tissaõ namea folha atras esCritta Antonia dePaiua/ E MariaCabral Moradoras nesta uilla fermoza denossa/ senhora dodesterro queellas supplicantas sam filhas depouoadores/ E mor a doras desta uilla Equerem fazer suasCazas noLe=/ mitte della Enaõ tem chaõs pera isso pelloque pedem aVossasMersses/ lhefaçaõ mersse dar pera ellas anbas supplicantas quarentta/ braças de chaõs EmCoadra noLemittedaditta uilla/ quesera perdetras das dittas de Maria Jorge E Agostinha/ Rodr igues E Joaõ Ribeiro p ella Rua direjtta queuaj per/ baixo dapraça daBanda dePedroCabral Correndo/ p e ra abanda da datta de Joaõ Leme doprado pera noz/ dittos chaõs fazerẽ suas Cazas perabem E au mentto/ dest aditta uilla EResseberaõ mersse aqual pettissaõ uista/ per nos Eseupedir ser Justo puzemos per nosso despacho/ Damos as supplicantas seis braças de chaõs de testada aCada/ huã Equarentta de quintal o esCriuaõ daCamera lhepasse/ Cartta naforma ordinaria Desterro EmCamera noue de marsso/ de mil Eseis senttos Esinquo entta esette Annos Antonio/ Bezerra/ +/ Luis depinha = Joaõ Ribeiro = Joze duartte Pedro/ digo Saluador doLiueira como mais Largamente seue/ doditto nosso desp acho atras asj queper esta damoz/ as supplicantas os chaõs Em nosso despacho deCLaradoz/ Em ames ma parage quepedem per suas Confrontacoẽs/ E nos Reportamos aofor al E Regimenttos dasCameras/ que a inda naõ temos os quais chaõs nesta uilla damos/ as supplicantas pera ellas Eseus herdeiros as endenttes Ede/ send enttes forros Liures Eizenttos de todotrebutto E/ Penssaõ somentes odizimo aDeos nossosenhor E de hoje Em/ diantte façaõ delles seu querer Euonttade Epera Logo/ Em uertude desta as auemos per empossadas asdittas/ supplicantas dos dittos chaõs quelhe auemos dado E naõ sera/ nesse çario o uttraposse alguã somentes ser aõ obrigadas/ Asea Ruar pella Justissa quando fizerem Cazas E/ Esta nossa Cartta de datta se Registara noLiuro doz/ Registos destaCamera pera quese saiba fizemos esta/ merce as supplicantas dada nesta uilla fermoza de nossa/ senhora dodesterro sob./ nossos sinais somentes emos noue/ dias do mes de março de mil eseis sentos Esinquo/ Entaesette Annos Eu Mathias MachadoCastanho/ esCriuaõ daCamera oesCreuj per mandado dos dittos/ offissiais daCamera Antonio Luis depinha = Joaõ Ribeiro =/ Jozeduartte = PedroCabral de mello /

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria Cabral,
Autora indireta [0112]


Rede documental: Documento movido em conjunto com Antônia de Paiva.
Catalogado por: MLS


[0113]-[voltar para o topo]

Maria Fernandes

Joaõ Pais, o moço Salvador Dias das Neves, Simão Jorge Francisco, Jorge José Preto, Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais, Antônio Dias, Maria Fernandes, filhas e netos dos primeiros descobridores deste bairro que hoje é vila de Nossa Senhora do Desterro.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais e Maria Fernandes, filhas dos "primeiros descobridores" do que posteriormente seria a vila de Jundiaí, solicitando terras para suas casas.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta dechaõs p era Cazas E/ quintal de Joaõ Paes mosso E saluador/ dias das neues E Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria Paes = Maria paes Mariana/ paes Antonio dias Maria fer nandez/ –––––––––––––––––––––––––––– Bezerra/ Os offissiais daCamera Juis E ureadores Emais offissiais/ desta uilla fermoza de nossa senhora dodesterro de/ Jundiahj Cappitania desam Vissente dequehe donattarioper/ petuper sua magestade o Marques deCascais Etcetera fazemos/ asber atodos os que esta nossa prezente Cartta de/ datt ad e chaõs peraCazas Equintal uirem Como/ digo Eo conhesimento della Condirejtto pertençer como/ anos nos em uiaraõ adizer per sua pettissaõ na mea/ folha atras esCritta Joaõ paes omosso Saluador/ dias das neues Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria paes = Maria paes = Mariana paes Antonio/ dias = Maria fernandes filhas Enettos dos primeiros des/ cobridores deste bairro quehoje he uilla denossa/ senhora dodesterro Eper quanto suas pessoas querem fazer/ s uasCazas Esem ordem deVossasMersses as naõ podemfazer/ pelloque pedem aVossasMersses lhe dem os chaõs quep artem/ Como Manoel Antonio pella Rua asima que uaj daz/ Cazas de pedroCabr al de mello peraCaza de/ estacio ferreira sem braças de testada Edequintal/ athe o olho dagoa queserue defontte aesta uilla/ quefiqua pera o ponentte EResseberaõ mersse, aqual/ petissaõ uista por nos Eseu pedir ser Justo puzemos/ per nosso des pacho Damos aos supplicantes seis braçaz/ de chaõs de testada aCadahú E de quintal qua/ renttabraças Em amesma parage quepedem o esCriuaõ/ daCamera lhep asse Cartta na forma ordinaria desterro/ EmCamera noue de março de mil eseis senttos Esinquo=/ entta esette Annos Antonio Luis de pinha = Joaõ Ribeiro/ Joze duartte; Saluador doLiueira Como mais clara mente/ seue doditto nosso despacho atras asj que per esta/ damos aos supplicantes os chaõs que em sua pettissaõ pede/ per suas Confrontt assoẽs E nos Reportamos aoforal/ ERegimenttos dasCameras que ainda naõ temos osquais/ chaõs nes ta uilla damos aos supplicantes per a elles E/ ellas eseus herdeiros asendenttes Edesendenttes forros/ Liures eizenttos de todo trebutto epenssaõ somenttes/ odizimo aDeos nossosenhor Ede hoje em dianttefaçaõ/ dos dittos chaõs seu querer E uonttade eper a Logo os a/ uemos per empossados aos dittos supplicantes dos dittos chaõs/ q uelhe auemos dado E naõ seraõ obrigados digo E naõ sera/ nesseçario outraposse alguã somenttes seraõ obrigados/ aseaRuarem pella Justissa q uando fizerem Cazas/ E esta nossa Cartta dedatta se Registara noLiuro/ dos Registos destaCamera peraque se saiba fizemos/ esta mersse aos supplicantes esupplicantas dada nesta uillafer/ moza de nossa senhora dodesterro dejundiahj sob. Nossos/ sinais somenttes Em os noue dias do mes de março de mil/ Eseis senttos esinquoentta esette Annos Eu Mathias/ machadoCastanho esCriuaõ daCamera o esCreuj per/ mandadodos dittos offissiais daCamera AntonioLuis de/ Pinha; Joaõ Ribeiro = jozeDuartte =PedroCabral de mello ––

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria Fernandes,
Autora indireta [0113]


Rede documental: Documento movido em conjunto com Maria Pais, Mariana Pais e Ana Maria Pais.
Catalogado por: MLS


[0114]-[voltar para o topo]

Maria Francisca

Diz Maria Francisca, mulher de Vicente Luiz, soldado destacado no sul, moradora desta vila, bairro de Campo Largo, que Joaquim Bueno de Azevedo lhe fechou um pedaço de terras sobre o seu rego de água com cerca de pau e porque a suplicante tem prejuízo tanto nas suas terras como porque os animais com os pés entopem todo o rego e a suplicante é uma pobre não tem quem destranque o dito rego água de seu monjolo, por isso, Pede a Vossa Mercê seja servido mandar conforme as ordens circulares de sua Excelência que o suplicado tire a dita cerca das terras e rego de água da suplicante.

1820
Imagem: APESP
Maria Francisca pede a retirada da cerca que impede seu acesso ao rego de água colocado por Joaquim Bueno de Azevedo que ocupou suas terras indevidamente.


Fotografado, Elisa Hardt, em 18/02/2020
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Senhor Juiz Ordinário, Diz Maria Francisca, mulher de Vicente Luiz, soldado destacado no sul, moradora desta vila, bairro de Campo Largo, que Joaquim Bueno de Azevedo lhe fechou um pedaço de terras sobre o seu rego de água com cerca de pau e porque a suplicante tem prejuízo tanto nas suas terras como porque os animais com os pés entopem todo o rego e a suplicante é uma pobre não tem quem destranque o dito rego água de seu monjolo, por isso, Pede a Vossa Mercê seja servido mandar conforme as ordens circulares de sua Excelência que o suplicado tire a dita cerca das terras e rego de água da suplicante. Espera receber mercê.

(Edição feita por: Elisa Hardt)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Atibaia, 1820. APESP - 1.1.617/94-1-1. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Atibaia, bairro de Campo Largo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Francisca,
Autora indireta [0114]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta / Ananda Catharine Mota


[0115]-[voltar para o topo]

Maria Francisca [I]

Dizem Escolástica Francisca, Maria Francisca, Leonor de Jesus, todas viúvas da vila de Itú

1787
Imagem: APESP
Escolástica Francisca, Maria Francisca e Leonor de Jesus, três viúvas residentes na vila de Itú, contam neste requerimento de provisões de 1787, todos os gastos tidos com os soldados da praça e pedem ajuda com as despesas resultantes da conquista de um quilombo. As suplicantes também reclamam de um erro no pagamento dos cabos e da recusa do capitão-mor da vila de Sorocaba em ajudá-las. Em cópia, há uma relação de despesas com a informação da quantidade de munições levadas pelos sargento das ordenanças e um extrato de materiais saqueados do quilombo conquistado.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1787. APESP - 1.1.601/92-1-25. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Francisca [I],
Autora indireta [0115]


Rede documental: Escolástica Francisca; Leonor de Jesus
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0116]-[voltar para o topo]

Maria Gertrudes de Siqueira

Diz Maria Gertrudes de Siqueira, moradora na paragem denominada Mato Dentro, distrito da vila de São João Batista de Atibaia, a qual tem um filho de nome João como o mais velho é quem com seu trabalho sustenta a suplicante sua mãe, e suas irmãs, e como sucede presentemente constar a suplicante quererem prender ao seu dito filho

1821
Imagem: APESP
Neste requerimento, Maria Gerturdes de Siqueira conta que o ajudante Daniel da Rocha Franco quer prender o filho mais velho da suplicante, João, apesar do mesmo ser a sua principal fonte de sustento e viver com a mãe e as irmãs "honesta e morigeradamente". Segundo Maria Gertrudes, Daniel teria maquinado a prisão de João, pois "não procura outra coisa mais que perseguir aos pobres", obrigando-os a vender suas moradias e terrenos por metade dos valores e a fugirem para outros distritos onde possam escapar desse "não bom homem". A suplicante menciona uma mulher de nome Maria Cardosa, que, entre outras pessoas, foi também perseguida por Daniel. Maria Gertrudes afirma, ainda, que Daniel já havia sido castigado pelas autoridades devido aos atos descritos no requerimento, mas que, por ser rico e descendente dos majores da vila, "espera sempre a impunidade da tirania que derrama sobre os povos". Em seguida, Daniel justifica o pedido de prisão do filho de Maria afirmando ser falso todo o tratado no requerimento da suplicante: "o filho é tão mau que vive o soluto com a má criação da mãe rondando a minha casa com cópula com as minhas escravas, comendo por mãos delas tudos oculto de mim, que muito me tem vexado". As acusações de Daniel são corroboradas por Francisco Xavier César: "e logo queixou-se-me o dito ajudante que o dito João lhe andava rondando a sua casa e que as suas escravas nem água podiam ir buscar no rio".


Documento acessível, fotografado e parcialmente transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1821. APESP - 1.1.624/95-2-37. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Gertrudes de Siqueira,
Autora indireta [0116]


Rede documental: Maria Cardosa
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0117]-[voltar para o topo]

Maria Jorge

Maria Jorge e sua irmã Agostinha Rodrigues, donas viúvas dos primeiros povoadores desta vila formosa de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí.

1657
(documento sem imagem)
Cartas de Datas das irmãs Maria Jorge e Agostinha Rodrigues, solicitando "vinte e quatro braças de chãos" para a construção de suas casas e "vinte braças de chãos" para o quintal. Cada uma recebeu 20 braças para as casas e 40 para o quintal.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Tresllado dehuã Cartta de datta de/ chaõs peraCazas Equinttal de/ Maria Jorge E Agostinha Rodriguez/ donnas uiuuas./ Os offissiais daCamera Iuis Eureadores Emais/ offissiais desta uilla fermoza de nossa/ senhora doDesterro de Jundiahj daCapitania/ de Saõ Vissentte de que he donattario perpetu/ per sua magestade omarques deCascais Etcetera se/ fazemos asaber aos que esta nossa prezente/ Car ttade dattad echaõs per aCazas Equinttal ui=/ rem EoConhesimento dellaComderejtto per ttemçer Como/ anos nos em uiaraõ adizer por sua pettissaõ/ na meafolha atras EsCritta; Maria Jorge/ Esua Irmã Agostinha Rodrigues donas/ uiuuas dos primeiros pouoadores desta villa fer/ moza de nossa senhora dodesterro de Iundiahj/ que ellas per ttendem fazer suas Cazas per a se/ Recolherem Eas naõ podem fazer sem ordem/ de VossaMersses peloque pedem aVossaMersses lhe mandem dar/ uintte quattro braças de chaõs correndo dos chaõs/ de PedroCabral demello EReseberaMersse aqual petissaõ/ uista per nos Eseu pedir ser Iusto puzemos per/ nosso despacho, Damos as supplicantes as uintte/ quatro braças de chaõs de testadaE uintte/ de quinttal pella Rua direjtta que uaj daCaza/ + | 31_/ dePedroCabral de mello E da mesma banda/ o esCriuaõ daCamera lhep açara Cartta naforma/ ordinaria Desterro emCamera uintte sette de/ domes de Janejro de mil eseis senttos Esincoentta/ Esette Annos; Anttonio Luis de pinha = Joaõ/ Rebeiro = Joze duartte = PedroCabral de/ mello como mais Largamente seue doditto nosso/ desp acho atras asy que per esta damos as/ supplicantas os chaõs namesma parage que peden/ per suas Confronttassoẽs como consta per sua/ pettissaõ E nos Repor ttamos aoforal E/ Regimentos dasCameras que a inda naõ temos/ os quais chaõs nesta uilla damos as supplicantas/ per a ellas Eseus herdeiros asendenttes Ede/ sendenttes forros Liures E izenttos de ttodo/ trebutto epemssaõ somentes odizimo aDeos nosso/ senhor Ede hoj e Emdiantte façaõ delles se u/ querer E uonttade eper a Logo em uerttude desta/ as auemos por empossadas as dittas supplicantas/ dos dittos chaõs que lhe a uemos dado E naõ/ sera nesseçario o uttra posse alguã somentes/ seraõ obrigadas aseaRuarem pella Iustiça/ Coando fizerem Cazas E esta nossa Cartta/ de datta se Registara noLiuro dos Registos/ destaCamera per aque se saiba fizemos/ esta merce as supplicantas dada nesta uilla/ fer moza de nossa senhora dodesterro de Jundiahj/ sob. nossos sinais somentes em os uintte sete/ dias domes de Janejro de mil eseis senttos E/ sinco entta esette Annos Eu mathias machado/ Castanho esCriuaõ daCamera oesCreuy por/ mandado dos dittos offissiais da Camera/ AntonioLuis de pinha = Joaõ Rebeiro Joze Duarte/ pedroCabral de mello / ./ Bezerra

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria Jorge,
Autora indireta [0117]



Rede documental: A Carta de Data foi movida em conjunto com Agostinha Rodrigues.
Catalogado por: MLS


[0118]-[voltar para o topo]

Maria Madalena

Diz Maria Madalena, moradora na vila de São Carlos, que pelo [credo.] que junto oferece lhe é a dever Francisco Antonio de Godoy morador na mesma vila a quantia de vinte e quatro mil e oitenta réis, resto de maior quantia, e como lhe tem pedido por tantas vezes, e lhe não quer pagar, sendo passados mais de quatro anos, e como a suplicante é uma pobre, e não tem meios para poder usar de Justiças com o suplicado;

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento de 1810, Maria Madalena conta que Francisco Antonio de Godoy lhe deve vinte e quatro mil e oitenta réis, resto de maior quantia, e que não quer pagar a dívida há mais de quatro anos. A suplicante requere, portanto, que o Capitão Mora da vila de São Carlos faça com que o suplicado pague a quantia declarada.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Maria Madalena, moradora na vila de São Carlos, que pelo [credo.] que junto oferece lhe é a dever Francisco Antonio de Godoy morador na mesma vila a quantia de vinte e quatro mil e oitenta réis, resto de maior quantia, e como lhe tem pedido por tantas vezes, e lhe não quer pagar, sendo passados mais de quatro anos, e como a suplicante é uma pobre, e não tem meios para poder usar de Justiças com o suplicado; e por isso recobre a suplicante à proteção de Vossa Excelência, como pai dos pobres, e socorro dos necessitados a que seja servido mandar que o Capitão Mor daquela vila faça vir ao suplicado a sua presença e fazer com que a suplicante seja paga da dita quantia que acima se declara, e caso ponha dúvidas seja conduzido à respeitável presença de Vossa Excelência para se decidir e portanto. Pede a Vossa Excelência seja servido deferir a suplicante na forma que requerido tem. Espera receber mercê. Remetido e recomendado ao Capitão Mor para uma conveniente acomodação entre a suplicante e suplicado. São Paulo, 15 de Setembro de 1819. Vista a informação declare aonde se acha o suplicado. São Paulo, 30 de Outubro de 1819. (...)

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Carlos, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-36. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Carlos
Naturalidade:

Dados internos

Maria Madalena,
Autora indireta [0118]


Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0119]-[voltar para o topo]

Maria Magdalena

Na presença de Vossa Excelência se prostra Maria Magdalena, mulher de Francisco de Paulla de Tolledo, proximamente remetido preso da vila de Mogi Mirim, talvez com pretexto de ser [] homem, e por isso merece ser castigo; a miserável suplicante não tem expressões de poder melhor verificar a Vossa Excelência, que o dito seu marido;

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento de 1819, Maria Magdalena pede que seu marido, preso na vila de Mogi Mirim, seja libertado.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Mogi-mirim Na presença de Vossa Excelência se prostra Maria Magdalena, mulher de Francisco de Paulla de Tolledo, proximamente remetido preso da vila de Mogi Mirim, talvez com pretexto de ser [mau] homem, e por isso merece ser castigo; a miserável suplicante não tem expressões de poder melhor verificar a Vossa Excelência, que o dito seu marido; é [] de toda a mácula; e fica a mesma e sua família em um total desamparo; o que melhor mostra pelas duas atestações juntas; e se bem, que o Comandante do Bairro declara, que o marido da suplicante foi preso, por [], que foi aos que se ia prender, parece que está verificado, não ser culpado o dito marido da suplicante, porém o dicto Comandante, por ser oficial da delegacia, quis assim sustentar o que []; por cujo motivo, Roga a suplicante a Vossa Excelência, por sua inata piedade compadecer-se da suplicante, e sua família, sem mais outro amparo, senão que o de Vossa Excelência assim de libertar o marido da suplicante, no que, Espera receber mercê. Remetido ao Senhor Coronel Lázaro José Gonçalves, o qual no caso de lhe faltarem as noções precisas para informar este requerimento, ou requeira ao Capitão respectivo, em execução da minha ordem circular, expedida a tal respeito. São Paulo, 24 de Novembro de 1819. (...)

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-30. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Mogi Guaçu
Naturalidade:

Dados internos

Maria Magdalena,
Autora indireta [0119]


Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0120]-[voltar para o topo]

Maria Pais

Joaõ Pais, o moço Salvador Dias das Neves, Simão Jorge Francisco, Jorge José Preto, Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais, Antônio Dias, Maria Fernandes, filhas e netos dos primeiros descobridores deste bairro que hoje é vila de Nossa Senhora do Desterro.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais e Maria Fernandes, filhas dos "primeiros descobridores" do que posteriormente seria a vila de Jundiaí, solicitando terras para suas casas.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta dechaõs p era Cazas E/ quintal de Joaõ Paes mosso E saluador/ dias das neues E Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria Paes = Maria paes Mariana/ paes Antonio dias Maria fer nandez/ –––––––––––––––––––––––––––– Bezerra/ Os offissiais daCamera Juis E ureadores Emais offissiais/ desta uilla fermoza de nossa senhora dodesterro de/ Jundiahj Cappitania desam Vissente dequehe donattarioper/ petuper sua magestade o Marques deCascais Etcetera fazemos/ asber atodos os que esta nossa prezente Cartta de/ datt ad e chaõs peraCazas Equintal uirem Como/ digo Eo conhesimento della Condirejtto pertençer como/ anos nos em uiaraõ adizer per sua pettissaõ na mea/ folha atras esCritta Joaõ paes omosso Saluador/ dias das neues Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria paes = Maria paes = Mariana paes Antonio/ dias = Maria fernandes filhas Enettos dos primeiros des/ cobridores deste bairro quehoje he uilla denossa/ senhora dodesterro Eper quanto suas pessoas querem fazer/ s uasCazas Esem ordem deVossasMersses as naõ podemfazer/ pelloque pedem aVossasMersses lhe dem os chaõs quep artem/ Como Manoel Antonio pella Rua asima que uaj daz/ Cazas de pedroCabr al de mello peraCaza de/ estacio ferreira sem braças de testada Edequintal/ athe o olho dagoa queserue defontte aesta uilla/ quefiqua pera o ponentte EResseberaõ mersse, aqual/ petissaõ uista por nos Eseu pedir ser Justo puzemos/ per nosso des pacho Damos aos supplicantes seis braçaz/ de chaõs de testada aCadahú E de quintal qua/ renttabraças Em amesma parage quepedem o esCriuaõ/ daCamera lhep asse Cartta na forma ordinaria desterro/ EmCamera noue de março de mil eseis senttos Esinquo=/ entta esette Annos Antonio Luis de pinha = Joaõ Ribeiro/ Joze duartte; Saluador doLiueira Como mais clara mente/ seue doditto nosso despacho atras asj que per esta/ damos aos supplicantes os chaõs que em sua pettissaõ pede/ per suas Confrontt assoẽs E nos Reportamos aoforal/ ERegimenttos dasCameras que ainda naõ temos osquais/ chaõs nes ta uilla damos aos supplicantes per a elles E/ ellas eseus herdeiros asendenttes Edesendenttes forros/ Liures eizenttos de todo trebutto epenssaõ somenttes/ odizimo aDeos nossosenhor Ede hoje em dianttefaçaõ/ dos dittos chaõs seu querer E uonttade eper a Logo os a/ uemos per empossados aos dittos supplicantes dos dittos chaõs/ q uelhe auemos dado E naõ seraõ obrigados digo E naõ sera/ nesseçario outraposse alguã somenttes seraõ obrigados/ aseaRuarem pella Justissa q uando fizerem Cazas/ E esta nossa Cartta dedatta se Registara noLiuro/ dos Registos destaCamera peraque se saiba fizemos/ esta mersse aos supplicantes esupplicantas dada nesta uillafer/ moza de nossa senhora dodesterro dejundiahj sob. Nossos/ sinais somenttes Em os noue dias do mes de março de mil/ Eseis senttos esinquoentta esette Annos Eu Mathias/ machadoCastanho esCriuaõ daCamera o esCreuj per/ mandadodos dittos offissiais daCamera AntonioLuis de/ Pinha; Joaõ Ribeiro = jozeDuartte =PedroCabral de mello ––

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria Pais,
Autora indireta [0120]


Rede documental: Documento movido em conjunto com Ana Maria Pais, Mariana Pais e Maria Fernandes.
Catalogado por: MLS


[0121]-[voltar para o topo]

Maria Pedroza

Diz Maria Pedroza do termo da Vila de Parnaíba viúva com mais de setenta anos de idade com grande familia, que ela suplicante sofre muitas perturbações por ser pobre miserável de um seu vizinho Francisco de tal este homem tira madeiras e lavra nas terras da suplicante

1820
Imagem: APESP



Documento acessível, fotografado, parcialmente transcrito.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Maria Pedroza do termo da Vila de Parnaíba viúva com mais de setenta anos de idade com grande familia, que ela suplicante sofre muitas perturbações por ser pobre miserável de um seu vizinho Francisco de tal este homem tira madeiras e lavra nas terras da suplicante

(Edição feita por: Nicólli Garcia)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Sem indicação de tipo de documento. São Paulo, 1820. APESP - 1.1.619/94-2-31. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade: mais de setenta anos
Estado civil: Viúva
Morada: Parnaíba
Naturalidade:

Dados internos

Maria Pedroza,
Autora indireta [0121]


Catalogado por: Nicólli Garcia


[0122]-[voltar para o topo]

Maria Pires de Camargo

Diz Maria Pires de Camargo da Vila de Itu, viúva muito pobre e já decrépita que tendo dois filhos, um casado não lhe pode prestar socorro algum a sua subsistência, e outro está soldado na segunda companhia de Cavalaria da Legião desta cidade, e como por isto mesmo se acha a suplicante sem pessoa alguma que lhe cuide em plantar alguns legumes para seu sustento, por lhe faltar as forças; pretende ver se pode desviar a este seu filho soldado Vicente Pires de Camargo do serviço de Sua Alteza Real dando outro homem que ocupe o seu lugar (...)

1813
Imagem: APESP
A suplicante pede que seu filho soldado seja liberado do serviço militar prestado à Alteza Real, para que possa dela cuidar. Para esse pleito, a suplicante justifica que é muito pobre e se encontra em idade avançada, necessitando portanto de ajuda para plantar alguns legumes para o seu sustento. Como possui apenas dois filhos, um deles casado e que não tem condições de ajudar, ela suplica a dispensa do filho que está servindo como soldado, cuja presença é necessária para o seu socorro, em troca de outro homem que sirva em seu lugar.


Fotografado, Elisa Hardt, em 05/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1813. APESP - 1.1.0610/93-2-39. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Itu
Naturalidade:

Dados internos

Maria Pires de Camargo,
Autora indireta [0122]


Catalogado por: Patrícia Brasil


[0123]-[voltar para o topo]

Maria Vaz do Espirito Santo

Diz Maria Vaz do Espirito Santo desta cidade que ela suplicante tomou há poucos dias as chaves de uma morada de casas abaixo do pátio de Santa Ifigênia desta cidade onde esta morando

1820
Imagem: APESP
A suplicante mora em uma casa, mas por ser muito pobre não tem como se manter na mesma, recorrendo ao Juiz para que possa obter ajuda para se sustentar.


Documento acessível, fotografado, parcialmente transcrito.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Maria Vaz do Espirito Santo desta cidade que ela suplicante tomou a poucos dias as chaves de uma morada de Casas abaixo do pateo de Santa Ifigênia desta cidade onde está morando, e como oferecesse ocasião de estar em estado de sair de lá brevemente para ter

(Edição feita por: Nicólli Garcia)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1820. APESP - 1.1.619/94-2-15. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Santa Ifigênia, São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Vaz do Espirito Santo,
Autora indireta [0123]



Catalogado por: Nicólli Garcia


[0124]-[voltar para o topo]

Maria da Gloria do Amor Divino

Diz Maria da Glória do Amor Divino moradora da vila de Lorena que ela suplicante se acha de posse de uma porção de terras, estas no termo da mesma vila por doação gratuita que delas lhe fez seu tio Manoel Soares Machado há três anos para quatro nas quais vive arranchada com sua pobre família sendo a suplicante uma pobre viúva. Acontece que o Capitão Bento Joze Xavier da Silva por ser homem poderoso ir à casa do dito doador seu tio e seduzindo com seu respeito a que lhe vendesse aquelas terras que tinha doado à suplicante, (...)

1819
Imagem: APESP
Em 1819, as terras nas quais Maria da Glória do Amor Divino vive arranchada com sua pobre família são vendidas erroneamente por seu tio Manoel Soares Machado para o Capitão Bento José Xavier da Silva, seja contra sua vontade ou por caduquice, por ser de mais de 80 anos, homem rústico que não sabe ler nem escrever. De acordo com a suplicante, seu tio havia lhe prometido doá-las gratuitamente, porém não tinha passado escritura ou papel da referida doação.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Maria da Glória do Amor Divino moradora da vila de Lorena que ela suplicante se acha de posse de uma porção de terras, estas no termo da mesma vila por doação gratuita que delas lhe fez seu tio Manoel Soares Machado há três anos para quatro nas quais vive arranchada com sua pobre família sendo a suplicante uma pobre viúva. Acontece que o Capitão Bento Joze Xavier da Silva por ser homem poderoso ir à casa do dito doador seu tio e seduzido com seu respeito a que lhe vendesse aquelas terras que tinha doado à suplicante uma vez que lhe não tinha passado escritura ou papel da referida doação o que o dito doador recusou fazer fazendo-lhe ver que não eram suas e por isso as não podia vender e não obstante estas razões o referido Capitão custou fortemente a que lhas vendesse que ela não necessitava de terras, em tal caso que lhe doasse o preço por que lhas vendia no que o referido doador [] contra sua vontade ou por caduquice por ser de mais de 80 anos homem rústico que não sabe ler nem escrever e em [efeito] o mesmo comprador mandou passar o referido papel de venda notado como bem lhe parecer sem que parasse o preço da mesma venda; e vendo o vendedor e doador o erro em que tinha caído passou imediatamente a reclamar a referida venda judicial ao que o dito comprador se tem oposto e protesta atropelar a miserável suplicante com pleitos injustos cuja doação acima referida a suplicante verifica pelo documento que com este oferece a Vossa Excelência para que por sua reta justiça aja [] [] aos referidos pleitos injustos que o suplicado pertende para a suplicante para lhe usurpar as suas terras e tão necessárias arranchação da suplicante e sua família mandando que o mesmo entregue o referido papel e que mais em tempo algum não atropele a suplicante por cuja esmola não [se cara] de rogar a Deus Nosso Senhor pela preciosa vida e saúde de Vossa Excelência. Espera receber mercê. Informe o Comandante ouvindo o suplicado. São Paulo, 2 de Agosto de 1819.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Lorena, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-16. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Lorena
Naturalidade:

Dados internos

Maria da Gloria do Amor Divino,
Autora indireta [0124]


Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0125]-[voltar para o topo]

Maria de Brito

Diz Maria de Brito, parda forra, da freguesia de Cotia, que achando-se uma sua sobrinha de nome Antônia menor na casa de Luzia Leme de Campos, esta deu quarenta açoites na dita sobrinha da suplicante

1788
Imagem: APESP
Neste requerimento, Maria de Brito denuncia Luzia Leme de Campos por agredir a sobrinha da suplicante com quarenta açoites. Além disso, conta que o filho da suplicada, o capitão Bento Soares de Campos, agrediu Maria, humilhou-a publicamente e agora a ameaça com "castigos", "vinganças" e "prisões". Maria conta que ela e sua sobrinha (chamada Antônia, de apenas sete anos de idade e também forra) são pobres inocentes e que os suplicados "não tem nela domínio algum, mas por soberbos e absolutos naquela freguesia lhe poderão fazer maior vexamento". Segundo o despacho da autoridade destinatária do requerimento, que pode ser lido na margem superior do documento, o Tenente Coronel João Alves Fernandes foi ordenado a prender Bento Soares de Campos e conduzi-lo à cadeia da freguesia de Cotia. Além disso, foi decidido que Luzia Leme de Campos seria notificada para que em três dias fosse assinar o termo de "não entender mais com a suplicante e sua filha".


Documento acessível, fotografado e parcialmente transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1788. APESP - 1.1.600/92-1-9. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Parda forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria de Brito,
Autora indireta [0125]


Rede documental: Antônia; Luzia Leme de Campos
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0126]-[voltar para o topo]

Maria de Pinha

Maria de Pinha, dona viúva, moradora e povoadora desta vila formosa de Nossa Senhora do Desterro.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Maria de Pinha solicitando vinte braças de terras para a construção de uma casa onde pudesse "se recolher com os seus filhos".


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta de chaõs peraCazas/ De Maria dePinha Donna Viuua/ Os offissiais daCamera Juis Eureadores E mais offissiais/ desta uilla fermoz a de nossa senhor a doDesterro de/ Jundiahj Cappitania desam uissentte de q ue he do na ttario –/ Per petu per sua magestade o Marquez deCascais Etcetera fazemos/ as aber aos que esta nossa prezentte Car tta de datta de/ chaõs peraCazas Equintal uirem Como anos nos em/ uiou adizer per suapettissaõ na meafolha atraz/ esCritta Maria de pinha donna Viuua moradora Epouoadora/ desta uilla fer moza de nossa senhora doDesterro que ella/ supplicanta perten de fazer suas moradas deCazas pera se/ Recolher Com seus filhos Enaõ tem chaõs pera as poder/ fazer pello que pede aVossasMersses lhe dem uintte braças de/ chaõs de testada partindo das dattas deDomingos Alueres ferreira/ E Heronimo Bicudo Correndopera sima E dequintal/ athe oRibeiro noqueRessebera mersse; aqual pettissaõ uista/ per nos Eseu pedir ser Justo puzemos per nosso desp acho/ Damos asuplicanta os chaõs que em sua pettissaõ pede o es/ Criuaõ deCamera lhepasse Cartta naforma ordinaria des/ terro EmCamera noue de Março de mil Eseis senttoz E/ sinquoentta esette Annos AntonioLuis depinha = Joaõ Ribeiro/ Jozeduartte = Saluador doLiueira Como mais Largamente/ seue doditto nosso desp acho atras asj queper esta Damos/ asupplicanta os chaõs que em sua pettissaõ pede per suas Con/ frontta ssoẽs Como Consta per sua pettissaõ Enosso despacho/ E nos Reportamos aoforal ERegimentos dasCameras que ainda/ naõ temos osquais chaõs nesta Villa damos asupplicanta pera/ Ella E seus herdeiros asen denttes E desendenttes forros Liures/ E izenttos dettodo trebutto Epenssaõ somenttes odizimo aDeoz/ nossosenhor E dehoje Em diantte faça delles seuquerer E/ uo ntt ade epera Logo Em uertu de desta a auemos por/ Enpossada aditta supplicanta dos dittos chaõs quelhe auemoz/ dado Enaõ sera nesseçario outtra posse alguã somentes/ ser a obrigada asea Ruar pella Justissa quandofizer/ Cazas Eesta nossa Cartta de datta seRegistara noLiuro/ dos Registos destaCamera peraque se saiba fizemos/ Esta mersse asupplicanta dada nesta uilla fermoza de/ Bezerra/ Nossa senhora doDesterro deJundiahj sob. nossos sinais/ som enttes Em os noue dias do mes de março de mil/ Eseis senttos Esinquoentta Esette Annos Eu Mathiaz/ MachadoCastanho esCriuaõ daCamera oesCreuj per/ mandado dos dittos offissiais daCamera AntonioLuis depinha/ Joaõ Ribeiro = Joze Duartte PedroCabral de mello /.

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria de Pinha,
Autora indireta [0126]


Catalogado por: MLS


[0127]-[voltar para o topo]

Maria de Siqueira Delgada

Diz Maria de Siqueira Delgada, [...] que ela tem por vizinho imediato um Lourenço [] da mesma vila, com quem se contratou acautelarem anualmente qualquer incêndio casual, que pudesse resultar da queima das roças da suplicante, e em consequência tendo ela de queimar uma neste presente ano [...] porém subindo o fogo ao alto de um grande tronco, dele passou, impelido do vento, e comunicando-se a outras matérias combustíveis, foi queimar a casa do suplicado que é seu vizinho, e genro, [...]. Já se vê, Excelentíssimo Senhor, que da parte da suplicante não interveio a menor maldade, porém acontece, que o suplicado sendo um homem do cérebro esquentado, sem admitir razões tão convincentes, foi representar ao Juiz os deduzidos fatos, e ali com a sua autoridade obrigou a suplicante a passar ao suplicado um crédito da quantia de 64$000 réis

1818
Imagem: APESP
Um acidente durante a queima de mão comum nas roças da suplicante fez com que a casa de seu vizinho fosse queimada. Apesar de, da parte da suplicante, não ter havido a menor maldade, Maria de Siqueira Delgada conta que o suplicado seu vizinho exigiu que ela lhe pagasse a quantia de 64 mil réis. Maria requere, portanto, que lhe seja restituido o crétido extorquido para que ela possa pagar alguma quantia que seja justa e não a exorbitante [...] quantia daquele escandaloso crédito.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Maria de Siqueira Delgada, viúva de Bernardo Dias, moradora no termo da vila de Jundiaí, que ela tem por vizinho imediato um Lourenço [] da mesma vila, com quem se contratou acautelarem anualmente qualquer incêndio casual, que pudesse resultar da queima das roças da suplicante, e em consequência tendo ela de queimar uma neste presente ano; e desejando não prejudicar ao suplicado seu vizinho, nem a pessoa alguma, o convocou para na conformidade de sua convenção fazerem o proporcionado aceiro, que vedasse qualquer prejudicial incêndio. Assim o fizeram de mão comum; porém subindo o fogo ao alto de um grande tronco, dele passou, impelido do vento, e comunicando-se a outras matérias combustíveis, foi queimar a casa do suplicado que é seu vizinho, e genro, apesar de toda a prevenção, e de haverem muitas pessoas em circunferência, e por cima da mesma casa, sem que jamais pode se atalhar o fogo. Já se vê, Excelentíssimo Senhor, que da parte da suplicante não interveio a menor maldade, porém acontece, que o suplicado sendo um homem do cérebro esquentado, sem admitir razões tão convincentes, foi representar ao Juiz os deduzidos fatos, e ali com a sua autoridade obrigou a suplicante a passar ao suplicado um crédito da quantia de 64$000 réis, cuja obrigação ficou em mãos do mesmo Juiz porque é credor do supliciado; de sorte que sabendo aquele Magistrado que a suplicante vinha representar à Vossa Excelência aquela injustiça, respondeu, que como ele é quem há de informar, fiava isso por sua conta. Eis aqui pois, Excelentíssimo Senhor, o como são vexados os vassalos de Santa Majestade; e amantes súditos de Vossa Excelência e por isso recorre a suplicante; e com as mãos erguidas ao céu. Pede a Vossa Excelência seja servido livrá-la de semelhante opressão, mandando restituir-lhe o seu crédito extorquido pelo modo que se expõem; e que quando haja direito de pagar a suplicante alguma quantia ao suplicado seja o que justo e não a exorbitante [acima] quantia daquele escandaloso crédito. Espera receber mercê. Informe o Juiz Ordinário tendo muito presente a sua responsabilidade naqueles casos em que se provar que se dirigiu na administração da Justiça, por outras regras que não sejam as do bem público, e com a sua informação me mande a certeza de haver acomodado a suplicante com o suplicado. São Paulo, 9 de Agosto de 1819.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1818. APESP - 1.1.0616/93-5-14. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Jundiaí
Naturalidade:

Dados internos

Maria de Siqueira Delgada,
Autora indireta [0127]


Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0128]-[voltar para o topo]

Maria dos Anjos

Estevão Álvares Bezerra e Joaõ Álvares Bezerra e Maria dos Anjos e Agostinha Rodrigues, moradores nesta vila formosa do Desterro, todos filhos de Antônio Álvares Bezerra

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data das irmãs Maria dos Anjos e Agostinha Rodrigues, juntamente com seus dois outros irmãos, solicitando "um pedaço de terra" nos limites da vila para cada um, de modo que pudessem construir suas casas e, assim, aumentar o povoado.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Tresllado dehuã Car tta dedatta de/ chaõs peraCazas Equinttal de/ esteuaõ Alueres bezerra EJoaõ/ Alveres Bezerra E Maria dos An =/ jos Ea Agostinha Rodrigues –––/ Os offissiais daCamera Juis Eureadores Emais offissiais/ des ta uilla fer moza de nossa senhora doDesterro de Jundiahj Capittaniadesam Vissente deq uehe do nattario/ perpettuper sua magestade o Marques deCascais Etcetera/ fazemos asaber aos que esta nossa prezentte/ Cartta de datta de chaõs peraCazas Equinttal uirem/ como anos nos em uiraõ adizer per suapettissaõ na/ meafolha atras esCritta Esteuaõ Alueres Bezerra/ E Joaõ Alueres Bezerra E Maria ds Anjos Eagos/ tinha Rodrigues moradores nesta uilla fer moza doDesterro/ todos filhos de Anttonio Alueres Bezerra tam/ bem morador Epouoador daditta uilla queoditto/ s eup aj tem aCudido com tudo aquillo queselhe tem/ pedido asim pera aSustentassaõ do padre comopera/ obem Eaumentto destap ouoassaõ que hoje he uilla/ E hora elles supplicantes querem fazer suasCazaz/ noLemitte della Enaõ tem chaõs per a aspoder fazer/ pello quepedem aVossasMersses auendo Respeitto aoque alegaõ/ lhes facaõ mersse dar attodos os Jrmaõs hum pedasso/ de terra queoditto seupaj tem Rossado Epranttado/ noLimitte desta ditta uilla sobre oRibeiro dagoada/ Como atodos he nottorio pera elles supplicantes fazerem/ suasCazas pera bem Eaumentto destaditta/ uilla EResseberaõ Mersse aqual pettissaõ uista/ per nos Eseu pedir ser Justo puzemos por nosso/ despacho, damos aosupplicantes os chaõs que per suaz/ Bezerra/ +/ Confronttassoẽs pedem o esCriuaõ daCameralhe/ passe Cartta na forma ordinaria dsterr o EnCamera/ no ue de março de mil eseis senttos Esinquoentta/ Esette Annos Anttonio Luis depinha = Joaõ Ribeiro/ joze duartte = saluador doLiueira Como mais/ clara mente seue doditto nosso desp acho atras asj que/ per esta damos aos supplicantes os chaõs que em sua pe/ ttissaõ pedem per suas Confronttassoẽs Como Consta/ per suapettissaõ E nos Repor ttamos aoforal ERe/ gimentos dasCameras que a inda naõ temos osquais/ chaõs nesta uilla damos aos supplicantes pera elles Eseus/ herdeiros asendenttes edesendenttes forros Liurez/ E izenttos de todo trebutto epenssaõ somentes odizimo/ A Deos nossosenhor Ede hoje emdiantte facaõ delles/ seuquerer Euonttade eperalogo em uer tude desta/ os auemos per empossados aos dittos supplicantes doz/ dittos chaõs q uelhe auemos dado Enaõ sera ne/ seçario outtr aposse alguã somentes seraõ obrigadoz/ aseaRuarem pella Justissa quando fizerem/ Cazas E esta nossa Cartta de dattase Registara/ noLiuro dos Registos destaCamera peraquese saiba/ fizemos esta mersse aos supplicantes dada nesta Uilla/ fer mozade nossa senhora do desterro de Jundiahj/ sob. nossos sinais somentes Em os noue dias do/ mes de março de mil eseis senttos Esinquo entta/ Esette Annos Eu Mathias machadoCastanho es/ Criuaõ daCamera oesCreuj por mandado dos dittoz/ offissiais daCamera Antonio Luis depinha = joaõ Ribeiro/ joze duartte PedroCabral de mello /.

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria dos Anjos,
Autora indireta [0128]


Rede documental: A Carta de Data foi movida em conjunto com Agostinha Rodrigues.
Catalogado por: MLS


[0129]-[voltar para o topo]

Mariana Pais

Joaõ Pais, o moço Salvador Dias das Neves, Simão Jorge Francisco, Jorge José Preto, Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais, Antônio Dias, Maria Fernandes, filhas e netos dos primeiros descobridores deste bairro que hoje é vila de Nossa Senhora do Desterro.

1657
(documento sem imagem)
Carta de Data de Ana Maria Pais, Maria Pais, Mariana Pais e Maria Fernandes, filhas dos "primeiros descobridores" do que posteriormente seria a vila de Jundiaí, solicitando terras para suas casas.


Documento acessível e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Cartta de datta dechaõs p era Cazas E/ quintal de Joaõ Paes mosso E saluador/ dias das neues E Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria Paes = Maria paes Mariana/ paes Antonio dias Maria fer nandez/ –––––––––––––––––––––––––––– Bezerra/ Os offissiais daCamera Juis E ureadores Emais offissiais/ desta uilla fermoza de nossa senhora dodesterro de/ Jundiahj Cappitania desam Vissente dequehe donattarioper/ petuper sua magestade o Marques deCascais Etcetera fazemos/ asber atodos os que esta nossa prezente Cartta de/ datt ad e chaõs peraCazas Equintal uirem Como/ digo Eo conhesimento della Condirejtto pertençer como/ anos nos em uiaraõ adizer per sua pettissaõ na mea/ folha atras esCritta Joaõ paes omosso Saluador/ dias das neues Simaõ Jorge francisco Jorge Joze/ pretto Anna Maria paes = Maria paes = Mariana paes Antonio/ dias = Maria fernandes filhas Enettos dos primeiros des/ cobridores deste bairro quehoje he uilla denossa/ senhora dodesterro Eper quanto suas pessoas querem fazer/ s uasCazas Esem ordem deVossasMersses as naõ podemfazer/ pelloque pedem aVossasMersses lhe dem os chaõs quep artem/ Como Manoel Antonio pella Rua asima que uaj daz/ Cazas de pedroCabr al de mello peraCaza de/ estacio ferreira sem braças de testada Edequintal/ athe o olho dagoa queserue defontte aesta uilla/ quefiqua pera o ponentte EResseberaõ mersse, aqual/ petissaõ uista por nos Eseu pedir ser Justo puzemos/ per nosso des pacho Damos aos supplicantes seis braçaz/ de chaõs de testada aCadahú E de quintal qua/ renttabraças Em amesma parage quepedem o esCriuaõ/ daCamera lhep asse Cartta na forma ordinaria desterro/ EmCamera noue de março de mil eseis senttos Esinquo=/ entta esette Annos Antonio Luis de pinha = Joaõ Ribeiro/ Joze duartte; Saluador doLiueira Como mais clara mente/ seue doditto nosso despacho atras asj que per esta/ damos aos supplicantes os chaõs que em sua pettissaõ pede/ per suas Confrontt assoẽs E nos Reportamos aoforal/ ERegimenttos dasCameras que ainda naõ temos osquais/ chaõs nes ta uilla damos aos supplicantes per a elles E/ ellas eseus herdeiros asendenttes Edesendenttes forros/ Liures eizenttos de todo trebutto epenssaõ somenttes/ odizimo aDeos nossosenhor Ede hoje em dianttefaçaõ/ dos dittos chaõs seu querer E uonttade eper a Logo os a/ uemos per empossados aos dittos supplicantes dos dittos chaõs/ q uelhe auemos dado E naõ seraõ obrigados digo E naõ sera/ nesseçario outraposse alguã somenttes seraõ obrigados/ aseaRuarem pella Justissa q uando fizerem Cazas/ E esta nossa Cartta dedatta se Registara noLiuro/ dos Registos destaCamera peraque se saiba fizemos/ esta mersse aos supplicantes esupplicantas dada nesta uillafer/ moza de nossa senhora dodesterro dejundiahj sob. Nossos/ sinais somenttes Em os noue dias do mes de março de mil/ Eseis senttos esinquoentta esette Annos Eu Mathias/ machadoCastanho esCriuaõ daCamera o esCreuj per/ mandadodos dittos offissiais daCamera AntonioLuis de/ Pinha; Joaõ Ribeiro = jozeDuartte =PedroCabral de mello ––

(Edição feita por: Kathlin Carla de Morais (revisão: Verena Kewitz))

Documento primário catalogado

Câmara de Jundiaí. Carta de Data. Jundiaí, Brasil, 1657. CMJ - Sem indicação da indexação na fonte. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Jundiaí, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Mariana Pais,
Autora indireta [0129]


Rede documental: Documento movido em conjunto com Maria Pais, Ana Maria Pais e Maria Fernandes.
Catalogado por: MLS


[0130]-[voltar para o topo]

Mecia das Neves

Diz Mecia das Neves, moradora do termo da vila de Jundiaí, que sendo Salvador Cardozo morador vizinho da suplicante, e intentando este mudar a sua situação para o termo da vila de Mugi Mirim, na ocasião desta mudança pediu à suplciante um cavalo emprestado para o seu transporte, o qual a suplicante por compaixão lo emprestou, porém com condição do suplicado lho remeter dento em quinze dias, e tendo-se decorrido mais de um ano, não e possíve o suplicante querer fazer entre a suplicante do [] cavalo

1816
Imagem: APESP
Mecia das Neves emprestou um cavalo para seu vizinho para que ele pudesse fazer uma mudança, porém apenas se o cavalo fosse devolvido em quinze dias. Passou-se um ano, e Mecia pede a quantia estimada de vinte mil reis pelo cavalo, além de oito mil e novecentos devido a venda de alguns móveis. A Suplicante demonstra indignação e procura a Justiça, pois segunda a mesma é "reprovavel esta resistencia infundada no conhecimento que o Suplicado tem de que como a Suplicante he huma mizeravel viuva, com duas famílias".



Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Jundiaí, 1816. APESP - 1.1.612/93-3-2. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Jundiaí
Naturalidade:

Dados internos

Mecia das Neves,
Autora indireta [0130]


Catalogado por: Mariana Rodrigues de Vita; Elisa Hardt Leitão Motta


[0131]-[voltar para o topo]

Paula Maria Machada

E digo eu, Paula Maria Machada, viúva que fiquei de Agostinho, em vida deste defunto, meu marido e eu fizemos bastante gosto em vender nosso sítio pelo preço de trinta mil réis para Francisco Barboza Teixeira e a sua mulher Caterina Rodrigues

Imagem: APESP
Em um documento não-datado, a viúva Paula Maria Machada declara a venda de seu sítio para Francisco Barboza Teixeira e sua mulher, Caterina Rodrigue. Além disso, Paula descreve em detalhes a propriedade vendida e os terrenos ao seu redor, que incluem a casa de Ana Rodrigues.


Documento acessível, fotografado, parcialmente transcrito e revisado
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

E digo eu, Paula Maria Machada, viúva que fiquei de Agostinho em vida deste defunto, meu marido e eu fizemos bastante gosto em vender nosso sítio pelo preço de trinta mil réis para Francisco Barboza Teixeira e a sua mulher Caterina Rodrigues [**] [**] dito fizeram gosto bastante de comprar por este preço a saber tudo quanto pertence ao dito sítio: começa o rumo das terras a partir do ribeirão da estrada correndo serra acima até entestar com [**], ribeirão abaixo até dar na aguada de João de Mendonça, subindo por sua barrocada até a porteira no caminho que [**]sa de São Francisco para João Rodrigue, caminho direito até frontar um pau grande de [**], buscar o córrego da aguada que foi de José Pedrozo, subindo córrego acima até dar numa cachoeira, passa para outra banda rumo para o leste, serve de parede às testadas de João [**] e Berchor Moreira [**] até dar no caminho que passa de Berchor Moreira, caminhando para a casa de Ana Rodrigue da [**] as [**] carta de venda [**] cortando o [**] buscando um pau de [**] que está no [caminho] que [vem] para o mesmo sítio, caso [haja] algum embaraço obrigo-me a fazer boa a esta venda, como estou pago e satisfeito, pedi e roguei a Antonio da Costa Fernandes a que este, por mim [...] somente me assinou com o meu sinal costurado que uma cruz + cruz de Paula Maria Machada, eu, como testemunha que este vi fazer, João de Mendonça Figueiros, eu, como testemunha que este vi fazer, José de Aguiar Pedrozo, e declaro que estas ditas terras todas são lavradias para serem chamadas Itapeva, eu, como testemunha que este fiz a rogo de Paula Maria Machada, Antonio da Costa Fernandes.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Fernandes, Antônio da Costa . Declaração particular. São Paulo, Brasil, Sem data. APESP - 1.1.697/24. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Paula Maria Machada,
Autora indireta [0131]


Rede documental: Caterina Rodrigue
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0132]-[voltar para o topo]

Policena Maria

Diz Policena Maria, mulher de Fulgêncio da [***], moradores na Freguesia da Penha que o dito seu marido se acha muito transtornado do seu juízo, e em tal figura, que não finda [...] pernoitar pela sua vizinhança, por muitas vezes, mas até passar-se por esta cidade a fim de escapar da morte; por isso que a persegue sempre com uma faca para assassiná-la. E por que tem a suplicante a sua casa, e famillia ao desemparo naquela Freguesia, sem poder cuidar em seus arranjos pela loucura do seu marido, pede a Vossas Excelências sejam servidos mandá-lo recolher ao Hospital, para ali ser curado, e remediar-se desta sorte a fatalidade que pode acontecer em contrário caso

1821
Imagem: APESP
A suplicante pede que seu marido seja recolhido ao hospital, pois ela acredita que ele esteja mentalmente doente, transtornado do juízo, e, por isso, ameaça a sua vida, perseguindo-a com uma faca para assassiná-la. Ela justifica a necessidade de recolhê-lo para tratamento, a fim de evitar que aconteça o pior, porque precisa cuidar de sua casa e de sua família.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1821. APESP - 1.1.623/95-3-6. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Policena Maria,
Autora indireta [0132]


Catalogado por: Patrícia Brasil


[0133]-[voltar para o topo]

Rita Antônia da Silva Serra

Diz que, falecendo da vida presente o dito seu sogro e deixando bens da fortuna, há cinco para seis anos tem demorado a sogra do suplicante, Dona Rita Antônia da Silva Serra, as partilhas de todos os herdeiros

1786
Imagem: APESP
Em um processo de duração entre os anos 1774 e 1786, o suplicante João Franco da Cunha, marido de Ana Francisca de Andrade, acusa os herdeiros do falecido Antônio Francisco de Andrade e sua viúva, Rita Antônia da Silva Serra, de sonegarem bens que deveriam ser repartidos igualmente entre o suplicante e os suplicados. João ainda acusa a família de terem convencido sua mulher a pedir o divórcio através de um Libelo de Sevícias, por meio do qual alega-se maus tratos.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Silva, José Maurício da. Auto. São Paulo, Brasil, 1786. APESP - 1.1.601/92-1-23. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Rita Antônia da Silva Serra,
Autora indireta [0133]


Rede documental: Ana Francisca de Andrade
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0134]-[voltar para o topo]

Rita Maria de Cacia

Diz Rita Maria de Cacia moradora desta cidade ao pé da cadeia que ela suplicante tem por sua vizinha Joaquina (...), esta no dia doze do corrente de caso pensado (...) só afim de macular a suplicante e tudo isto motivado de uma grande inveja [...], e finalmente procurando-lhe todos os meios de lhe fazer mal no dia onze do corrente por ir um soldado matar um boi no seu quintal para ir a carne para os Quartéis, logo imediatamente teve a constância de mandar dar parte à Justiça onde lhe foram tomar conhecimento onde a suplicante saiu condenada em 6$h000 réis (...)

1819
Imagem: APESP
Ritta Maria de Cacia requere que alguma providência seja tomada quanto às ações de sua vizinha, Joaquina, que faz de tudo para lhe prejudicar.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor, Diz Ritta Maria de Cacia moradora desta cidade ao pé da cadeia que ela suplicante tem por sua vizinha Joaquina mulher de Antonio Manoel Pereira, esta no dia doze do corrente de caso pensado [desputura] com a suplicante só afm de macular a suplicante e tudo isto motivado de uma grande inveja de uma [] que a suplicante possui, e finalmente procurando-lhe todos os meios de lhe fazer mal no dia onze do corrente por ir um soldado matar um boi no seu quintal para ir a carne para os Quartéis, logo imediatamente teve a constância de mandar dar parte à Justiça onde lhe foram tomar conhecimento onde a suplicante saiu condenada em 6$h000 réis não sendo já a primeira vez, e dizendo que pretende atrasa-lo de lengua, e o marido estando por tudo isto. Excelentíssimo Senhor, a mulher do suplicando é [mesmo] acostumado a ser perturbador da paz por quanto há tempo que tinha uma pobre preta de nome Ritta que tinha por sua vizinha entraram estes pelo quintal e quase o mataram que logo daí há pouco tempo a morrera e tendo esta uma filha de nome Eva esta o querendo criminal não foi atendida porque o suplicado já tinha subornado a Justiça e tudo isso Excelentíssimo Senhor, pode se informar do Cirurgião Mor Joaquim Theobaldo Machado e da dita Eva porque o Cirurgião em razão de ser quem curou a mãe desta e por ser público e notório nesta cidade e o marido pronto para fazer estes honrosos delitos e demais prometendo que lhe há de fazer o mesmo que fez a dita Ritta preta. E como a suplicante é uma pobre mulher viúva sem pai nem mãe, Vossa Excelência como pai dos pobres pondo os olhos em Deus seja servido mandar que depois de informado da verdade dar as providências que Vossa Excelência costuma fazer aos malfeitores. portanto. Pede a Vossa Excelência se digne deferir a suplicante com a re[]ta justiça. Receberá mercê. (...)

(Edição feita por: )

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-37. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Rita Maria de Cacia,
Autora indireta [0134]


Rede documental: Joaquina
Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0135]-[voltar para o topo]

Roza Maria

Diz Salvador Pires de Morais e Roza Maria, ambos moradores em o Bairro do Corrego Vermelho Distrito da Vila Nova Bragança, Comarca desta cidade que Joze Pereira (...) deu a criar à mãe dos suplicantes um seu filho natural de nome Manoel, (...)

1820
Imagem: APESP
O documento trata sobre o pedido de Salvador Pires de Morais e Roza Maria para continuarem criando Manoel, menino que teria sido entregue para a mãe do casal pelo pai biológico, João Pereira. Depois de algum tempo, quando a mãe dos suplicantes falece, João Pereira pede que o filho seja entregue a ele. Os suplicantes negam o pedido, alegando que cuidam do menino.



Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1820. APESP - 1.1.618/94-1-35. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Bairro do Córrego Vermelho, distrito da Vila de Nova Bragança, São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Roza Maria,
Autora indireta [0135]


Catalogado por: Priscila Starline Estrela Tuy Batista


[0136]-[voltar para o topo]

Simoa Fernandes

Diz Simoa Fernandes da Freguesia de Santo Amaro, que Manuel da Silva Carmo morador no Cubatão de Santos lhe é a dever [...] réis de jornal do filho Luiz no serviço de Serra, querendo descontar esta quantia no que diz que lhe deve o genro da suplicante de nome Jozé Maria Pinto, por ter a suplicante abonado o dito genro [...] como a suplicante é muito pobre não pode cobrar judicialmente; por isso vale-se do amparo de Vossa Excelência para que o Alferes Inspetor das obras do caminho lhe mande pagar os jornais do dito seu filho que tanto necessita

1819
Imagem: APESP
O filho da suplicante, Luiz, trabalhava para Manuel da Silva Carmo, na Serra de Cubatão. Ela pede que o salário diário, o jornal, de seu filho seja pago, porque Manuel se recusou a pagar, alegando uma dívida relacionada à compra de uma espingarda em nome do genro da suplicante, de quem ela era fiadora. Ela, no entanto, alega que esse genro trabalhou por um tempo para Manuel da Silva Carmo, e que, portanto, a dívida estava paga.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.620/94-2-99. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Santo Amaro
Naturalidade:

Dados internos

Simoa Fernandes,
Autora indireta [0136]


Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0137]-[voltar para o topo]

Thomazia de Souza

Diz Thomazia de Souza viúva, moradora na vila de Santos que tendo um filho defeituoso, e um neto de nome Bento Jozé, que com seu trabalho mantém a sua decrépita idade, foi este recrutado para o Regimento de Caçadores que guarnece aquela vila, sendo que já foi escuso do Real Serviço em 1812 (...); recorre a suplicante, e pede a Vossa Exelência se digne mandar escusar ao sobredito seu neto

1817
Imagem: APESP
A suplicante pede que seu neto, que a sustenta em sua decrépita idade, seja dispensado do serviço militar. Ele foi erroneamente recrutado depois de já ter sido dispensado, em 1812 pelo Marquês de Alegrete. A justificativa dada foi que o Capitão Mor da vila pretendia preencher o número de recrutas, alheio à dispensa já emitida.


Fotografado, Sofia Zani, em 05/04/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1817. APESP - 1.1.0609/93-1-57. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Santos
Naturalidade:

Dados internos

Thomazia de Souza,
Autora indireta [0137]


Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0138]-[voltar para o topo]

Úrsula da Silva

Diz Úrsula da Silva natural da vila de Bragança que essa suplicante vendeu um cavalo para Floriano da Silva em preço de dez mil réis cuja quantia para pagar num mês e como já faz sete para oito anos que o dito devedor foi para a vila de Mogi Mirim [...] a suplicante se vale da caridade da Vossa Excelência para mandar que o comandante da vila de Mogi Mirim mande pagar a dita quantia para a suplicante

1821
Imagem: APESP
A suplicante vendeu um cavalo por dez mil réis a Floriano da Silva, e nunca recebeu o pagamento completo, pois o devedor se mudou para Mogi Mirim. Estando há mais de sete anos sem receber o resto do valor, ela pede que Floriano da Silva quite a dívida.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1821. APESP - 1.1.621/95-2-1. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade: Bragança

Dados internos

Úrsula da Silva,
Autora indireta [0138]


Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0001]-[voltar para o topo]

Aguida

indo a sua mulher ao Tatuapé à casa de Aguida forra

1822
Imagem: APESP
Em um requerimento datado de 1822, o capitão Joaquim da Silva Lima conta que Manoel Barboza deseja e tenta de diversas formas "furtar" a mulher do suplicante, chegando, inclusive, a empregar a vizinha de Aguida, Joana Vaz, como alcoviteira. Joaquim conta que "de fato em um destes dias esta alcoviteira açoitou em sua casa o suplicado e enganadamente fez com que a mulher do suplicante entrasse na sua casa e aí se puseram com ela ambos os dois a infurtarem-lhe para que não viesse mais para a companhia do suplicante". Segundo o suplicante, os suplicados também ameaçam sua mulher, tentando convencê-la de não estar "pelos seus ajustes" e dizendo "que a seu tempo lhe acompanharia de [**] amarrada no rabo de um cavalo". Além desse insulto, "o suplicado e a dita sua alcoviteira" tem "ido à procura do suplicante em seu sítio, dizendo que, se o suplicante estivesse presente, com uma faca de dois cortes havia de cozê-lo a facadas". Joaquim também afirma que os suplicados vivem rondando a sua casa e, por fim, requere que alguma ação seja tomada contra o suplicado e "sua alcoviteira".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Lima, Joaquim da Silva. Requerimento. São Paulo, Brasil, 1822. APESP - 1.1.624/95-3-38. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Aguida,
Nomeada em documento primário [0001]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0002]-[voltar para o topo]

Ana Rosa Pereira

Ana Rosa Pereira, preta de nação Angola

1776
Imagem: APM
Ana Rosa Pereira afirma que sua carta de alforria não está sendo respeitada pelo senhor Antônio de Afonseca, que a mantém em cativeiro, e solicita que se faça cumprir a alforria, neste requerimento feito em Vila Rica em 1776.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de Minas Gerais (SeGovMG). Requerimento. Vila Rica, Minas Gerais, 1776. APM - SG-CX.08-DOC.23. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/brtacervo/brtacervo.php?cid=751.

Termos de caracterização social usados no documento

'Preta de nação Angola; escrava'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Ana Rosa Pereira,
Nomeada em documento primário [0002]


Catalogado por: MCPS


[0003]-[voltar para o topo]

Ana da Fonseca

Anna da Fon[se]ca [cristã] n[ova] solteyra f[ilh]a de Luiz Nunes da Fon[se]ca q[ue] foy laurador de cana n[atur]al da Parahiba e m[orado]ra no engenho velho Bispado de Pernambuco

1728
Imagem: ANTT
Processada por judaísmo em 1728, foi condenada ao confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito perpétuo, e penitências espirituais.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, 1728. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00034. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2299901.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Solteira
Morada: Engenho Velho, distrito da Paraíba, Bispado Pernanbuco
Naturalidade: Paraíba

Dados internos

Ana da Fonseca,
Nomeada em documento primário [0003]


Chave de pesquisa: Cristã-nova
Catalogado por: MCPS


[0004]-[voltar para o topo]

Angela de Sequeira Aranha

Ilustríssima Senhora Dona Angela de Sequeira Aranha

Imagem: APESP
Em uma carta não-datada e sem local informado, Leonardo José de Souza discute questões financeiras que envolvem uma quantia não-informada de dinheiro, o seu irmão e a destinatária da missiva, a Dona Angela de Sequeira Aranha.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssima Senhora Dona Angela de Sequeira Aranha, Disse-me meu mano, quando partiu para a Curitiba, que no caso do Alferes Machado vir a precisar do dinheiro de que trata a carta inclusa, eu participasse a Senhora Dona Angela no caso de não ter feito em dinheiro essa quantia e como o dinheiro que havia ele levou e me deu ordem a ir comprando a fio é a razão por que participo à Senhora Dona Angela esta ordem que ele me deu à Senhora Dona Angela [**] o que lhe parecer a este respondo, pois eu estou pronto para cumprir as suas determinações com o que é. Da Senhora Dona Angela, venerador e obrigado criado, Leonardo José de Souza.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Souza, Leonardo José de. Carta. Sem indicação de local do documento. Sem data. APESP - 1.1.697/23. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Angela de Sequeira Aranha,
Nomeada em documento primário [0004]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0005]-[voltar para o topo]

Ana Francisca de Andrade

a rogos de um irmão do suplicante casei a minha filha Ana Francisca de Andrade com o mesmo para tanto padecer

1786
Imagem: APESP
Em um processo de duração entre os anos 1774 e 1786, o suplicante João Franco da Cunha, marido de Ana Francisca de Andrade, acusa os herdeiros do falecido Antônio Francisco de Andrade e sua viúva, Rita Antônia da Silva Serra, de sonegarem bens que deveriam ser repartidos igualmente entre o suplicante e os suplicados. João ainda acusa a família de terem convencido sua mulher a pedir o divórcio através de um Libelo de Sevícias, por meio do qual alega-se maus tratos.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Silva, José Maurício da. Auto. São Paulo, Brasil, 1786. APESP - 1.1.601/92-1-23. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Ana Francisca de Andrade,
Nomeada em documento primário [0005]


Rede documental: Rita Antônia da Silva Serra
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0006]-[voltar para o topo]

Ana Jacinta

[...] a humilde súdita Martinha Maria do Espírito Santo, casada e moradora de vila nova de Bragança [...] tem um filha de nome Ana Jacinta, cuja queria casar com um moço daquele distrito, porém embrassando-se nisto outro de nome Joze, [...] com promessas certas de o fazer, não quis a suplicante continuar o primeiro intento por ver havia melhoramento, e [...] antes de o fazer tiveram entre si ilícito conhecimento ficando por isso aquela infeliz difamada

1804
Imagem: APESP
A mãe de Ana Jacinta conta que sua filha ficou difamada após ter ilícito conhecimento com um moço da vila nova de Bragança e estragar um possível casamento com outro rapaz de nome Joze, sobrinho Joze Mariano Ferreira. Segundo a suplicante, o tio do rapaz, sabendo do ocorrido, teria o despersuadido e ocultado até o presente. Ela, então, requere que Joze Mariano Ferreira dê conta do dito sobrinho para que ela possa resolver a situação.


Fotografado, Elisa Hardt, em 05/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Illustrissimo e Excelentíssimo Senhor, O vulgar conhecimento e a rectidão com que Vossa Excelência se preza em protegar os desvalidos faz que ligeiro suba à respeitável presença de Vossa Excelência a humilde súdita Martinha Maria do Espírito Santo, casada e moradora de vila nova de Bragança que ela suplicante tem uma filha de nome Ana Jacinta, Cuja queria casar com um moço daquele distrito, porém embarassando-se nisto outro de nome Joze, sobrinho de Joze Marianno Ferreira com promesas certas de o fazer, não quis a suplicante continuar o primeiro intento por ver havia melhoramento, e assim andando-se neste intento antes de o fazer tiveram entre si ilícito conhecimento ficando por isso aquela infeliz difamada, porém sempre com o intento de fazer aquela restituição devida, o que sabendo aquele seu tio já referido Joze Marianno Ferreira o despersuadiu, e ocultou até o presente, ignorando o agravo que nisso cometeu a Deus em querer escurecer a consciencia e projeto do sobrinho neste dever, sendo eles iguais em qualidade: nestes termos sugerindo o zelo que Vossa Excelência tem do serviço de dues, pondo os olhos de piedade, e consideração em [seme.] [lastimazo] caso, Pede a Vossa Excelência seja servido mandar que o suplicado Joze Mariano Ferreira dê conta do dito seu sobrinho para o intento que pretende de que o anda desviando mortalmente [exvido] a figura em que se acha presentemente a referida, [] com a pena de que Vossa Excelência for servido impor-lhe. Espera receber mercê. São Paulo, 14 de Março, 1804. Sinal de Martinha + Maria do Espírito Santo.

(Edição feita por: Nicólli Garcia)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1804. APESP - 1.1.0608/93-1-14. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Bragança
Naturalidade:

Dados internos

Ana Jacinta,
Nomeada em documento primário [0006]


Catalogado por: Nicólli Garcia


[0007]-[voltar para o topo]

Ana Jozefa

Diz Manoel Álvarez dos Reis desta cidade que ele suplicante requeriu a Vossa Excelência o ter um seu escravo de nome Joaquim fugido [...] e que Dona Ana Jozefa procurava-o comprar por entreportas [...] vindo por este modo a malicia do suplicante que a dita suplicada sabe de seu escravo.

1820
Imagem: APESP
Manoel Álvarez dos Reis espera que a suplicada responda quanto ao sumiço do seu escravo e Ana Josefa alega já ter respondido ao Juiz de Foro. Após sua resposta o processo se extingue e não se encontra mais nos diários do Juiz, pois o suplicante não pode seguir com os termos.


Fotografado, Elisa Hardt, em 21/02/2020
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1820. APESP - 1.1.618/94-1-31. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Ana Jozefa,
Nomeada em documento primário [0007]


Catalogado por: Ananda Catharine Mota


[0008]-[voltar para o topo]

Ana Maria

Diz Ana Maria, preta forra moradora no termo desta cidade, que ela suplicante tem um filho de nome Benedito Antônio que haverá mais ou menos oito anos, que desapareceu da suplicante, sua mãe, e [...], teve a suplicante, notícias do dito seu filho estar em casa e sítio de Custódio Pinto, do termo da vila de Nova Bragança, desta comarca

1817
Imagem: APESP
Ana Maria conta que seu filho Benedito Antônio desapareceu há mais ou menos oito anos e que teve notícias dele estar na casa de Custódio Pinto, trabalhando como escravizado. A suplicante requere que lhe entreguem o seu filho e paguem os ordenados que ele tenha vencido pelo trabalho que realizou.


Fotografado, Elisa Hardt, em 21/02/2020.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Ana Maria, preta forra moradora no termo desta cidade, que ela suplicante tem um filho de nome Benedito Antônio que haverá mais ou menos oito anos, que desapareceu da suplicante, sua mãe, e [dep.] [] [], teve a suplicante, notícias do dito seu filho estar em casa e sítio de Custódio Pinto, do termo da vila de Nova Bragança, desta comarca e como este homem tem [] [] o serviço deste rapaz, filho da suplicante há anos bastantes trabalhando como própria [] escravo [] pagar ordenado, que pela lei for ordenado e entregar ao mesmo rapaz um cavalo e o mais, que [] portanto, Pede a Vossa Excelência seja servido fazer [] mandar que o Capitão Mor ou as Justiças da [] informado da verdade da suplicante o façam entregar a suplicante o dito seu filho, com os ordenados que o [] seu filho tiver vencido [] Remetido ao Juiz Ordinário da vila de Bragança para que examinando o conteúdo neste requerimento, e ouvindo o suplicado defira prontamente a suplicante com justiça. São Paulo, 5 de Fevereiro de 1817.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1817. APESP - 1.1.612/93-3-37. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Preta forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Ana Maria,
Autora indireta [0008]


Catalogado por: Mariana Rodrigues de Vita; Elisa Hardt Leitão Motta


[0009]-[voltar para o topo]

Ana Maria Gonçalves

Ana Maria Gonçalves, filha da suplicante, a qual casada com João do Prado, este querendo ausentar-se para a vila de São João de Atibaia levava em sua companhia a dita escrava

1797
Imagem: APESP
O documento é um auto de embargo entre André Quaresma, embargante, e João de Prado, embargado. Trata-se de uma disputa por uma escravizada chamada Paula. João e sua mulher, Ana Maria Gonçalves, ao tentarem ausentar-se para a vila de São João de Atibaia levando Paula em sua companhia foram impedidos por André Quaresma e sua mulher, Rita Gonçalves. Quitéria Rodrigues está envolvida na disputa como uma das suplicantes e autora indireta de parte do documento. Quitéria foi casada com o falecido Salvador Gonçalves, é a mãe de Rita Gonçalves e Ana Maria Gonçalves, e herdou dos pais a escravizada Paula. Ela é, portanto, a sua atual "dona". Como tal, no recto do sexto fólio, Quitéria exige que o embargo levantado por André e Rita seja retirado e que Paula seja entregue a ela, exigindo, por fim, que nenhum dos herdeiros "devam haver a referida escrava e nem por título algum" possam "dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral de Mogi Guaçu, termo desta vila, que, sendo ela suplicante como é casada com Salvador Gonçalves, este se ausentou há mais de trinta anos para as minas de Bambuí, da comarca de Minas Gerais. E ficando em poder dela a suplicante uma escrava parda de nome Paula, porque [**] a suplicante por herança de seus falecidos pais, Jerônimo Rodriguez do Prado e Antônia Rodriguez, cuja escrava se achava na companhia de Ana Maria Gonçalves, filha da suplicante, a qual casada com João do Prado. Este, querendo ausentar-se para a vila de São João de Atibaia, levava em sua companhia a dita escrava, ao que se opuseram André Quaresma e Rita Gonçalves, filha da mesma, por via de Embargo como herdeiros da suplicante; cujo embargo se fez e se depositou a referida escrava em poder de Ignácio Dias de Siqueira, [**] tudo assim, sem que a suplicante tenha falecido da vida presente. Pelo que é o requerimento da suplicante que Vossa Mercê, ouvindo aos suplicados, lhes mande por seu despacho levantar o embargo feito, e que se entregue à suplicante a referida escrava, pois que aqueles, e outros herdeiros que hajam de ser da suplicante, não devem haver [**] referida escrava e nem por título algum dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante que pede a Vossa Mercê seja servido assim o mandar. Espera receber mercê. Senhor Juiz Ordinário, Todo o alegado da suplicante em sua petição é verdade e o fazer-mos requerer embargo na escrava de que se trata foi porque João do Prado se queria assenhorear do que pertence a tantos. Não temos dúvida em que a suplicante receba a escrava.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Marques, Francisco Rodrigues. Auto. São Paulo, Brasil, 1797. APESP - 1.1.490/77-1-16. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Ana Maria Gonçalves,
Nomeada em documento primário [0009]


Rede documental: Paula; Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral; Rita Gonçalves
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0010]-[voltar para o topo]

Ana Martins de Macedo

Anna Martins de Maçedo molher de Francisco Carvalho Çapateiro, natural da Villa de Porto Calvo, e moradora no Recife de Pernambuco preza nos carceres desta Inquisição de Lisboa

1697
Imagem: ANTT
Ana Martins de Macedo é acusada de se casar novamente estando o seu primeiro marido ainda vivo, mas é absolvida após pagamento


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Sem indicação de local do documento. 1697. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00936. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2300819.

Dados biográficos conhecidos

Idade: 50 anos
Estado civil: Casada
Morada: Recife, Pernambuco
Naturalidade: Porto Calvo, Pernambuco

Dados internos

Ana Martins de Macedo,
Nomeada em documento primário [0010]


Chave de pesquisa: Bigamia
Catalogado por: BMS


[0011]-[voltar para o topo]

Ana Pedroza

[...] Não me acapacito que em consciência vossa mercê deva demasia, porque quando a minha sobrinha Ana Pedrosa trocou a Domingas pela tal rapariga Apolinária ainda esta era pequena e aquela já negra feita e já tinha parido uma vez e depois da troca pariu mais outra vez [...]

Imagem: APESP
Na década de 1780, o Alferes Francisco Xavier e Salvador Pedroso de Abreu realizam a troca de duas escravizadas: Apolinária e Domingas. Aparentemente, o Alferes decidiu cobrar uma demasia de Salvador, por acreditar que a escravizada Apolinária, que trocou, valesse mais do que a que recebeu, Domingas. Neste documento, Claudio Claudio Furquim Pedroso de Alvarenga conta ao seu destinatário, Salvador Pedroso de Abreu, que Apolinária não vale mais do que Domingas, pois, apesar desta ter sido arrematada em praça por 100 oitavas de ouro, valia no máximo 40 mil réis, enquanto aquela teria sido arrematada por 60 oitavas de ouro. Ana Pedroza é nomeada neste documento por seu tio, Claudio, por ter trocado a escravizada Domingas por Apolinária quando esta era pequena e aquela já negra feita, e já tinha parido uma vez, e depois da troca pariu mais outra vez.


Fotografado, Elisa Hardt, 02/03/2020.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Senhor Salvador Pedroso de Abreu, Vejo o que me diz a respeito de querer o Alferes Francisco Xavier cobrar de vossa mercê a demasia que ele diz da sua rapariga Apolinaria que foi trocada por Domingas que ficou para o monte: Não me acapacito que em consciência vossa mercê deva demasia, porque quando a minha sobrinha Ana Pedrosa trocou a Domingas pela tal rapariga Apolinaria ainda esta era pequena e aquela já negra feita, e já tinha parido uma vez, e depois da troca pariu mais outra vez, que a sua cria, já pertencia ao monte, que depois morreu se assim não fora também entraria com maior valor do monte [] Apollinaria rematada por cem oitavas de ouro foi [] houveram, e não porque tanto valesse na praça dos [] meu cunhado seu [*] Miguel [*] era [] seus bens, que podia fazer o que quisesse deles, e minha sobrinha [] senhora legítima por doação legítima da Doming[as] [] dela fazer o que quisesse a beneplácito de seu pai, pelo que []lha que não tem, nem podia ter demasia da Apollinaria para Domingas, que esta foi rematada também em praça por cinquenta [e oito] oitavas de ouro, que com duas oitavas de despesas faz a conta de 60 oitavas que tudo soma setenta e dois mil réis, e a dita Apolinaria o defunto meu cunhado me deu ordem para lançar nela até o preço de quarenta mil réis, ou oitavas porque mais não valia em consciência e se foi a mais foi por piques que houve na arrematação do juízo dos ausentes e a Domingas foi pelo seu justo preço arrematada pois não houveram piques. Mas foi vossa mercê passar o crédito mas como foi a fortiori e vossa mercê queria ver-te livre da potenciosa prisão em que se achava, pode ser que por isso seja atendido o seu requerimento no recto juízo aonde se houver de despachar. Estimarei todo o seu bom [*] que eu fico para servir a vossa mercê que Deus Guarde muitos anos. Apiaí, 29 de abril 178[*] De Vossa Mercê [*] venerador e amante tio, Claudio Furquim Pedroso de Alvarenga

(Edição feita por: Maria Clara Crespo; Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Alvarenga, Claudio Furquim Pedroso de. Carta. São Paulo, Sem data. APESP - 1.1.601/92-1-18. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Ana Pedroza,
Nomeada em documento primário [0011]



Rede documental: Rita; Izabél; Domingas; Apolinária
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0012]-[voltar para o topo]

Ana Rodrigues

sua mulher Ana Rodrigues foi presa na dita vila por um soldado por ser achada com uma baeta pela cabeça

1810
Imagem: APESP
José Pedrozo, “índio que foi de aldeia do Barueri”, requere a soltura de sua mulher, presa por estar com a cabeça coberta por uma baeta, o que configuraria o crime de embuçar-se. Em seu requerimento, José diz que os oficiais de justiça não querem soltar sua mulher sem o pagamento de oito mil réis, quantia que o casal não possui pois, segundo o suplicante, são muito pobres e não têm “nem o necessário sustento para não parecer de fome”. Uma adição posterior, datada de um dia após a redação do requerimento, mostra que um oficial do Quartel General de São Paulo ordena serem esclarecidos as seguintes questões: qual o motivo pelo qual impõem à Ana a pena de oito mil “quando pelo meu bando impõem a quantia de quatro mil réis” pelo mesmo crime; se o soldado que a prendeu estava munido de ordem para o fazer; e se Ana estava “embuçada com baeta, ou se estava com baeta, sem ser rebuçada”, pois o último não seria proibido.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimos e Excelentíssimos Senhores, Diz José Pedrozo, índio que foi de aldeia do Barueri e de presente morador na vila da Parnaíba, que sua mulher Ana Rodrigues foi presa na dita vila por um soldado por ser achada com uma baeta pela cabeça, e não querem soltá-la sem pagar a pena de 8$000 réis. E como a dita sua mulher e o suplicante são pobres e miseráveis, que nem tem o necessário sustento para não perecer de fome, e não tinha notícia do bando de Vossa Excelência e como [**] e ignorante [elevou] a baeta para ouvir missa, e a ignorância, parece a exclui do [**] além da sua pobreza e miserável condição. Por isso se prostra humilde aos benignos pés de Vossa Excelência para se dignar por compaixão mandá-la soltar e aliviar a condenação, porque o suplicante, além da sua pobreza, que é constante, da mesma sorte é aleijado e inábil de poder adquirir semelhante quantia quando nada tem para sustentar a dita sua mulher na cadeia, aonde se lhe faltar a incomparável caridade de Vossa Excelência morrerá de fome, e o suplicante lamentará por lhe não poder administrar o socorro. Portanto, pede a Vossa Excelência se digne por compaixão mandá-la soltar e absolver da dita pena visto que é pobre e miserável ignorante [**]. Espera receber mercê. São Paulo, 29 de dezembro de 1810. José Pedrozo.Informe ao capitão-mor qual o motivo por que se lhe impõem a pena de oito mil, quando pelo meu Bando impõem a quantia de quatro mil réis, e também se o soldado que a prendeu estava munido de ordem para o fazer, e se estava embuçada com baeta, ou se estava com baeta, sem ser rebuçada, pois não proíbo andarem de baeta, sim rebuçada. Quartel General de São Paulo, 30 de dezembro de 1810.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1810. APESP - 1.1.608/93-1-1. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Ana Rodrigues,
Nomeada em documento primário [0012]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0013]-[voltar para o topo]

Ana Vaz

e tendo em sua companhia uma sobrinha de nome Maria Francisca que criou desde idade de oito anos no dia vinte e três do corrente mês Luiza de tal, com sua filha Ana Vaz foram à casa da Suplicante e levaram sua sobrinha, e a fizeram casar com Manoel Vaz

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento, Angela Maria de Jesus conta que sua sobrinha, Maria Francisca, foi levada de sua casa por Luiza e Ana Vaz e casada com Manoel Vaz na ausência da suplicante e sem a autorização da mesma. Angela afirma que, não satisfeitas, as suplicadas estão insultando a suplicante com palavras indecentes e requere, portanto, que elas sejam obrigadas a alugar uma casada em outra freguesia para "assim viver a suplicante livre do precipício em que está". Ao averiguar o afirmado por Angela, Eleutério da Silva Prado confirma que Luiza e Ana Vaz induziram a sobrinha da suplicante a casar-se. Não encontra, porém, testemunhas que tenham ouvido os insultos proferidos à suplicante: "só dizem que ouviram a mesma queixar-se que aquelas as insultaram e que as ditas suplicadas com efeito não são de boa conduta e a suplicante que sim".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.613/93-3-74. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Ana Vaz,
Nomeada em documento primário [0013]


Rede documental: Angela Maria de Jesus; Maria Francisca [II]; Luiza
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0014]-[voltar para o topo]

Antônia

achando-se uma sua sobrinha de nome Antônia menor na casa de Luzia Leme de Campos, esta deu quarenta açoites na dita sobrinha da suplicante, tendo sete anos de idade, forra e incapaz de cometer culpa

1788
Imagem: APESP
Neste requerimento, Maria de Brito denuncia Luzia Leme de Campos por agredir a sobrinha da suplicante com quarenta açoites. Além disso, conta que o filho da suplicada, o capitão Bento Soares de Campos, agrediu Maria, humilhou-a publicamente e agora a ameaça com "castigos", "vinganças" e "prisões". Maria conta que ela e sua sobrinha (chamada Antônia, de apenas sete anos de idade e também forra) são pobres inocentes e que os suplicados "não tem nela domínio algum, mas por soberbos e absolutos naquela freguesia lhe poderão fazer maior vexamento". Segundo o despacho da autoridade destinatária do requerimento, que pode ser lido na margem superior do documento, o Tenente Coronel João Alves Fernandes foi ordenado a prender Bento Soares de Campos e conduzi-lo à cadeia da freguesia de Cotia. Além disso, foi decidido que Luzia Leme de Campos seria notificada para que em três dias fosse assinar o termo de "não entender mais com a suplicante e sua filha".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1788. APESP - 1.1.600/92-1-9. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 7 anos
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Antônia,
Nomeada em documento primário [0014]


Rede documental: Maria de Brito; Luzia Lemes de Campos
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0015]-[voltar para o topo]

Antônia de Barros

Antônia de Barros, cristã velha.

1591
Imagem: ANTT
Condenada ao degredo pela Justiça Secular por cinco anos para a América Portuguesa por adultério, acabou por ficar mais de trinta anos no Brasil, casando-se com o homem com quem se amigara enquanto seu marido ainda estava vivo em Portugal. Após quinze anos de casamento com o seu segundo marido, que dava "açoites e pancadas e muito má vida a ela confessante", cansada, acabou por fugir de casa e negar o casamento, que havia se dado de maneira irregular.


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

E que depois de assim se casar em face da Igreja com o dito segundo marido, Henrique Barbosa, sendo ela e ele sabedores que o seu legítimo marido, Álvaro Chaveiro, estava vivo, viveram ambos como casados em Porto Seguro mais de quinze anos e por ele vir a dar açoites e pancadas e muito má vida a ela confessante, lhe fugiu de casa e se meteu na Igreja da vila e começou a declarar e manifestar como o dito Henrique Barbosa não era seu marido legítimo, porquanto, quando com ela se casara no dito Porto Seguro, era vivo ainda (e depois vivera dois anos) o seu marido legítimo.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, Brasil., 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01279. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301167.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 60 anos
Estado civil: Viúva
Morada: Bahia, Brasil.
Naturalidade: Benavente, Portugal.

Dados internos

Antônia de Barros,
Nomeada em documento primário [0015]


Chave de pesquisa: Perjúrio
Catalogado por: MLS


[0016]-[voltar para o topo]

Barbara Heliodora Guilhermina da Silveira

Sua mulher, D. Bárbara Eliodora Guilhermina da Silveira. [...] Esta D. Bárbara não espera haver nada de seus pais ainda vivos, porque estes não têm o que lhe deixar. [ADIM V.3 p.350]

1789
(documento sem imagem)
Barbara Heliodora Guilhermina da Silveira (1759-1819), escritora e poeta, denunciada nos autos da inconfidência mineira.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Ouvidoria de Vila Rica (OVR). Auto de devassa. Vila Rica, Minas Gerais, 1789. IOM-PI - Sem indicação da indexação na fonte. Disponível em: http://portaldainconfidencia.iof.mg.gov.br/leitura/web/v2?p521.

Menção em documentos secundários

Reis 1989:92:

'E as mulheres da classe dominante? Qual a sua participação na conspiração enquanto esposas dos inconfidentes? Nos autos duas mulheres se destacam: *Barbara Heliodora Guilhermina da Silveira*, esposa do coronel e poeta Inácio Jose de Alvarenga Peixoto — proprietário de fazendas (pecuária e agricultura), terras minerals e de 132 escravos — Hipólita Jacinta Teixeira de Melo, esposa de Francisco Antônio de Oliveira Lopes'

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 30 anos
Estado civil: Casada
Morada:
Naturalidade: São João del Rey

Dados internos

Barbara Heliodora Guilhermina da Silveira,
Nomeada em documento primário [0016]


Catalogado por: MCPS


[0017]-[voltar para o topo]

Catarina Fernandes

Catarina Fernandes, cristã velha.

1591
Imagem: ANTT
Denunciou Maria Gonçalves Cajada, de alcunha "arde-lhe o rabo", por feitiçaria. Elas foram vizinhas, o que fez com que Catarina presenciasse um caso envolvendo papeizinhos, que eram supostos feitiços. A denunciante veio degredada de Portugal por cinco anos, "por ser culpada na morte de um homem".


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

E, denunciando, disse que houvera quatro meses que Domingas Gonçalves, cristã velha, sua vizinha, mulher de Anônio Pires Calafate, lhe rogou que dissesse a Maria Gonçalves, vizinha também, que se ela lhe não havia de fazer aquilo, que a não enganasse e tornasse o que lhe tinha dado. E por ela, denunciante, não entender então o que aquilo era, o disse assim à dita Maria Gonçalves, e ela lhe respondeu estas palavras: "por muito que ela mede, muito mais lhe mereço, porque eu ponho-me a meia-noite no meu quintal com a cabeça no ar, com a porta aberta para o mar e enterro e desenterro umas botijas, e estou nua da cintura para cima e com os cabelos, e falo com os diabos e os chamo, e estou com eles em muito perigo, e eu perdi uns papeis em que iam embrulhados uns pós (...)

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, Brasil., 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10748. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2310925.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 30 anos
Estado civil: Casada
Morada: Salvador, Brasil.
Naturalidade: Estremoz, Portugal.

Dados internos

Catarina Fernandes,
Nomeada em documento primário [0017]


Rede documental: Denunciante no processo de Maria Gonçalves Cajada
Catalogado por: MLS


[0018]-[voltar para o topo]

Catarina Marques

Processo de Catarina Marques parte cristã nova, solteira, filha de João Álvares Viana, mercador, natural e moradora na cidade do Rio de Janeiro.

1720
Imagem: ANTT
Processada por seguir a Lei de Moisés, apesar de ser batizada. Por não ter denunciado as outras pessoas que também se "haviam declarado por crentes e observantes da mesma lei" quando foi presa pela primeira vez, acabou por ser encarcerada em Lisboa uma segunda vez.


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Porque se mostra que sendo cristã batizada e, como tal, obrigada a ter e crer tudo o que tem, crê e ensina a Santa Madre Igreja de Roma. E não o fez, pelo contrário e de certo tempo a esta parte persuadida com o ensino e falsa doutrina de certa pessoa de sua nação, se apartou de nossa Santa Fé Católica e passou à crença da Lei de Moisés, tendo ainda agora por boa e verdadeira, esperando salvar-se nela.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, Portugal., 1720. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01376-1. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301268.

Termos de caracterização social usados no documento

'Parte cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 22 anos
Estado civil: Solteira
Morada: Rio de Janeiro, Brasil.
Naturalidade: Rio de Janeiro, Brasil.

Dados internos

Catarina Marques,
Nomeada em documento primário [0018]


Chave de pesquisa: Perjúrio
Catalogado por: MLS


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Catarina Quaresma

Catarina Quaresma, que ora está nesta cidade, casada com Pedro de Aires, castelhano, e se chama dona Catarina Quaresma

1593
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial (Salvador, 1593). Foi acusada de sodomia por ter se relacionado sexualmente com uma mulher (cerca de seis a oito anos antes do processo) e ter feito "o mesmo com outras meninas" anteriormente. Não chegou a confessar o "crime", afirmando que não se recordava se "ajuntaram seus vasos naturais", "nem se tiveram a deleitação".


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, 1593. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01289. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301177.

Menção em documentos secundários

(Vaifas, 2004:126):

Assim ocorreu com dona Catarina Quaresma, filha de um rico fazendeiro da Bahia, casada com poderoso senhor de engenho na época da Visitação: no tempo de solteira, aos 19 anos, mantinha relações frequentes com moças de sua idade ou mais jovens.

Termos de caracterização social usados no documento

'Meia cristã velha; Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 25 anos (aprox.)
Estado civil: Casada
Morada: Salvador
Naturalidade: Lisboa, Portugal

Dados internos

Catarina Quaresma,
Nomeada em documento primário [0019]


Chave de pesquisa: Sodomia
Catalogado por: MLS


[0020]-[voltar para o topo]

Caterina Rodrigue

fizemos gosto bastante em vender nosso sítio pelo preço de trinta mil réis para Francisco Barboza Teixeira e a sua mulher Caterina Rodrigue

Imagem: APESP
Em um documento não-datado, a viúva Paula Maria Machada declara a venda de seu sítio para Francisco Barboza Teixeira e sua mulher, Caterina Rodrigue. Além disso, Paula descreve em detalhes a propriedade vendida e os terrenos ao seu redor, que incluem a casa de Ana Rodrigue.


Documento acessível, fotografado, parcialmente transcrito e revisado
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

E digo eu, Paula Maria Machada, viúva que fiquei de Agostinho em vida deste defunto, meu marido e eu fizemos bastante gosto em vender nosso sítio pelo preço de trinta mil réis para Francisco Barboza Teixeira e a sua mulher Caterina Rodrigues [**] [**] dito fizeram gosto bastante de comprar por este preço a saber tudo quanto pertence ao dito sítio: começa o rumo das terras a partir do ribeirão da estrada correndo serra acima até entestar com [**], ribeirão abaixo até dar na aguada de João de Mendonça, subindo por sua barrocada até a porteira no caminho que [**]sa de São Francisco para João Rodrigue, caminho direito até frontar um pau grande de [**], buscar o córrego da aguada que foi de José Pedrozo, subindo córrego acima até dar numa cachoeira, passa para outra banda rumo para o leste, serve de parede às testadas de João [**] e Berchor Moreira [**] até dar no caminho que passa de Berchor Moreira, caminhando para a casa de Ana Rodrigue da [**] as [**] carta de venda [**] cortando o [**] buscando um pau de [**] que está no [caminho] que [vem] para o mesmo sítio. Caso [haja] algum embaraço obrigo-me a fazer boa a esta venda. Como estou pago e satisfeito, pedi e roguei a Antônio da Costa Fernandes a que este, por mim [...] somente me assinou com o meu sinal costurado que uma cruz + cruz de Paula Maria Machada. Eu, como testemunha que este vi fazer, João de Mendonça Figueiros. Eu, como testemunha que este vi fazer, José de Aguiar Pedrozo. E declaro que estas ditas terras todas são lavradias para serem chamadas Itapeva. Eu, como testemunha que este fiz a rogo de Paula Maria Machada, Antonio da Costa Fernandes.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Fernandes, Antônio da Costa. Declaração particular. São Paulo, Brasil, Sem data. APESP - 1.1.697/24. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Caterina Rodrigue,
Nomeada em documento primário [0020]


Rede documental: Paula Maria Machada
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0021]-[voltar para o topo]

Christina

Christina, escrava do capitão João Raposo, condenada pela Câmara por não ter aferido suas balanças em três oitavos de ouro.

1775
(documento sem imagem)
Christina foi uma mulher escravizada, condenada por não ter aferido sua balança.


Documento acessível.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Christina escravas aCapm. Ioaõ Rapozo Comdenada pe-/ la Camera por nam ter aferido suas balanças em 3/8s/ deouro

(Edição feita por: Bruno Maroneze)

Documento primário catalogado

Câmara de Vila Bela. Mapa de despesas e rendas. Vila Bela da Santíssima Trindade, Brasil., 1775. APMT - BR APMT.CVB.MR 0065 CAIXA 001. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Escrava'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Christina,
Nomeada em documento primário [0021]


Catalogado por: MLS


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Domingas Fernandes

Domingas Fernandes, cristã velha, mulher de Gonçalo Álvares Giga, presa no cárcere do Santo Ofício nesta cidade de Salvador.

1591
Imagem: ANTT
Foi denunciada por uma amiga sua por, ao presenciar uma punição pública feita pela Inquisição, ter chamado um meirinho e outros familiares do Santo Ofício de "beleguins". Foi também acusada de perjúrio por ter afirmado que uma pessoa era "sua prima e parenta não o sendo".


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

(...) mas que por respeito de ela ser vendedeira e falar agastada, tem muitos inimigos e inimigas que poderão falsamente testemunhar contra ela, (...) e que, pede, se use com ela de muita misericórdia e brevidade em seu despacho, porque está prenhe e tem crianças. E por mais não dizer, foi tornada à prisão.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, Brasil., 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01281. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301169.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha; vendedeira de mercearia e regataria'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Casada
Morada: Salvador, Brasil.
Naturalidade: Coimbra, Portugal.

Dados internos

Domingas Fernandes,
Nomeada em documento primário [0022]


Chave de pesquisa: Perjúrio
Catalogado por: MLS


[0023]-[voltar para o topo]

Feliciana de Lira Barros



1763
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, Cidade do Pará, 1763.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Cidade do Pará, Brasil., 1763. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/02707. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2302638.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 36 anos
Estado civil: Viúva
Morada: Cidade do Pará, Brasil
Naturalidade: Cidade do Pará, Brasil.

Dados internos

Feliciana de Lira Barros,
Nomeada em documento primário [0023]


Chave de pesquisa: Cristã-Velha
Catalogado por: IMV


[0024]-[voltar para o topo]

Felicitas Uxoa de Gusmão

D. Felicitas Uxoa de Gusmão p[ar]te de [cristã] n[ova] casada com Luiz da Fon[se]ca Rego que vive de suas Rossas n[atur]al de S[ão] Gonsalo e m[orado]ra no forte velho termo da Parahiba Bisp[a]do de Pernambuco

1730
Imagem: ANTT
Processada por judaísmo em 1730, foi condenada ao confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo e penitências espirituais. Fez parte do Auto de Fé de 4 de julho de 1732. Também conhecida como Felicitas Peres.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, 1730. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00011. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2299877.

Termos de caracterização social usados no documento

'Parte de cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 48 anos
Estado civil: Casada
Morada: Forte Velho, Paraíba
Naturalidade: Freguesia de S. Gonçalo de Tapecite

Dados internos

Felicitas Uxoa de Gusmão,
Nomeada em documento primário [0024]


Chave de pesquisa: Cristã-nova
Catalogado por: MCPS


[0025]-[voltar para o topo]

Felizarda

Felizarda, crioula, escrava q[ue] foi do falecido cap[itão] m[ór] Francisco Caetano Dantas

1804
Imagem: APM
Felizarda afirma que seu falecido senhor, o capitão Francisco Caetano Dantas, a vendeu ao padre Manuel Antônio Gomes por cento e vinte mil réis, e que, tendo ela levantado essa quantia para pagar ao padre por sua liberdade, solicita não ser levada de volta ao cativeiro enquanto não houver um parecer sobre o pagamento. O requerimento foi feito em Vila Rica em 1804, e o despacho não se encontra no arquivo.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de Minas Gerais (SeGovMG). Requerimento. Vila Rica, Minas Gerais, 1804. APM - SG-CX.63-DOC.37. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/brtacervo/brtacervo.php?cid=2795.

Termos de caracterização social usados no documento

'Crioula; escrava'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Felizarda,
Nomeada em documento primário [0025]


Chave de pesquisa: Escrava
Catalogado por: MCPS


[0026]-[voltar para o topo]

Felícia Tourinha

Felicia tourinha molher parda

1595
Imagem: ANTT
Acusada de superstição, feitiçaria e pacto com o demónio


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Sem indicação de local do documento. 1595. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01268. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/DetailsForm.aspx?id=2301155.

Menção em documentos secundários

ANTT:

Sentença: auto-da-fé de 09/06/1595. Escusada da penitência pública, abjuração de leve, penitências espirituais, repreendida e admoestada a não reincidir. Condenada a dez cruzados e pagamento de custas

Termos de caracterização social usados no documento

'Parda'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 33 anos
Estado civil: Casada
Morada: Olinda, Brasil
Naturalidade: Porto Seguro, Brasil

Dados internos

Felícia Tourinha,
Nomeada em documento primário [0026]


Chave de pesquisa: Preta Forra
Catalogado por: LJ


[0027]-[voltar para o topo]

Filipa Gomes Henriques

Felippa Gomes Henriques [cristã] n[ova] solteyra f[ilh]a de Andre Lopes mercador n[atur]al de V[il]a Real Arcebispado de Braga e m[orado]ra no engenho velho Bispado de Pernambuco

1731
Imagem: ANTT
Processada por judaísmo em 1731, foi condenada ao confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo e penitências espirituais. Fez parte do Auto de Fé de 4 de julho de 1732.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, 1731. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00010. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2299876.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 35 anos
Estado civil: Solteira
Morada: Engenho Velho, termo de Paraíba, bispado de Pernambuco
Naturalidade: Vila Real, arcebispado de Braga

Dados internos

Filipa Gomes Henriques,
Nomeada em documento primário [0027]


Chave de pesquisa: Cristã-nova
Catalogado por: MCPS


[0028]-[voltar para o topo]

Filipa Nunes

Felipa Nunes meya [cristã] n[ova] cazada com Jozé Nunes y viue de sua Rossa n[atur]al e m[orado]ra do Rio das marés termo da Parahiba Bisp[a]do de Pernambuco

1731
Imagem: ANTT
Processada por judaísmo em 1731, foi condenada ao confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo e penitências espirituais. Fez parte do Auto de Fé de 4 de julho de 1732.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, 1731. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00009. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2299875.

Termos de caracterização social usados no documento

'Meia cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 50 anos
Estado civil: Casada
Morada: Rio das Marés, termo de Paraíba, bispado de Pernambuco
Naturalidade: Rio das Marés, termo de Paraíba, bispado de Pernambuco

Dados internos

Filipa Nunes,
Nomeada em documento primário [0028]


Chave de pesquisa: Cristã-nova
Catalogado por: MCPS


[0029]-[voltar para o topo]

Filipa de Sousa

Felipa de Sousa, moradora nesta cidade, casada com Francisco Pirez, pedreiro, moradora nesta cidade junto de Nossa Senhora da Ajuda, a qual ela tem por cristã nova, que foi já casada com outro primeiro marido, defunto, Sergueiro, cristão novo

1591
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial (Salvador, 1591 a 1592), acusada de sodomia. Foi mencionada na confissão de Paula de Sequeira, com quem trocou "muitas cartas de amores e requebros" durante cerca de dois anos, dando-lhe "alguns abraços e alguns beijos" o que culminou em uma visita de Filipa de Sousa na qual Paula "lhe disse por palavras claras que fizessem o que dela pretendia". Também foi mencionada na confissão de Maria Lourenço, a qual relatou que Filipa de Sousa fingiu estar doente de madre para enganar o marido e poderem passar a noite juntas. Diziam que Filipa "namorava mulheres e tinha damas" e ela mesma confessou ter se relacionado com várias. Além de lhe serem impostas penitências espirituais, foi condenada a ser açoitada publicamente e ao degredo perpétuo para fora da capitania.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01267. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301154.

Menção em documentos secundários

(Vainfas, 2004:130):

A grande “fanchona” da Bahia (com perdão do anacronismo, pois esta palavra só era utilizada no masculino) foi a tal Felipa de Souza, a mesma que enviava “cartas de requebros e amores” para a esposa do contador del Rei. Natural de Tavira, no Algarve, contando cerca de 35 anos no tempo da Visitação, Felipa era mulher simples, e “ganhava sua vida pela agulha”. Fora viúva de um pedreiro e vivia casada com um lavrador modesto. Apesar de ter casado duas vezes, Felipa gostava mesmo é de mulheres, tendo a singular coragem de admiti-lo diante de Heitor Furtado, o nosso visitador do Santo Ofício, dizendo que as procurava “pelo grande amor e afeição carnal que sentia” ao vê-las. /E, com efeito, não perdia nenhuma portunidade de cortejar, seduzir e agarrar todas que lhe atravessavam o caminho, usando variada sorte de ardis, quer para provocar as parceiras cobiçadas, quer para enganar os maridos - o seu e os delas.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha; costureira'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 35 anos (aprox.)
Estado civil: Casada
Morada: Salvador
Naturalidade: Tavira, Portugal

Dados internos

Filipa de Sousa,
Nomeada em documento primário [0029]


Rede documental: Citada na confissão de Paula de Sequeira (parte)
Chave de pesquisa: Sodomia
Catalogado por: MLS


[0030]-[voltar para o topo]

Floriana Rodrigues

Floriana Ro[drigu]iz p[art]e de [cristã] n[ova] viuva de D[iog]o Pereyra soldado infante, n[atur]al do engenho do meyo e m[orado]ra no sitio do Rio do meyo Bispado de Pernambuco

1730
Imagem: ANTT
Processada por judaísmo em 1730, foi condenada ao confisco de bens, abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial a arbítrio, e penitências espirituais; fez parte do Auto de Fé de 4 de julho de 1732.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, 1730. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00012. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2299878.

Termos de caracterização social usados no documento

'Parte de cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Viúva
Morada: Sítio do Rio do Meio, bispado de Pernambuco
Naturalidade: Engenho do Meio, distrito de Paraíba

Dados internos

Floriana Rodrigues,
Nomeada em documento primário [0030]


Chave de pesquisa: Cristã-nova
Catalogado por: MCPS


[0031]-[voltar para o topo]

Francisca Luis

Francisca Luis mulher preta forra criola da cidade do porto casada com Domingos Soarez homem pardo Remedão ausente do qual não tem novas se vivo se morto vendedeira moradora nesta cidade

1592
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, Salvador, 1592


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

[fl. 3r] Aos quato(r)ze djas do mes de dezembro / de mjl equinhentos e nouenta e dous / annos nesta cjdade do ſaluador / Capitanja da bahia de todos os s[anc]tos / nas casas da morada dos[enh]or ujsi[tador] / dos[anc]to offj[cj]o hejtor furtado de mendoça / perante elle pareçeo ſendo chama / da *fr[ancis]ca luis* molher preta forra Crj / ola da Cjdade do porto casada / com domjngos ſoarez homẽ pardo / Remeda(õ) auſente do qual naõ tẽ / novas ſe he ujuo ſe morto vendedejra / moradora nesta cjdade, e logo foj / amoestada com mujta charjdade / pellos[enh]or ujsitador que ella declare / e comfeſse nesta mesa todas ſuas / culpas de todaſua ujda pertencẽ / tes a(e)lla e que falle a uerdade porq[ue] / iſso lhe aprouejtara mujto perades / [fl. 3v] cargo deſua concjencja epera ſeu bõ / despacho, respondeo, que ella estando / nacjdade do porto auera qujnze annos / morou d(a)s port(a)s adentro algũns / dous meses com marja alurez tece / dejramolher que en casa naõ tinha / marjdo, edespois ſe foj pera outr(a)s / partes e se ueo aesta bahia na qual es / tando auera treze annos ouujo djzer / aJsabel Ant[oni]a que despois de ella Ree / vinda ſe deziã n(o) porto que ella Ree / que peccara com aditta teçedejra no / peccado contra natura (,) porem que ella / Ree nesta mesa declara que nunca / tal peccado cometeo com aditta / teçedejra, et comfeſsou que auera / treze annos pouco mais (o)umenos / teue nesta cjdade amjzade com a / djctta Jsabel Ant[oni]a Molher q[ue] naõ tem / marjdo moradora nesta cjdade / [fl. 4r] que djzem que ueo doporto degradada / por usar o peccado nefando con outr(a)s / molheres epor ella ſer ſua natural / ella Ree agasalhou nesta cjdade em / ſua casa hum mes pouco mais ou / menos no qual tempo peccou com / ella o djtto peccado nefando alguãs / tres uezes, em djfferentes djas p(o)ndo {.} / se huã em cjma da outra e ajuntan / do ſeus corpos e uaſos e isto ſemauer / mediante outro nenhum Instromento / exterjor penetrante et ella Ree deſsi / naõ ſe lembra ſe (t)eue comprjmẽto / natural que as molheres costumaõ / nem ſabe ſe o teue adjcta compliçe porẽ / Ja por este caſo ellas ambas foraõ pre / ſas nesta cjdade pello Juizo ecclesi / astico, e ella Ree ſahio condenada que / ſe ſahiſe fora daquj mas despois a dej / xaraõ ficar, aquj e que isto s(o)o he o que / lhe lembra

(Edição feita por: Maria Clara Paixão de Sousa)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, 1592. ANTT - TSO-IL, 13787. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4510000.

Menção em documentos secundários

Priore 2004:130:

Mas o caso de Paula e Felipa não é o mais rumoroso de que temos notícia com base nos papéis da Inquisição, e sim a conturbada história de *Francisca Luiz* e Isabel Antônia. Solteira, Isabel já chegara à Bahia, em 1579, pela via do degredo, desterrada, ao que diziam, por pecar com outras mulheres. Infamada no Porto, de onde era natural, também na Bahia de Todos os Santos não tinha boa fama, a julgar por sua extraordinária alcunha: Isabel, “a do veludo”. E não se vá pensar que Isabel era assim chamada por trajar-se de veludo ou por vender roupas deste tecido; acontecia simplesmente que todos sabiam que ela usava um instrumento aveludado em suas relações sexuais. Isabel comprova que as discussões que costumavam ter os inquisidores e doutores da Igreja acerca do uso sacrílego de instrumentos não era mero devaneio de teólogos. / Francisca Luiz, sua parceira, era negra forra que também viera do Porto, abandonada pelo marido, e abrigaria Isabel por algum tempo. Eram amigas no Porto, quando não já amantes, e continuariam a sê-lo na Bahia. O romance parece ter sido muito difícil. Tornou-se motivo de escândalo público, sobretudo depois que Isabel, “a do veludo”, resolveu sair com um homem. Quando ela voltava de um de seus encontros, Francisca Luiz a interpelou na porta da casa onde moravam e começou a gritar: “Velhaca! Quantos beijos dás a seu coxo e abraços não me dás um!? Não sabes que quero mais um cono [vagina] do que quantos caralhos aqui há?!”. Descontrolada, Francisca passou dos insultos às vias de fato, pegando Isabel pelos cabelos e arrastando-a porta adentro com pancadas e bofetões, tudo à vista dos vizinhos.

Termos de caracterização social usados no documento

'Crioula; negra; preta forra; vendedeira'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos (aprox.)
Estado civil: Casada
Morada: Salvador
Naturalidade: Porto

Dados internos

Francisca Luis,
Nomeada em documento primário [0031]


Rede documental: O processo envolve Isabel Antónia (parte) e Isabel da Fonseca (denunciante)
Catalogado por: MCPS


[0032]-[voltar para o topo]

Francisca da Silva

Francisca da Silva viuva, que ficou de Patricio Jaques com três filhas todas pardas [...]

1805
(documento sem imagem)
O tenente Jose Correa da Silveira, através de um requerimento, pediu providências a respeito de Francisca da Silva e suas três filhas: Ana, Maria e Silveria, que invadiram a terra de um vizinho do suplicante, sem o conhecimento deste, e passaram a "confraternizar" no local; faziam "batuques desonestos" e jogos que incluíam “pancadas” e “facadas”. Além disto, o suplicante acusou Francisca e suas filhas de desencaminharem seus filhos e os dos vizinhos, sustentando-se através de furtos que os mesmos cometiam contra seus pais, e os escravos, que também frequentavam o local, cometiam contra os seus senhores. No requerimento consta ainda que as mulheres viviam concubinadas, o que fez com que o falecido marido de Francisa, Patricio Jaques, se retirasse da casa temendo que os “cúmplices” das suplicadas o matassem. Conclui que Francisca e suas filhas seriam perigosas ao bem público, pedindo às autoridades que as desterrassem ou as castigassem para que saíssem do continente.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Vila Rica, Minas Gerais, Brasil., 1805. APM - SG-CX.64-DOC.63. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/brtacervo/brtacervo.php?cid=3077.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Suaçui, Minas Gerais, Brasil.
Naturalidade:

Dados internos

Francisca da Silva,
Nomeada em documento primário [0032]


Chave de pesquisa: Terras mulheres
Catalogado por: IMV


[0033]-[voltar para o topo]

Francisca de Paula

Diz João Correa de Campos, da Freguesia de Araçariguama, que entre várias filhas, que tem, de legítimo matrimônio, é bem assim a uma de nome Francisca de Paula, a qual por miséria sua, e desgraça do suplicante; se deixou convencer da falsa promessa de casamento, que um seu Tio, Cunhado do Suplicante, chamado Salvador da Rocha Camargo, lhe fez;

1803
Imagem: APESP
Pai fala de uma de suas filhas, que se deixou levar por falsa promessa de casamento e perdeu a virgindade.


Fotografado, Elisa Hardt, em 05/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustrissimo e Excelentíssimo Senhor Diz João Correa de Campos, da Freguesia de Araçariguama, que entre várias filhas, que tem, de legítimo matrimônio, é bem assim a uma de nome Francisca de Paula, a qual por miséria sua, e desgraça do suplicante; se deixou convencer da falsa promessa de Casamento, que um seu Tio, Cunhado do suplicante, chamado Salvador Rocha Camargo, lhe fez; asseverando-lhe casaria com ela, por efeito de dispensa; e com esta asserção se deixou a mesma levar de sua virgindade; e para melhor conseguir o suplicante a sua depravada intenção, falhou com o suplicante pedindo-lhe a dita Moça, por esposa, e Repugnando o suplicante aquele casamento, em Razão do parentesco; tudo facilitou o suplicante; oferecendo-se para as despesas da dispensa: proclamaram-se os Contratantes, tratou-se da dispensa, fizeram as penitências; [...]

(Edição feita por: Nicólli Garcia; Daiana da Silva Teixeira)

Documento primário catalogado

Campos, João Correa de. Requerimento. São Paulo, 1803. APESP - 1.1.0608/93-1-22. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Araçariguama, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Francisca de Paula,
Nomeada em documento primário [0033]


Catalogado por: Nicólli Garcia; Daiana da Silva Teixeira


[0034]-[voltar para o topo]

Guiomar Lopes

Guiomar Lopes, cristã nova, mulher de Diogo Gonçalves Lapso.

1591
Imagem: ANTT
Denunciada por acolher em sua casa uma mulher que afirmavam ser feiticeira, chamada Maria Gonçalves Cajada, cuja alcunha era "arde-lhe o rabo", afirmou não saber se era cristã nova ou cristã-velha, e disse que a dita "feiticeira" não havia se hospedado em sua casa. Acabou retornando à Mesa do Tribunal do Santo Ofiício e confessou ser cristã nova e ter abrigado diversas vezes Maria Gonçalves Cajada em sua casa, o que a levou a ser processada por perjúrio.


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

(...) pede perdão e misericórdia por ser mulher e não entender quanto mal fazia à sua alma em não falar toda a verdade nesta mesa. E pediu, pelas chagas de Jusus Cristo a ele, senhor visitador, que lhe desse penitência de maneira que não ficasse desonrada, respeitando a ela ter uma filha moça donzela para casar e que dando-se-lhe penitência pública perdera casamento.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, Brasil., 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01273. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301160.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Casada
Morada: Salvador, Brasil.
Naturalidade: Beja, Portugal

Dados internos

Guiomar Lopes,
Nomeada em documento primário [0034]


Rede documental: O processo envolve Maria Gonçalves Cajada (parte)
Chave de pesquisa: Perjúrio
Catalogado por: MLS


[0035]-[voltar para o topo]

Guiomar Piçarra

Guiomar Piçarra casada com Manuel Lopes

1592
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial (Salvador, 1592), acusada de sodomia e de comer carne em dias defesos. Com 12 ou 13 anos, relacionou-se com Mécia, que tinha cerca de 18 anos. Afirmou terem chegado "ambas a tão desonesta amizade que" relacionaram-se sexualmente duas ou três vezes (em dias diferentes). Foi processada também por ter comido carne de um tatu do mato em um sábado com outras três mulheres, "todas vizinhas e amigas", "sem terem neccessidade de comer carne" (com exceção de uma que estava "parida e sangrada" e outra que estava "prenha secretamente").


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, 1592. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/01275. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2301163.

Menção em documentos secundários

(Vainfas, 2004: 126):

Foi o caso de Guiomar Pisçara, mulher de 38 anos, esposa de lavrador que, quando tinha cerca de 13 anos, deleitava-se com Méscia, “negra ladina da Guiné”, escrava domestica da família.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 38 anos
Estado civil: Casada
Morada: Itaparica
Naturalidade: Moura, Portugal

Dados internos

Guiomar Piçarra,
Nomeada em documento primário [0035]


Rede documental: O processo menciona Maria Pinheira
Chave de pesquisa: Sodomia
Catalogado por: MLS


[0036]-[voltar para o topo]

Hipólita Jacinta Teixeira de Melo

D. Hipólita Jacinta teixeira de Melo, filha do falecido Cap.-Mor (São João) Pedro Teixeira de Carvalho e irmã do então Cap.-Mor (São João) Gonçalo Teixeira de Carvalho [ADIM V.2 p.39]

1789
(documento sem imagem)
Hipólita Jacinta Teixeira de Melo (1748-1818), denunciada nos autos da devassa da inconfidência mineira, mencionada na bibliografia como autora da carta de denuncia de Joaquim Silvério dos Reis como traidor dos inconfidentes


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Ouvidoria de Vila Rica (OVR). Auto de devassa. Vila Rica, Minas Gerais, 1789. IOM-PI - ADIM II, 39, 11-13, 57, 03, 160-167, 184-186, 190-191, 445. Disponível em: http://portaldainconfidencia.iof.mg.gov.br/leitura/web/v2?p521.

Menção em documentos secundários

Reis 1989:92:

E as mulheres da classe dominante? Qual a sua participação na conspiração enquanto esposas dos inconfidentes? Nos autos duas mulheres se destacam: Barbara Heliodora Guilhermina da Silveira, esposa do coronel e poeta Inácio Jose de Alvarenga Peixoto — proprietário de fazendas (pecuária e agricultura), terras minerals e de 132 escravos — *Hipólita Jacinta Teixeira de Melo*, esposa de Francisco Antônio de Oliveira Lopes

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 41 anos
Estado civil: Casada
Morada:
Naturalidade: Prado, Minas Gerais

Dados internos

Hipólita Jacinta Teixeira de Melo,
Nomeada em documento primário [0036]


Catalogado por: MCPS


[0037]-[voltar para o topo]

Isabel

Digo eu Francisco Pedroso Furquim que é verdade tenho feito doação de uma escrava por nome Isabel gentio de sua terra de idade de vinte e cinco anos pouco mais ou menos com um filho por nome José, de três anos, à minha neta Rita, tanto da negra como [do filho] dou de minha livre vontade e com outorga de minha m[ulher] Maria de Alvarenga, [...] e poderá a dita [...] minha neta possuir e os tais escravos como seus que ficam sendo e todos os filhos que tiver [...]. Se [...] a dita minha neta falecer antes de tomar estado, ficarão os ditos escravos para outra neta que se seguir, não have[ndo] mais netas ficarão para se repartirem entre o[s netos] à disposição de seus pais

1745
Imagem: APESP
O documento é uma carta de doação, em que Francisco Pedroso Furquim doa à sua neta, Rita, a escrava Isabel e seus filhos. Isabel é caracterizada como "gentio da sua terra", termo utilizado no período colonial para se referir a povos nativos. O documento também especifica que caso Rita faleça, os escravos devem passar à neta herdeira seguinte. Os netos poderiam receber essa doação apenas no caso de que não houvesse mais netas.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Furquim, Francisco Pedroso. Carta de doação. São Paulo, 1745. APESP - 1.1.601/92-1-18. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Escrava; gentio de sua terra; negra'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 25 anos
Estado civil:
Morada: Araçariguama
Naturalidade:

Dados internos

Isabel,
Nomeada em documento primário [0037]


Rede documental: Ana Pedroza; Rita; Domingas; Apolinária
Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0038]-[voltar para o topo]

Isabel Antonia

Isabel Antonia mulher que não tem marido moradora nesta cidade que dizem que veio do Porto degradada por usar o pecado nefando com outras mulheres

1592
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, Salvador, 1592


Documento acessível, digitalizado e transcrito

Edição parcial do documento primário

[fl. 3r] Aos quato(r)ze djas do mes de dezembro / de mjl equinhentos e nouenta e dous / annos nesta cjdade do ſaluador / Capitanja da bahia de todos os s[anc]tos / nas casas da morada dos[enh]or ujsi[tador] / dos[anc]to offj[cj]o hejtor furtado de mendoça / perante elle pareçeo ſendo chama / da fr[ancis]ca luis molher preta forra Crj / ola da Cjdade do porto casada / com domjngos ſoarez homẽ pardo / Remeda(õ) auſente do qual naõ tẽ / novas ſe he ujuo ſe morto vendedejra / moradora nesta cjdade, e logo foj / amoestada com mujta charjdade / pellos[enh]or ujsitador que ella declare / e comfeſse nesta mesa todas ſuas / culpas de todaſua ujda pertencẽ / tes a(e)lla e que falle a uerdade porq[ue] / iſso lhe aprouejtara mujto perades / [fl. 3v] cargo deſua concjencja epera ſeu bõ / despacho, respondeo, que ella estando / nacjdade do porto auera qujnze annos / morou d(a)s port(a)s adentro algũns / dous meses com marja alurez tece / dejramolher que en casa naõ tinha / marjdo, edespois ſe foj pera outr(a)s / partes e se ueo aesta bahia na qual es / tando auera treze annos ouujo djzer / aJsabel Ant[oni]a que despois de ella Ree / vinda ſe deziã n(o) porto que ella Ree / que peccara com aditta teçedejra no / peccado contra natura (,) porem que ella / Ree nesta mesa declara que nunca / tal peccado cometeo com aditta / teçedejra, et comfeſsou que auera / treze annos pouco mais (o)umenos / teue nesta cjdade amjzade com a / djctta *Jsabel Ant[oni]a* Molher q[ue] naõ tem / marjdo moradora nesta cjdade / [fl. 4r] que djzem que ueo doporto degradada / por usar o peccado nefando con outr(a)s / molheres epor ella ſer ſua natural / ella Ree agasalhou nesta cjdade em / ſua casa hum mes pouco mais ou / menos no qual tempo peccou com / ella o djtto peccado nefando alguãs / tres uezes, em djfferentes djas p(o)ndo {.} / se huã em cjma da outra e ajuntan / do ſeus corpos e uaſos e isto ſemauer / mediante outro nenhum Instromento / exterjor penetrante et ella Ree deſsi / naõ ſe lembra ſe (t)eue comprjmẽto / natural que as molheres costumaõ / nem ſabe ſe o teue adjcta compliçe porẽ / Ja por este caſo ellas ambas foraõ pre / ſas nesta cjdade pello Juizo ecclesi / astico, e ella Ree ſahio condenada que / ſe ſahiſe fora daquj mas despois a dej / xaraõ ficar, aquj e que isto s(o)o he o que / lhe lembra

(Edição feita por: MAP | MCPS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, 1592. ANTT - TSO-IL, 13787. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=4510000.

Menção em documentos secundários

Priore 2004:130:

Mas o caso de Paula e Felipa não é o mais rumoroso de que temos notícia com base nos papéis da Inquisição, e sim a conturbada história de Francisca Luiz e *Isabel Antônia*. Solteira, Isabel já chegara à Bahia, em 1579, pela via do degredo, desterrada, ao que diziam, por pecar com outras mulheres. Infamada no Porto, de onde era natural, também na Bahia de Todos os Santos não tinha boa fama, a julgar por sua extraordinária alcunha: Isabel, “a do veludo”. E não se vá pensar que Isabel era assim chamada por trajar-se de veludo ou por vender roupas deste tecido; acontecia simplesmente que todos sabiam que ela usava um instrumento aveludado em suas relações sexuais. Isabel comprova que as discussões que costumavam ter os inquisidores e doutores da Igreja acerca do uso sacrílego de instrumentos não era mero devaneio de teólogos. / Francisca Luiz, sua parceira, era negra forra que também viera do Porto, abandonada pelo marido, e abrigaria Isabel por algum tempo. Eram amigas no Porto, quando não já amantes, e continuariam a sê-lo na Bahia. O romance parece ter sido muito difícil. Tornou-se motivo de escândalo público, sobretudo depois que Isabel, “a do veludo”, resolveu sair com um homem. Quando ela voltava de um de seus encontros, Francisca Luiz a interpelou na porta da casa onde moravam e começou a gritar: “Velhaca! Quantos beijos dás a seu coxo e abraços não me dás um!? Não sabes que quero mais um cono [vagina] do que quantos caralhos aqui há?!”. Descontrolada, Francisca passou dos insultos às vias de fato, pegando Isabel pelos cabelos e arrastando-a porta adentro com pancadas e bofetões, tudo à vista dos vizinhos.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Solteira
Morada: Salvador
Naturalidade: Porto

Dados internos

Isabel Antonia,
Nomeada em documento primário [0038]


Rede documental: Citada no processo de Francisca Luis (parte)
Catalogado por: MCPS


[0039]-[voltar para o topo]

Isabel Monteja

Isabel Monteja, cristã velha.

1591
Imagem: ANTT
Denunciou Maria Gonçalves Cajada, de alcunha "arde-lhe o rabo", por feitiçaria. Isabel afirmou que ela e a suposta feiticeira eram "inimigas capitais".


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

(...) a dita Maria Gonçalves dissera que se o bispo tinha mitra, que também ela tinha mitra e se o bispo pregava do púlpito, também ela pregava da cadeira e assim a dita Maria Gonçalves disse perante ela, denunciante, que fazia muito boas audiências as quais, se ela soubera em Pernambuco como aqui sabia, que nunca a prenderiam. E outrossim, diz que das suas feitiçarias sabem Antônia Pires, a branca, mulher que não tem marido e a mulher do porteiro da alfândega, que foi uma que chamam da alcunha "peixe frito", e uma castelhana, que chamam "morena", todas moradoras nesta cidade. E, do costume, disse que ela e a dita Maria Gonçalves são inimigas capitais.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, Brasil., 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10748. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2310925.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 50 anos
Estado civil: Casada
Morada: Salvador, Brasil.
Naturalidade: Luas, Portugal

Dados internos

Isabel Monteja,
Nomeada em documento primário [0039]


Rede documental: Denunciante no processo de Maria Gonçalves Cajada
Catalogado por: MLS


[0040]-[voltar para o topo]

Isabel da Silva

Isabel da Silva, cristã nova, viúva de Bento de Lucena.

1724
Imagem: ANTT
Acusada de perjúrio, Isabel da Silva foi condenada a ser açoitada pelas ruas públicas de Lisboa e degredada por oito anos para o Algarve. Foi processada por seguir a Lei de Moisés, apesar de ser batizada na Igreja Católica.


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

O que tudo visto e o mais que dos autos constou, foi declarada por Herege Apóstata de Nossa Santa Fé Católica e que incorreu em sentença de excomunhão maior e em confisco de todos os seus bens para o Fisco e Câmara Real e nas mais penas em direito contra semelhantes estabelecidas./ Visto porém como, usando a ré de bom e saudável conselho, confessou suas culpas na Mesa do Santo Ofício com mostras e sinais de arrependimento, pedindo delas perdão e misericórdia, com o mais que dos autos resultou.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Lisboa, Portugal., 1724. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00698-1. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2300577.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Viúva
Morada: Rio de Janeiro, Brasil.
Naturalidade: Rio de Janeiro, Brasil.

Dados internos

Isabel da Silva,
Nomeada em documento primário [0040]


Chave de pesquisa: Perjúrio
Catalogado por: MLS


[0041]-[voltar para o topo]

Isabel de Lamas

Isabel de Lamas, cristã velha, mulher de Francisco Martins, natural deste Pernambuco, ré presa que presente está como quem tinha pouca reverência ao venerandíssimo Tribunal do Santo Ofício e pouco temor de Deus e da condenação de sua alma, vindo à mesa jurou nela falso em caso grave pertencente ao Santo Ofício

1594
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial (Olinda, 1594), acusada de perjúrio. Denunciou seu marido, com quem se casara aos 12 anos de idade, acusando-o de sodomia. Afirmou em sua denúncia que em todo o tempo casada seu marido nunca se relacionara sexualmente "naturalmente" com ela, comentendo o "pecado" da sodomia todas as vezes. Isabel acabou por confessar ter mentido a respeito da denúncia "movida de ódio e má vontade que tinha ao dito seu marido", por viverem sem morada fixa e "ele dar nela bofetadas e pancadas com paus e a tratar mal e lhe dar má vida".


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Olinda, 1594. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/09480. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2309626.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 18 anos (aprox.)
Estado civil: Casada
Morada: Pernambuco, Brasil
Naturalidade: Pernambuco, Brasil

Dados internos

Isabel de Lamas,
Nomeada em documento primário [0041]


Chave de pesquisa: Sodomia
Catalogado por: MLS


[0042]-[voltar para o topo]

Jacinta

[...] lhe disparam um tiro que não ofendeu o suplicante por não ser [...] a sua hora de morte; entrando o suplicante no conhecimento quem seria [...] Antonio Pereira filho de Jacinta de tal moradora neste mesmo Distrito cujo tiro foi dado no suplicante sem razões e motivos pois que diferença alguma tinha o suplicante com o dito Pereira e ignorando o suplicante quais motivos tinha este suplicado para semelhante atentado

1820
Imagem: APESP
O suplicante, Francisco Antonio de Jesus, estava no casa de seu vizinho enfermo, no quintal pegando água, quando quase levou um tiro. O autor do tiro, Antonio Pereira, foi identificado como sendo filho de Jacinta, e o suplicante alegou não ter desavença nenhuma entre eles, ou motivo qualquer pelo tiro. Assim, ele pede que o suplicado seja preso.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1820. APESP - 1.1.620/94-2-75. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Parnaíba
Naturalidade:

Dados internos

Jacinta,
Nomeada em documento primário [0042]


Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0043]-[voltar para o topo]

Joana Vaz

e para cujo fim ocupou a Joana Vaz, vizinha a mesma Aguida para sua alcoviteira

1822
Imagem: APESP
Em um requerimento datado de 1822, o capitão Joaquim da Silva Lima conta que Manoel Barboza deseja e tenta de diversas formas "furtar" a mulher do suplicante, chegando, inclusive, a empregar a vizinha de Aguida, Joana Vaz, como alcoviteira. Joaquim conta que "de fato em um destes dias esta alcoviteira açoitou em sua casa o suplicado e enganadamente fez com que a mulher do suplicante entrasse na sua casa e aí se puseram com ela ambos os dois a infurtarem-lhe para que não viesse mais para a companhia do suplicante". Segundo o suplicante, os suplicados também ameaçam sua mulher, tentando convencê-la de não estar "pelos seus ajustes" e dizendo "que a seu tempo lhe acompanharia de [**] amarrada no rabo de um cavalo". Além desse insulto, "o suplicado e a dita sua alcoviteira" tem "ido à procura do suplicante em seu sítio, dizendo que, se o suplicante estivesse presente, com uma faca de dois cortes havia de cozê-lo a facadas". Joaquim também afirma que os suplicados vivem rondando a sua casa e, por fim, requere que alguma ação seja tomada contra o suplicado e "sua alcoviteira".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Lima, Joaquim da Silva. Requerimento. São Paulo, Brasil, 1822. APESP - 1.1.624/95-3-38. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Joana Vaz,
Nomeada em documento primário [0043]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0044]-[voltar para o topo]

Joaquina

Diz Ritta Maria de Cacia moradora desta cidade ao pé da cadeia que ela suplicante tem por sua vizinha Joaquina [...], esta no dia doze do corrente de caso pensado [...] só afim de macular a suplicante e tudo isto motivado de uma grande inveja [...], e finalmente procurando-lhe todos os meios de lhe fazer mal no dia onze do corrente por ir um soldado matar um boi no seu quintal para ir a carne para os Quartéis, logo imediatamente teve a constância de mandar dar parte à Justiça onde lhe foram tomar conhecimento onde a suplicante saiu condenada em 6$h000 réis [...]

1819
Imagem: APESP
Ritta Maria de Cacia requere que alguma providência seja tomada quanto às ações de sua vizinha, Joaquina, que faz de tudo para lhe prejudicar.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo Excelentíssimo Senhor, Diz Ritta Maria de Cacia moradora desta cidade ao pé da cadeia que ela suplicante tem por sua vizinha Joaquina mulher de Antonio Manoel Pereira, esta no dia doze do corrente de caso pensado [desputura] com a suplicante só afm de macular a suplicante e tudo isto motivado de uma grande inveja de uma [] que a suplicante possui, e finalmente procurando-lhe todos os meios de lhe fazer mal no dia onze do corrente por ir um soldado matar um boi no seu quintal para ir a carne para os Quartéis, logo imediatamente teve a constância de mandar dar parte à Justiça onde lhe foram tomar conhecimento onde a suplicante saiu condenada em 6$h000 réis não sendo já a primeira vez, e dizendo que pretende atrasa-lo de lengua, e o marido estando por tudo isto. Excelentíssimo Senhor, a mulher do suplicando é [mesmo] acostumado a ser perturbador da paz por quanto há tempo que tinha uma pobre preta de nome Ritta que tinha por sua vizinha entraram estes pelo quintal e quase o mataram que logo daí há pouco tempo a morrera e tendo esta uma filha de nome Eva esta o querendo criminal não foi atendida porque o suplicado já tinha subornado a Justiça e tudo isso Excelentíssimo Senhor, pode se informar do Cirurgião Mor Joaquim Theobaldo Machado e da dita Eva porque o Cirurgião em razão de ser quem curou a mãe desta e por ser público e notório nesta cidade e o marido pronto para fazer estes honrosos delitos e demais prometendo que lhe há de fazer o mesmo que fez a dita Ritta preta. E como a suplicante é uma pobre mulher viúva sem pai nem mãe, Vossa Excelência como pai dos pobres pondo os olhos em Deus seja servido mandar que depois de informado da verdade dar as providências que Vossa Excelência costuma fazer aos malfeitores. portanto. Pede a Vossa Excelência se digne deferir a suplicante com a re[]ta justiça. Receberá mercê. (...)

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-37. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Joaquina,
Nomeada em documento primário [0044]


Rede documental: Rita Maria de Cacia
Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0045]-[voltar para o topo]

Jozefa Joaquina

Diz Marcelina escrava que foi do falecido Brigadeiro Joze Joaquim Xavier de Toledo, que tendo Dona Jozefa Joaquina herdeira daquele falecido, e senhora da suplicante conferido-lhe liberdade pela quantia de 115$200 réis, preço porque foi avaliada no Inventário, a que se procedeu, acontece agora haver rasgado a dita Carta de Liberdade, que lhe havia passado, e por isso repugna a suplicada receber aquela quantia, querendo exigir no presente a de 204$800 réis, que excede quase o dobro da avaliação,

1819
Imagem: APESP
Trata-se de uma escrava que alega ter comprado a liberdade de sua senhora, agora falecida, que rasgou a carta de liberdade e exige uma quantia muito maior. A suplicante requere, portanto, que a suplicada seja mandada a receber a quantia pela qual Marcelina foi avaliada em inventário, e que confira liberdade à suplicante, como de antes o havia feito. Jozefa Joaquina respende ao requerimento, afirmando serem falsas as acusações de Marcelina.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Marcelina escrava que foi do falecido Brigadeiro Joze Joaquim Xavier de Toledo, que tendo Dona Jozefa Joaquina herdeira daquele falecido, e senhora da suplicante conferido-lhe liberdade pela quantia de 115$200 réis, preço porque foi avaliada no Inventário, a que se procedeu, acontece agora haver rasgado a dita Carta de Liberdade, que lhe havia passado, e por isso repugna a suplicada receber aquela quantia, querendo exigir no presente a de 204$800 réis, que excede quase o dobro da avaliação, sendo certo em Direito, que nenhum possuidor da coisa pode pedir por ela mais do que é devido, e neste caso não é a suplicante obrigada a maior quantia do que a de sua avaliação, segundo a disposição das Leis do Reino, que [] protege o Direito da Liberdade. Estes fatos assim ponderados, e encaminhados à disputa judicial, lançam a miserável suplicante a extraordinários dispêndios, quais não pode sustentar pela sua pobreza, é portanto que recorre a Vossa Excelência para que intervindo a benignidade e recta administração do seu Governo, se digne mandar que a suplicada receba a quantia de avaliação e por ela confira liberdade à suplicante, como de antes o havia feito, de cuja Graça alcançada receberá mercê. O Senhor Brigadeiro Ajudante de Ordens de Semana haja e me apresente a resposta da suplicada. São Paulo, 13 de Novembro de 1819. Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, É inteiramente falso dizer a escrava suplicante que tendo-lhe eu conferido liberdade rasguei a carta respectiva, porque nunca a mandei passar por pessoa alguma, por não saber ler nem escrever, e não haver motivo ou [circunstância] alguma para tal; procedendo a falsidade do presente requerimento em haver por quem a quisesse comprar, e para isso me mandasse instar, e por dar eu o preço porque a poderia vender com a pequena filha que tem de peito em razão de ser lícito a cada qual pedir pelo que é seu o que lhe convém, e não ser obrigado a vender contra a sua vontade coisa alguma, pelo preço que oferece quem quer comprar; daqui nasce por capricho do oculto comprador a inventiva de ter eu passado Carta de Liberdade a esta escrava, e tê-la largado, a fim de a libertar com este pretexto pelo preço da avaliação que ela teve no Inventário passado a fugir do meu poder há cinco dias a mesma escrava, e recolher-se à casa do comprador onde se acha, e no entretanto simuladamente suplicar à Vossa Excelência com falsidade tais, em vista das quais Vossa Excelência mandará o que for servido. São Paulo, 14 de Novembro de 1819. A rogo de Dona Jozefa Joaquina Xavier de Toledo, Jozé Antonio de Barros Lima.

(Edição feita por: )

Documento primário catalogado

Lima, José Antonio de Barros. Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-38. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Dona'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Herdeira
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Jozefa Joaquina,
Nomeada em documento primário [0045]


Rede documental: Marcelina
Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0046]-[voltar para o topo]

Liberata

Diz Maria Antonia da Conceição, da vila de Bragança desta Capitania, que na mesma é casada com Bernardo da Costa, o qual vive concubinado com Liberata de tal, e pela mesma razão não faz caso algum da suplicante; [...]

1819
Imagem: APESP
Maria Antonia da Conceição conta que seu marido vive concubinado com Liberata, e que por isso tem abandonado a suplicante. Ela requere, aqui, que a autoridade destinatária do documento faça o Capitão Mor obrigar o seu marido a voltar a viver com a suplicante sob a pena de que não fazendo ser castigado.


Fotografado, Mariana de Vita, em 10/04/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor, Diz Maria Antonia da Conceição, da vila de Bragança desta Capitania, que na mesma é casada com Bernardo da Costa, o qual vive concubinado com Liberata de tal, e pela mesma razão não faz caso algum da suplicante; e por isso sofre muitas necessidades; e não há remédio algum a que aquele suplicado se deixe da dita sua Amasia; e porque se Vossa Excelência pode dar fim ao mal da suplicante; por cuja razão. Pede a Vossa Excelência se digne haver por bem mandar que o Capitão Mor daquela dita vila faça apartar ao suplicado da [] e contumácia em que existe, afim de ir viver com a suplicante; pena de que não o fazendo ser castigado o mesmo suplicado ao arbítrio de Vossa Excelência. Espera receber mercê. Remetido ao Sargento Mor Comandante de Bragança para haver as informações precisas, e cumprir em termos da recomendada retidão as minhas recomendações em benefício da boa ordem do seu Distrito. São Paulo, 14 de Setembro de 1819. (...)

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1819. APESP - 1.1.0616/93-5-27. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Concubinada
Morada: Bragança
Naturalidade:

Dados internos

Liberata,
Nomeada em documento primário [0046]


Rede documental: Maria Antonia da Conceição
Catalogado por: Laryssa Albino Bezerra Rogério de Oliveira; Elisa Hardt Leitão Motta


[0047]-[voltar para o topo]

Luiza

no dia vinte e três do corrente mês, Luiza de tal com sua filha Ana Vaz foram à casa da suplicante e levaram sua sobrinha e a fizeram casar com Manoel Vaz

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento, Angela Maria de Jesus conta que sua sobrinha, Maria Francisca, foi levada de sua casa por Luiza e Ana Vaz e casada com Manoel Vaz na ausência da suplicante e sem a autorização da mesma. Angela afirma que, não satisfeitas, as suplicadas estão insultando a suplicante com palavras indecentes e requere, portanto, que elas sejam obrigadas a alugar uma casada em outra freguesia para "assim viver a suplicante livre do precipício em que está". Ao averiguar o afirmado por Angela, Eleutério da Silva Prado confirma que Luiza e Ana Vaz induziram a sobrinha da suplicante a casar-se. Não encontra, porém, testemunhas que tenham ouvido os insultos proferidos à suplicante: "só dizem que ouviram a mesma queixar-se que aquelas as insultaram e que as ditas suplicadas com efeito não são de boa conduta e a suplicante que sim".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.0613/93-3-74. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Luiza,
Nomeada em documento primário [0047]


Rede documental: Angela Maria de Jesus; Maria Francisca [II]; Ana Vaz
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0048]-[voltar para o topo]

Luzia Leme de Campos

achando-se uma sua sobrinha de nome Antônia menor na casa de Luzia Leme de Campos, esta deu quarenta açoites na dita sobrinha da suplicante

1788
Imagem: APESP
Neste requerimento, Maria de Brito denuncia Luzia Leme de Campos por agredir a sobrinha da suplicante com quarenta açoites. Além disso, conta que o filho da suplicada, o capitão Bento Soares de Campos, agrediu Maria, humilhou-a publicamente e agora a ameaça com "castigos", "vinganças" e "prisões". Maria conta que ela e sua sobrinha (chamada Antônia, de apenas sete anos de idade e também forra) são pobres inocentes e que os suplicados "não tem nela domínio algum, mas por soberbos e absolutos naquela freguesia lhe poderão fazer maior vexamento". Segundo o despacho da autoridade destinatária do requerimento, que pode ser lido na margem superior do documento, o Tenente Coronel João Alves Fernandes foi ordenado a prender Bento Soares de Campos e conduzi-lo à cadeia da freguesia de Cotia. Além disso, foi decidido que Luzia Leme de Campos seria notificada para que em três dias fosse assinar o termo de "não entender mais com a suplicante e sua filha".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1788. APESP - 1.1.600/92-1-9. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Luzia Leme de Campos,
Nomeada em documento primário [0048]


Rede documental: Antônia; Maria de Brito
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0049]-[voltar para o topo]

Luzia Pinta

Luzia Pinta preta forra f[ilh]a de M[anu]el da Graça natural da cidade de Angola e m[orado]ra na V[ila] do Sabará Bisp[a]do do Rio de Janeiro

1739
Imagem: ANTT
Preta forra, acusada de bruxaria e superstições


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Sem indicação de local do documento. 1739. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/00252. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2300124.

Menção em documentos secundários

ANTT:

Data da prisão: 18/12/1742. Sentença: auto-da-fé de 21/06/1744. Abjuração de leve, quatro anos de degredo em Castro Marim, não entrar mais em Sabará, penitências espirituais. A ré foi transferida dos cárceres da custódia para os cárceres secretos a 19/04/1743

Termos de caracterização social usados no documento

'Preta forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 50 anos
Estado civil: Solteira
Morada: Junto da capela de Nossa Senhora da Soledade, freguesia da Igreja Grande da vila de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, bispado do Rio de Janeiro, Brasil
Naturalidade: Angola

Dados internos

Luzia Pinta,
Nomeada em documento primário [0049]


Chave de pesquisa: Preta forra
Catalogado por: LJ


[0050]-[voltar para o topo]

Manoela Pedroza

Diz João José de Andrade da vila de Bragança que sendo casado com Manoela Pedroza, querelou dela por adultério, que a fez prender na cadeia da mesma vila [...]

1819
Imagem: APESP
Manoela foi presa, repudiada pelo marido e acusada de adultério, entretanto a secretaria não a mantem presa por um longo tempo já que seu companheiro está em posição vexosa diante da sociedade. O argumento usado é que ela poderia queixar-se do marido anteriormente por ser um homem rixoso, causador de barulhos e intrigas.


Fotografado, Mariana Rodrigues de Vita, em 02/07/2019
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Excelentíssimos e Ilustríssimos Senhores, Diz João José de Andrade da vila de Bragança que sendo casado com Manoela Pedroza, querelou dela por adultério, que a fez prender na cadeia da mesma vila onde se acha; e porque dali tumou o Capitão Mor da mesma vila ocasião de mandar prender ao suplicante, e o conserva na cadeia o melhor de um mês sme outra culpa; recorre, humildemente, Pede a Vossa Excelência e [S.S.] sejam servidos mandar que o sobredito Capitão Mor instantaneamente o solte, e quando tinha outros crimes, que o suplicante ignora, e é impossivel, que com verdade se lhe atribuam, o remeta com elas à sala deste respeitável Governo, onde o suplicante melhor exporá todas as sem razões com que é vexado, e oprimido. Espera receber mercê. Excelentíssimos e Ilustríssimos Senhores, Fiz prender ao suplicante que há muito já se acha solto não pelo mesmo ter querelado de sua mulher; porque é permitido a cada um usar de seu direito; suposto que suplicante devia antes ser querelado pela mulher em razão de a ter repudiado, e estar vivendo escandalosamente em casa de uma sua concubina; o mesmo suplicante é rixoso, e causador de barulhos, e intrigas, que é pelo que o prendi, afim de procurar a pacificação dos povos. Vossa Excelência e [S.S.] mandarão o que dorem servidos. Vila de Bragança, 11 de Março de 1819. Jacinto Rodriguez Bueno.

(Edição feita por: Ananda Catharine Mota)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Bragança, 1819. APESP - 1.1.615/93-4-44. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Bragança
Naturalidade:

Dados internos

Manoela Pedroza,
Nomeada em documento primário [0050]


Catalogado por: Ananda Catharine Mota


[0051]-[voltar para o topo]

Marcela de Oliveira Pontes

Diz Inácio Xavier de Matos, do termo da vila de Parnaíba, que falecendo na vila de Bragança sua sogra Marcela de Oliveira Pontes, deixando vários herdeiros, e entre eles alguns menores de 25 anos, acontece que um filho da falecida de nome José Álvares de Oliveira empossando-se dos bens de sua falecida mãe, não tem feito inventário, para dar partilha aos mais herdeiros, por cujo motivo o suplicante passando-se aquela dita vila de Bragança, denunciou vocalmente ao Juiz de órfãos, compelisse ao dito José Álvares de Oliveira a fazer inventário

1820
Imagem: APESP
É dito em um documento anexo que Marcela Oliveira Pontes herdou de seu marido, Simplício, bens e a casa onde moravam, onde ela continuou a morar com seus filhos, até que eles se casassem e fossem embora. Um dos filhos, José Álvares de Oliveira, no entanto, nunca se casou, e passou a ser a cabeça de casa, comprando e vendendo terras e escravos com os lucros da mãe. Quando ela morreu, deixando filhos maiores e menores de idade, José não distribuiu a herança com seus irmãos. Assim o requerente, que era genro da falecida Marcela, urge o Juiz de Órfãos a cumprir com o seu dever de agir no melhor interesse dos órfãos menores, exigindo que a partilha do Inventário fosse cumprida.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1820. APESP - 1.1.619/94-2-28. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Bragança
Naturalidade:

Dados internos

Marcela de Oliveira Pontes,
Nomeada em documento primário [0051]


Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


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Maria Antônia

ele suplicante se vê vexado de José Antônio de Oliveira, por andar concubinado com Maria Antônia, mulher do suplicante

1816
Imagem: APESP
Neste documento, José Ribeiro requere que alguma ação seja tomada contra José Antônio de Oliveira por este ter-lhe tirado Maria Antônia, sua mulher. Além disso, segundo José Ribeiro, o suplicado há anos promete e deseja matar o suplicante.


Fotografado, Elisa Hardt, em 02/05/2019.
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1816. APESP - 1.1.610/93-2-4. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Antônia,
Nomeada em documento primário [0052]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0053]-[voltar para o topo]

Maria Barbosa

Maria Barbosa molher parda casada com Joam da cruz ourives natural da cidade de Evora moradora na da baja de todos os sanctos partes do Brasil presa no carçere da jnquisição desta cidade de Lisboa

1612
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, acusada de proposições heréticas, em 1612, na Bahia. Presa neste ano, terminou por ser solta e voltar a Portugal; lá é novamente processada, e condenada em 1614 a, entre outros, "ir ao auto-da-fé com vela acesa na mão" e "não voltar àquela zona do Brasil".


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Sem indicação de local do documento. 1612. ANTT - TSO-IL, 3382. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2303336.

Termos de caracterização social usados no documento

'Parte de cristã-nova; parda'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 50 anos
Estado civil: Casada
Morada: Baía, Brasil
Naturalidade: Évora

Dados internos

Maria Barbosa,
Nomeada em documento primário [0053]


Catalogado por: MCPS


[0054]-[voltar para o topo]

Maria Cardosa

consta a suplicante que esta prisão é maquinada pelo ajudante Daniel da Rocha Franco, que não procura outra coisa mais que perseguir aos pobres como já tem feito indiferentes tempos sair desta mesma dita vila Manoel Marcelino do Prado, João de Sequeira Cardozo, Bernardino Domingues, João Manoel, Maria Cardoza

1821
Imagem: APESP
Neste requerimento, Maria Gerturdes de Siqueira conta que o ajudante Daniel da Rocha Franco quer prender o filho mais velho da suplicante, João, apesar do mesmo ser a sua principal fonte de sustento e viver com a mãe e as irmãs "honesta e morigeradamente". Segundo Maria Gertrudes, Daniel teria maquinado a prisão de João, pois "não procura outra coisa mais que perseguir aos pobres", obrigando-os a vender suas moradias e terrenos por metade dos valores e a fugirem para outros distritos onde possam escapar desse "não bom homem". A suplicante menciona uma mulher de nome Maria Cardosa, que, entre outras pessoas, foi também perseguida por Daniel. Maria Gertrudes afirma, ainda, que Daniel já havia sido castigado pelas autoridades devido aos atos descritos no requerimento, mas que, por ser rico e descendente dos majores da vila, "espera sempre a impunidade da tirania que derrama sobre os povos". Em seguida, Daniel justifica o pedido de prisão do filho de Maria afirmando ser falso todo o tratado no requerimento da suplicante: "o filho é tão mau que vive o soluto com a má criação da mãe rondando a minha casa com cópula com as minhas escravas, comendo por mãos delas tudos oculto de mim, que muito me tem vexado". As acusações de Daniel são corroboradas por Francisco Xavier César: "e logo queixou-se-me o dito ajudante que o dito João lhe andava rondando a sua casa e que as suas escravas nem água podiam ir buscar no rio".


Docuemnto acessível, fotografado e parcialmente transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1821. APESP - 1.1.624/95-2-37. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo, Brasil
Naturalidade:

Dados internos

Maria Cardosa,
Nomeada em documento primário [0054]


Rede documental: Maria Gertrudes de Siqueira
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0055]-[voltar para o topo]

Maria Francisca [II]

e tendo em sua companhia uma sobrinha de nome Maria Francisca que criou desde idade de oito anos, no dia vinte e três do corrente mês, Luiza de tal com sua filha Ana Vaz foram à casa da suplicante e levaram sua sobrinha e a fizeram casar com Manoel Vaz

1819
Imagem: APESP
Neste requerimento, Angela Maria de Jesus conta que sua sobrinha, Maria Francisca, foi levada de sua casa por Luiza e Ana Vaz e casada com Manoel Vaz na ausência da suplicante e sem a autorização da mesma. Angela afirma que, não satisfeitas, as suplicadas estão insultando a suplicante com palavras indecentes e requere, portanto, que elas sejam obrigadas a alugar uma casada em outra freguesia para "assim viver a suplicante livre do precipício em que está". Ao averiguar o afirmado por Angela, Eleutério da Silva Prado confirma que Luiza e Ana Vaz induziram a sobrinha da suplicante a casar-se. Não encontra, porém, testemunhas que tenham ouvido os insultos proferidos à suplicante: "só dizem que ouviram a mesma queixar-se que aquelas as insultaram e que as ditas suplicadas com efeito não são de boa conduta e a suplicante que sim".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1819. APESP - 1.1.613/93-3-74. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria Francisca [II],
Nomeada em documento primário [0055]


Rede documental: Angela Maria de Jesus; Ana Vaz; Luiza
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0056]-[voltar para o topo]

Maria Gonçalves Cajada

Maria Gonçalves Cajada, cristã velha.

1591
Imagem: ANTT
Maria Gonçalves Cajada, de alcunha "arde-lhe o rabo" foi denunciada por sete mulheres por ser feiticeira. Ela havia sido degredada de Portugal para a América Portuguesa por atear "fogo em umas casas e por atirar com uma infusa" (espécie de vaso de barro) "ao juiz da terra". Ao ser chamada para falar à Mesa do Tribunal do Santo Ofício, negou ter feito qualquer tipo de feitiço, alegando enganar todas as pessoas que recorriam a seus serviços pelo dinheiro e pela comida que a davam em troca.


Documento acessível e digitalizado.
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

E logo foi dito, com muitas lágrimas, que era verdade que por toda esta Bahia ela tinha usado de muitos enganos, enganando a muitas pessoas, homens e mulheres, que lhe pediam feitiços e ela lhes dava uns pós de fígados de galinhas forrados e outras coisas que não eram feitiços nem más, e ela lhes dizia que eram feitiços e que ela os obrava com os diabos e que ela que falava com os demônios. Porém, tudo isto eram falsidades que ela, ré, dizia para enganar as ditas pessoas (...), dando-lhes as ditas coisas com nome de feitiços sem serem: a umas para casar, a outras para seus namorados, a outras para matar o seu marido e outros para ganharem jogando e a outros para outras coisas que pretendiam.

(Edição feita por: MAP | MLS)

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, Brasil., 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10748. Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2310925.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Bahia, Brasil
Naturalidade: Aveiro, Portugal.

Dados internos

Maria Gonçalves Cajada,
Nomeada em documento primário [0056]


Rede documental: O processo envolve Isabel Monteja (denunciante) e Catarina Fernandes (denunciante)
Catalogado por: MLS


[0057]-[voltar para o topo]

Maria Pinheira

djxe ser cristaã velha segundo lhe pareçe natural desta cjdade filha de Joam pinheiro lavrador e de sua molher Isabel jaz defuntos, de ydade de trjnta e ojto annos casada com Joam daguiar laurador moradora em taparica

1592
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, Salvador bahia de todos os santos, 1592


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador bahia de todos os santos, Brasil., 1592. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10753. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2310930.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 38 anos
Estado civil: Casada
Morada: Taparica, Brasil
Naturalidade: Salvador bahia de todos os santos, Brasil

Dados internos

Maria Pinheira,
Nomeada em documento primário [0057]


Chave de pesquisa: Heresia
Catalogado por: TEPF


[0058]-[voltar para o topo]

Maria [II]

sucedeu ir no dia onze do corrente José Bicudo à casa do suplicante e induzir-lhe uma filha de nome Maria

1816
Imagem: APESP
João de Godois Moreira pede a prisão de José Bicudo, com quem sua filha Maria fugiu há algum tempo. Segundo João, José a teria induzido e, apesar de ser um homem casado, não vivia com sua mulher e estava sempre "desinquietando" e difamando mulheres casadas e solteiras que se acham vivendo em casa de seus pais. Uma mulher de nome Isabel é nomeada no documento como uma das muitas que foram difamadas pelas ações de José: estando casada com Manoel Joaquim, na ausência de seu marido, Isabel foi levada por José e, após oito dias em sua companhia, foi largada, ficando exposta "a sofrer o que lhe fizer o marido em chegando de sua viagem". Segundo o suplicante, muitos não podem sair de suas casas, com medo de que o José faça o mesmo com eles. Quando questionados pelo General José Joaquim de Oliveira os vizinhos do suplicante, porém, não confirmaram o afirmado pelo pai de Maria, dizendo que "não sabem que o suplicado induzisse esta filha do suplicante, mas só sabem que ela fugiu".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1816. APESP - 1.1.612/93-3-6. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria [II],
Nomeada em documento primário [0058]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0059]-[voltar para o topo]

Maria [I]

fez casar uma filha Maria com Matias José Ribeiro, o qual logo mostrou ser um homem desumano pelo mau trato que começou a dar à sua mulher, tanto por viver mal com outras mulheres, como por ser pouco temente a Deus e insubordinado

1814
Imagem: APESP
Neste requerimento, Antônio Fernandes Tenório pede a prisão de seu genro, Matiias José Ribeiro, "pelo mau trato que começou a dar à sua mulher", Maria, filha do suplicante. Antônio também denuncia Matias por "viver mal com outras mulheres" e por insubordinação. Segundo o suplicante, há dois anos Matias teria se ausentado da freguesia de Juqueri para o distrito de Mogi Mirim, levando Maria consigo. Para não "finar a vida", Maria fugiu, se regredindo "oculta do poder do suplicado para o do suplicante, onde existe". Por não terem dinheiro suficiente para pedirem o divórcio, a família de Maria decidiu pedir a prisão do suplicado, pois, segundo o suplicante, receiam algum "funesto acontecimento". Antônio conta que "lhe consta com verdade que o suplicado pretende vir a força de armas tirar a mulher do poder do suplicante pai". Matias, desertor do 2º regimento de Infantaria, tem sua prisão e incorporação à legião decretada pelo Brigadeiro Inspetor Geral das Milícias e apoiada pelo Coronel Comandante. No despacho incluído no fólio do requerimento é possível ler o seguinte: "O que o suplicante alega em seu requerimento é verdade, pelo conhecimento que tenho do sogro e péssimas qualidades do genro.".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, Brasil, 1814. APESP - 1.1.610/93-2-31. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Maria [I],
Nomeada em documento primário [0059]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0060]-[voltar para o topo]

Maria da Silva

Maria da Silva, cristã-nova, solteira, filha de Bento de Lucena, senhor de engenho, natural e moradora do Rio de Janeiro.

1723
Imagem: ANTT
Confessou seguir a "Lei de Moisés" há oito anos, afirmando ter tomado conhecimento do conjunto de regras e cerimônias que teria de seguir para ter sua alma salva na casa de uma tia, através de um primo já falecido. A partir desse contato com o judaísmo, ela teria passado a seguir essa religião, esquecendo os ritos católicos, com os quais já tinha contato. Confessou ainda ter repassado o que aprendeu e os ritos que vinha seguindo a diversas pessoas, desde primas e irmãos até conhecidos que visitou (todas essas conversas teriam ocorrido há quatro ou cinco anos).


Acessível, digitalizado

Edição parcial do documento primário



(Edição feita por: )

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO) . Processo inquisitorial. Lisboa , 1723 . ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/08251 . Disponível em: https://digitarq.arquivos.pt/details?id=2308359 .

Menção em documentos secundários

:

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã-nova'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 14 anos
Estado civil: Solteira
Morada: Rio de Janeiro
Naturalidade: Rio de Janeiro

Dados internos

Maria da Silva,
Nomeada em documento primário [0060]


Rede documental:
Chave de pesquisa: Perjúrio
Catalogado por: MLS


[0061]-[voltar para o topo]

Maria do Monte do Carmo

Diz Joaquim Jozé Pereira, Cardinal do Continente do Sul, hoje existente na vila do Castro, no fundo uma cama a 12 para 13 anos, como se comprova pelo documento nº 1, e para poder subsistir no desgraçado estado em que se acha o suplicante se viu obrigado arrendar uma fazendinha, em 15 de outubro de 1819, a Maria do Monte do Carmo, com animais [...] de criar aonde botou para invernar

1822
Imagem: APESP
O suplicante Joaquim Jozé Pereira, devido a seu estado grave de saúde, arrendou sua fazenda a Maria do Monte do Carmo, onde havia mais de 400 bois. Ele pediu ao capataz e dois camaradas que levassem os animais para invernar em um campo anexo. No entanto esses camaradas sofreram violência do Capitão-Mor, e um deles foi inclusive preso e posto em castigo rigoroso. O suplicante pede que a ajuda desses homens para recolher os bois seja permitida, garantindo assim seu sustento. Assim, ele também intercede em favor desse homem preso, cuja mãe viúva, Anacleta, que vive em uma cama de esmolas com duas filhas solteiras, depende dele.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. Sem indicação de local do documento. 1822. APESP - 1.1.617/94-1-2. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Maria do Monte do Carmo,
Nomeada em documento primário [0061]


Rede documental: Anacleta
Catalogado por: Maria Clara Ramos Morales Crespo


[0062]-[voltar para o topo]

Maria Álvares

Maria Alv[a]rez Mamaluca

1593
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, Salvador bahia de todos os santos, 1593. Acusada de heresia.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador bahia de todos os santos, Brasil, 1593. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10754. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2310931.

Termos de caracterização social usados no documento

'Mameluca'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Casada
Morada: Salvador bahia de todos os santos, Brasil
Naturalidade: Porto Seguro, Brasil

Dados internos

Maria Álvares,
Nomeada em documento primário [0062]


Chave de pesquisa: Heresia
Catalogado por: TEPF


[0063]-[voltar para o topo]

Mariana

Mariana Preta forra natural de Angola emoradora no Rio de Jan[ei]ro

1710
Imagem: ANTT
Preta forra, escrava


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Sem indicação de local do documento. 1710. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/11786. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/DetailsForm.aspx?id=2311983.

Menção em documentos secundários

:

Sentença: auto-da-fé de 09/07/1713. Abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial a arbítrio dos inquisidores, penas e penitências espirituais e da excomunhão maior em que incorreu seja absoluta in forma eclesia. A ré era preta forra. A ré era escrava de Maria André.

Termos de caracterização social usados no documento

'Preta forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 50 anos
Estado civil: Solteira
Morada: Rio de Janeiro, Brasil
Naturalidade: Angola

Dados internos

Mariana,
Nomeada em documento primário [0063]


Rede documental: O processo menciona Maria André (testemunha)
Chave de pesquisa: Preta forra
Catalogado por: LJ


[0064]-[voltar para o topo]

Marta Fernandes

disse ser cristaã [...] natural da ylha de sam miguel molher parda filha de fr[ancis]co eanes lavrador homẽ branco e de suã escrava angolla chamada Isabel ja defunta

1593
Imagem: ANTT
Marta Fernandes é cristã-velha e parda, e foi acusada de bigamia, e como punição, foi mandada para a Angola e proibida de voltar para o Brasil


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Olinda, 1593. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10745. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2310922.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha; parda'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 36 anos
Estado civil: Casada
Morada: Olinda
Naturalidade: Açores

Dados internos

Marta Fernandes,
Nomeada em documento primário [0064]


Chave de pesquisa: Bigamia
Catalogado por: BMS


[0065]-[voltar para o topo]

Paula

e ficando em poder dela a suplicante uma escrava parda de nome Paula

1797
Imagem: APESP
O documento é um auto de embargo entre André Quaresma, embargante, e João de Prado, embargado. Trata-se de uma disputa por uma escravizada chamada Paula. João e sua mulher, Ana Maria Gonçalves, ao tentarem ausentar-se para a vila de São João de Atibaia levando Paula em sua companhia foram impedidos por André Quaresma e sua mulher, Rita Gonçalves. Quitéria Rodrigues está envolvida na disputa como uma das suplicantes e autora indireta de parte do documento. Quitéria foi casada com o falecido Salvador Gonçalves, é a mãe de Rita Gonçalves e Ana Maria Gonçalves, e herdou dos pais a escravizada Paula. Ela é, portanto, a sua atual "dona". Como tal, no recto do sexto fólio, Quitéria exige que o embargo levantado por André e Rita seja retirado e que Paula seja entregue a ela, exigindo, por fim, que nenhum dos herdeiros "devam haver a referida escrava e nem por título algum" possam "dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral de Mogi Guaçu, termo desta vila, que, sendo ela suplicante como é casada com Salvador Gonçalves, este se ausentou há mais de trinta anos para as minas de Bambuí, da comarca de Minas Gerais. E ficando em poder dela a suplicante uma escrava parda de nome Paula, porque [**] a suplicante por herança de seus falecidos pais, Jerônimo Rodriguez do Prado e Antônia Rodriguez, cuja escrava se achava na companhia de Ana Maria Gonçalves, filha da suplicante, a qual casada com João do Prado. Este, querendo ausentar-se para a vila de São João de Atibaia, levava em sua companhia a dita escrava, ao que se opuseram André Quaresma e Rita Gonçalves, filha da mesma, por via de Embargo como herdeiros da suplicante; cujo embargo se fez e se depositou a referida escrava em poder de Ignácio Dias de Siqueira, [**] tudo assim, sem que a suplicante tenha falecido da vida presente. Pelo que é o requerimento da suplicante que Vossa Mercê, ouvindo aos suplicados, lhes mande por seu despacho levantar o embargo feito, e que se entregue à suplicante a referida escrava, pois que aqueles, e outros herdeiros que hajam de ser da suplicante, não devem haver [**] referida escrava e nem por título algum dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante que pede a Vossa Mercê seja servido assim o mandar. Espera receber mercê. Senhor Juiz Ordinário, Todo o alegado da suplicante em sua petição é verdade e o fazer-mos requerer embargo na escrava de que se trata foi porque João do Prado se queria assenhorear do que pertence a tantos. Não temos dúvida em que a suplicante receba a escrava.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Marques, Francisco Rodrigues. Auto. São Paulo, Brasil, 1797. APESP - 1.1.490/77-1-16. Não disponível em repositórios digitais.

Termos de caracterização social usados no documento

'Escrava; parda'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 20 anos
Estado civil:
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Paula,
Nomeada em documento primário [0065]


Rede documental: Ana Maria Gonçalves; Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral; Rita Gonçalves
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0066]-[voltar para o topo]

Paula de Sequeira

Paula de Sequeira, cristã velha natural de Lisboa, mulher de Antonio de Faria

1591
Imagem: ANTT
Nomeada em processo inquisitorial, acusada de sodomia e denunciada por possuir um livro defeso, proibido pela Inquisição, "Diana" de Jorge de Monte Maior. Afirmou que tinha muito gosto em ler esse livro e só não o lia mais vezes por já sabê-lo "quase todo de cor". Relacionou-se com Filipa de Sousa, com quem trocou "muitas cartas de amores e requebros" por cerca de dois anos. Foi condenada (dentre outras penas) a "cumprir certas penitências espirituais secretas".


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Salvador, 1591. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/03306. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/details?id=2303255.

Menção em documentos secundários

(Vainfas, 2004:128):

Outro caso notável foi o de Paula de Siqueira, mulher de 38 anos, esposa do contador da fazenda dei Rei na Bahia. Paula era uma mulher especial, sobretudo porque sabia ler, rara virtude entre as mulheres e homens daquele tempo. No entanto, sua leitura preferida era Diana, romance pastoril do espanhol Jorge de Montemayor, editado em 1599 e logo incluído no rol de livros proibidos pela Inquisição. Considerado “livro desonesto” pelos censores do Santo Ofício, Diana narrava os amores de duas moças, sugerindo uma “sensibilidade homossexual ao mesmo tempo intensa e cândida” - possível razão não apenas da censura inquisitorial como do vivo interesse de Paula pelo livro. Tanto falava sobre Diana, recitando-o para as amigas, que acabaria processada por tê-lo consigo. Mulher corajosa, Paula chegaria a desafiar abertamente o visitador, dizendo que não via razão para proibirem o livro, que tinha muito gosto de lê-lo, e por sua vontade o leria sempre, não fosse por sabê-lo “quase todo de cor”.

Termos de caracterização social usados no documento

'Cristã velha'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Casada
Morada: Salvador
Naturalidade: Lisboa, Portugal

Dados internos

Paula de Sequeira,
Nomeada em documento primário [0066]



Chave de pesquisa: Sodomia
Catalogado por: MLS


[0067]-[voltar para o topo]

Páscoa Vieira

Paschoa viejra preta forra filha de Manoel Carualho, natural de Massangano Reyno de Angola, e moradora na Cidade da Bahya de todos os Santos, preza nos carçeres da Inquisição desta Cidade de Lisboa

1694
Imagem: ANTT
Preta forra, acusada de bigamia


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida

Documento primário catalogado

Tribunal do Santo Ofício (TSO). Processo inquisitorial. Sem indicação de local do documento. 1694. ANTT - PT/TT/TSO-IL/028/10026. Disponível em: http://digitarq.arquivos.pt/DetailsForm.aspx?id=2310184.

Menção em documentos secundários

ANTT:

Sentença: auto-da-fé de 22/12/1700. Abjuração de leve, cárcere a arbítrio dos inquisidores, degredo por três anos para Castro Marim, penas e penitências espirituais e pagamento das custas. A 20 de Março de 1703 foi-lhe perdoado o restante tempo de degredo em falta. A ré contraiu um segundo materimónio com Pedro Arda, negro escravo de Francisco Álvares Távora, ainda era vivo o seu primeiro marido

Termos de caracterização social usados no documento

'Preta forra'

Dados biográficos conhecidos

Idade: 40 anos
Estado civil: Casada
Morada: Bahia, Brasil
Naturalidade: Massagano, Angola

Dados internos

Páscoa Vieira,
Nomeada em documento primário [0067]


Rede documental: O processo menciona Domingas Carvalha (testemunha)
Chave de pesquisa: Preta forra
Catalogado por: LJ


[0068]-[voltar para o topo]

Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral

Diz Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral de Mogi Guaçu, termo desta vila, que sendo ela suplicante

1797
Imagem: APESP
O documento é um auto de embargo entre André Quaresma, embargante, e João de Prado, embargado. Trata-se de uma disputa por uma escravizada chamada Paula. João e sua mulher, Ana Maria Gonçalves, ao tentarem ausentar-se para a vila de São João de Atibaia levando Paula em sua companhia foram impedidos por André Quaresma e sua mulher, Rita Gonçalves. Quitéria Rodrigues está envolvida na disputa como uma das suplicantes e autora indireta de parte do documento. Quitéria foi casada com o falecido Salvador Gonçalves, é a mãe de Rita Gonçalves e Ana Maria Gonçalves, e herdou dos pais a escravizada Paula. Ela é, portanto, a sua atual "dona". Como tal, no recto do sexto fólio, Quitéria exige que o embargo levantado por André e Rita seja retirado e que Paula seja entregue a ela, exigindo, por fim, que nenhum dos herdeiros "devam haver a referida escrava e nem por título algum" possam "dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral de Mogi Guaçu, termo desta vila, que, sendo ela suplicante como é casada com Salvador Gonçalves, este se ausentou há mais de trinta anos para as minas de Bambuí, da comarca de Minas Gerais. E ficando em poder dela a suplicante uma escrava parda de nome Paula, porque [**] a suplicante por herança de seus falecidos pais, Jerônimo Rodriguez do Prado e Antônia Rodriguez, cuja escrava se achava na companhia de Ana Maria Gonçalves, filha da suplicante, a qual casada com João do Prado. Este, querendo ausentar-se para a vila de São João de Atibaia, levava em sua companhia a dita escrava, ao que se opuseram André Quaresma e Rita Gonçalves, filha da mesma, por via de Embargo como herdeiros da suplicante; cujo embargo se fez e se depositou a referida escrava em poder de Ignácio Dias de Siqueira, [**] tudo assim, sem que a suplicante tenha falecido da vida presente. Pelo que é o requerimento da suplicante que Vossa Mercê, ouvindo aos suplicados, lhes mande por seu despacho levantar o embargo feito, e que se entregue à suplicante a referida escrava, pois que aqueles, e outros herdeiros que hajam de ser da suplicante, não devem haver [**] referida escrava e nem por título algum dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante que pede a Vossa Mercê seja servido assim o mandar. Espera receber mercê. Senhor Juiz Ordinário, Todo o alegado da suplicante em sua petição é verdade e o fazer-mos requerer embargo na escrava de que se trata foi porque João do Prado se queria assenhorear do que pertence a tantos. Não temos dúvida em que a suplicante receba a escrava.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Francisco Rodriguez Marques. Auto. São Paulo, 1797. APESP - 1.1.490/77-1-16. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Viúva
Morada: Mogi Guaçu
Naturalidade:

Dados internos

Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral,
Autora indireta [0068]


Rede documental: Antônia Rodriguez (terceira referida); Paula; Ana Maria Gonçalves; Rita Gonçalves
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0069]-[voltar para o topo]

Quitéria Maria da Conceição

Quitéria Maria da Conceição, escrava

1753
Imagem: APM
Quitéria Maria da Conceição afirma ter pago o preço exigido por sua carta de alforria, e solicita intervenção do governador para ser libertada, neste requerimento feito em Vila Rica em 1753.


Documento acessível, digitalizado
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de Minas Gerais (SeGovMG). Requerimento. Vila Rica, Minas Gerais, 1753. APM - SG-CX.05-DOC.03. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/brtacervo/brtacervo.php?cid=535.

Termos de caracterização social usados no documento

'crioula; escrava'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada:
Naturalidade:

Dados internos

Quitéria Maria da Conceição,
Nomeada em documento primário [0069]


Chave de pesquisa: Escrava
Catalogado por: Maria Clara Paixão de Sousa


[0070]-[voltar para o topo]

Quitéria Maria da Encarnação

Diz Antônio Ferreira de Faria, da Vila de Sorocaba na qualidade de Depositário dos bens do casal de Agostinho Jozé Coelho, feitor da Real Fábrica de São João do Ipanema, e sua mulher Quitéria Maria da Encarnação; que tendo o dito Agostinho vendido um escravo de nome Benedito ao Senhor Coronel Inspetor da dita Real Fábrica: porque o não podia fazer requere-o o Suplicante a Vossa Excelência a entrega do dito Escravo

1820
Imagem: APESP
O suplicante Antônio Ferreira de Faria estava atuando de de depositário, ou seja, estava com a guarda dos bens do casal Quitéria Maria da Encarnação e Agostinho Jozé Coelho. O marido, no entanto, indevidamente vendeu um escravo chamado Benedito sem a autorização do suplicante, e, por isso, Antônio solicita a sua devolução.


Fotografado, Elisa Hardt, em 29/03/2019
Não há edição filológica conhecida
Não há menção na bibliografia conhecida

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (SeGovSP). Requerimento. São Paulo, 1820. APESP - 1.1.620/94-2-83. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: Sorocaba
Naturalidade:

Dados internos

Quitéria Maria da Encarnação,
Nomeada em documento primário [0070]


Catalogado por: Patrícia Brasil


[0071]-[voltar para o topo]

Rita Gonçalves

ao que se opuseram André e Rita Gonçalves, filha da mesma, por via de embargo, como herdeiros da suplicante

1797
Imagem: APESP
O documento é um auto de embargo entre André Quaresma, embargante, e João de Prado, embargado. Trata-se de uma disputa por uma escravizada chamada Paula. João e sua mulher, Ana Maria Gonçalves, ao tentarem ausentar-se para a vila de São João de Atibaia levando Paula em sua companhia foram impedidos por André Quaresma e sua mulher, Rita Gonçalves. Quitéria Rodrigues está envolvida na disputa como uma das suplicantes e autora indireta de parte do documento. Quitéria foi casada com o falecido Salvador Gonçalves, é a mãe de Rita Gonçalves e Ana Maria Gonçalves, e herdou dos pais a escravizada Paula. Ela é, portanto, a sua atual "dona". Como tal, no recto do sexto fólio, Quitéria exige que o embargo levantado por André e Rita seja retirado e que Paula seja entregue a ela, exigindo, por fim, que nenhum dos herdeiros "devam haver a referida escrava e nem por título algum" possam "dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante".


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral de Mogi Guaçu, termo desta vila, que, sendo ela suplicante como é casada com Salvador Gonçalves, este se ausentou há mais de trinta anos para as minas de Bambuí, da comarca de Minas Gerais. E ficando em poder dela a suplicante uma escrava parda de nome Paula, porque [**] a suplicante por herança de seus falecidos pais, Jerônimo Rodriguez do Prado e Antônia Rodriguez, cuja escrava se achava na companhia de Ana Maria Gonçalves, filha da suplicante, a qual casada com João do Prado. Este, querendo ausentar-se para a vila de São João de Atibaia, levava em sua companhia a dita escrava, ao que se opuseram André Quaresma e Rita Gonçalves, filha da mesma, por via de Embargo como herdeiros da suplicante; cujo embargo se fez e se depositou a referida escrava em poder de Ignácio Dias de Siqueira, [**] tudo assim, sem que a suplicante tenha falecido da vida presente. Pelo que é o requerimento da suplicante que Vossa Mercê, ouvindo aos suplicados, lhes mande por seu despacho levantar o embargo feito, e que se entregue à suplicante a referida escrava, pois que aqueles, e outros herdeiros que hajam de ser da suplicante, não devem haver [**] referida escrava e nem por título algum dominá-la ou dispô-la sem consentimento e autoridade da suplicante que pede a Vossa Mercê seja servido assim o mandar. Espera receber mercê. Senhor Juiz Ordinário, Todo o alegado da suplicante em sua petição é verdade e o fazer-mos requerer embargo na escrava de que se trata foi porque João do Prado se queria assenhorear do que pertence a tantos. Não temos dúvida em que a suplicante receba a escrava.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Marques, Francisco Rodrigues. Auto. São Paulo, Brasil, 1797. APESP - 1.1.490/77-1-16. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Rita Gonçalves,
Nomeada em documento primário [0071]


Rede documental: Ana Maria Gonçalves; Quitéria Rodrigues do Prado do Amaral; Rita Gonçalves
Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0072]-[voltar para o topo]

Rita Maria

Diz Filipa de Lima moradora em a vila de Jundiaí que fazendo ela suplicante casar sua filha de nome Rita Maria com Francisco Cardozo sucede que este homem não tem [**] certo, maltratando a filha da suplicante

1822
Imagem: APESP
Em um requerimento de 1822, Filipa de Lima afirma que sua filha, Rita Maria, sofre maus tratos de seu marido Francisco Cardozo, e requere que ações sejam tomadas contra o mesmo.


Documento acessível, fotografado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Ilustríssimos Senhores do Governo, Diz Filipa de Lima, moradora em a vila de Jundiaí, que fazendo esta suplicante casar sua filha de nome Rita Maria com Francisco Cardozo sucede que este homem não tem [**] certo, maltratando a filha da suplicante. Nestes termos se recorre à reta justiça de Vossas Excelências para que se digne mandarem por seu justo e sábio [**] [**] a que o Juiz ordenar [**] tomando conhecimento da verdade que a suplicante alega[*] lhe faça justiça, que assim espera. E portanto, pede a Vossas Excelências se digne deferir o requerimento da suplicante com a reta justiça que costumam, de que espera receber mercê.Como procurador, Antônio de Siqueira.O Senhor Juiz Ordinário defira a suplicante na forma que requer. Palácio do Governo de São Paulo, 14 de Agosto de 1822. Pinto Müller Quartin.

(Edição feita por: Elisa Hardt Leitão Motta)

Documento primário catalogado

Siqueira, Antônio de. Requerimento. São Paulo, 1822. APESP - 1.1.623/95-3-14. Não disponível em repositórios digitais.

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil: Casada
Morada: São Paulo
Naturalidade:

Dados internos

Rita Maria,
Nomeada em documento primário [0072]


Catalogado por: Elisa Hardt Leitão Motta


[0073]-[voltar para o topo]

[A dita escrava]

a dita escrava boçal e sem inteligência

1734
Imagem: APM
Escravizada de Anastacia da Conceição; Presa por vender com tabuleiros, apareceu em requerimento movido por Anastacia com o pedido de sua soltura, alegando que a escravizada era incapaz de incorrer contra o bando do governador por ser boçal e sem inteligência.


Documento acessível, digitalizado e transcrito
Não há menção na bibliografia conhecida

Edição parcial do documento primário

Diz Anastacia da Conceição, preta forra, que Vossa Excelência foi servido mandar que a suplicante justificasse perante o Doutor Ouvidor Geral e Corregedor desta comarca em como uma sua escrava que foi presa no morro desta vila, a requerimento do rendeiro do vereador Alexandre Pinto de Miranda, com o falso pretexto de que andava vendendo com tabuleiro, era a dita escrava boçal e sem inteligência de poder andar vendendo e, com efeito, justificou a suplicante o deduzido e está nos termos de Vossa Excelência se dignar de a mandar soltar.

(Edição feita por: Isabelle de Moura Vitorino, revisada por Vanessa Martins do Monte)

Documento primário catalogado

Secretaria de Governo da Capitania (SGO). Requerimento. Vila Rica, Minas Gerais, Brasil., 1734. APM - SG-CX.26-DOC.34. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/brtacervo/brtacervo.php?cid=1830.

Termos de caracterização social usados no documento

'Escrava'

Dados biográficos conhecidos

Idade:
Estado civil:
Morada: Vila Rica, Minas Gerais, Brasil.
Naturalidade:

Dados internos

[A dita escrava],
Nomeada em documento primário [0073]


Rede documental: Citada no requerimento de Anastacia da Conceição [0077].
Chave de pesquisa: Tabuleiro
Catalogado por: Isabelle de Moura Vitorino